Sobre Ândi Garcia

Profissional de computação, amante das letras, pseudo-violonista do lar, uspiano, corinthiano, maloqueiro e sofredor. Graças a Deus.

A primeira vez em que almas se encontram é quando tudo realmente acontece. Os bons momentos, as boas sensações, as conversas inesgotáveis, os gostos comuns, as bobagens que serão lembradas por toda uma vida, com um perpétuo gostinho de quero mais.

No segundo encontro das almas há certa magia inicial. Após longa distância física, enfim o mutuamente desejado reencontro. E logo, a alegria de poder reviver todo o velho encantamento é substituída pela triste constatação de que algo ficou perdido nos distintos caminhos, às vezes antagônicos.

O terceiro encontro já não é de almas, apenas físico, e ainda assim, distante. No lugar da empatia, a apatia. Ali já não há mais nada, no máximo um incômodo constrangimento de tanta confidência e intimidade trocadas com um, agora, estranho. E talvez a lição para vigilarmos nossas melhores relações, a fim de que elas permaneçam sempre em seu primeiro, único, e aí sim, quem sabe, eterno encontro de almas.

 

O melhor elenco (pelo menos do meio para frente), o melhor técnico, o melhor jogador… Dessa vez, nem a enorme capacidade do Fluminense de desperdiçar chances históricas seria capaz de tirar esse título das Laranjeiras. Ganhou o melhor. O time que soube investir no começo e no meio do campeonato, que peitou a CBF e manteve seu técnico, convidado para a comandar a seleção. E que teria atropelado e disparado muito antes, não fossem tantos os problemas com lesões dos principais jogadores. Menos um.

Conca saiu desse campeonato como campeão, como melhor jogador e como único a participar das 38 rodadas. Um feito para poucos. E que o argentino consegue levar sem perder a humildade e o caráter. Muricy sempre quis trabalhar com Conca em seus times. Tentou pelo São Paulo por diversos anos seguidos. Tentou novamente pelo Palmeiras. Mas teve que ir ele mesmo diretamente para onde Conca estava para que esse encontro fosse possível. E o resultado é o que todos vimos. E Muricy sempre esteve certo. O que é mais uma prova irrefutável de sua competência. Em seis anos, quatro títulos e um vice-campeonato, por três times diferentes. Ainda que eu goste do trabalho do Mano Menezes, sem dúvida a seleção perdeu muito com o “não” de Muricy…

O Brasileirão 2010 será lembrado pelos meias hermanos bons de bola e decisivos, pela artilharia do outrora limitado Jonas, pelas malas brancas cruzeirenses, pelas “entregadas” dos rivais corinthianos, mas sobretudo por ter vencido o melhor. E quem há de negar?

 

O Brasileirão 2010 vai se aproximando do final, e pela pontuação atual, aBola de Ouro (prêmio da Revista Placar ao melhor jogador do campeonato) ficará entre Conca, do Fluminense, ou Montillo, do Cruzeiro. O que significa dizer que o melhor jogador do Brasil não é brasileiro! E pior, o segundo também não! E pior ainda, são argentinos!

Se esticarmos a análise para o ano todo, dá pra incluir ainda um terceiro argentino entre os cinco melhores: D’Alessandro (Ganso e Neymar, pelo que fizeram no primeiro semestre, completariam a lista).

Consumado este fato, ficará escancarado algo que eu já venho dizendo desde o fracasso na Copa: a safra é ruim! Há quem defenda nosso futebol, buscando na economia a justificativa do sucesso dos hermanos em terras tupiniquins. Com vantagens financeiras em relação ao nosso vizinho, conseguiríamos buscar os destaques de lá, enquanto os nossos vão para a Europa. Não é verdade. Os melhores deles também estão na Europa, e brilhando mais que os brasileiros, em média. E os que brilham aqui, sequer costumam ser convocados pela seleção deles (exceção feita ao D’Alessandro, às vezes). Enquanto isso, a 10 da canarinho deve ser vestida pelo Douglas no próximo duelo contra nosso arquirrival.  Nada contra o Maestro, ótimo jogador, mas apenas coadjuvante no Brasileirão. Ou alguém aqui trocaria qualquer um dos três hermanos por ele?

Por falar em Douglas, ele e Ganso são as exceções dessa espécie cada vez mais rara em nosso futebol: o meia armador clássico. O cara que atua pelo centro do campo, muitas vezes de costas para o gol adversário, antevê as jogadas, controla a bola com habilidade e encontra espaços entre dois ou três marcadores, para achar companheiros em situações claras de gol. É um problema de formação de jogadores. No Brasil, não estimulam mais esse tipo de jogador. Podam na base, jogando os mais habilidosos para as beiradas do campo, ou transformando-os em brucutus marcadores, em corredores, ou em jogadores-táticos. Que porcaria é essa de jogador-tático? A regra é o mercado europeu. Cria-se aqui o que se pede lá fora. Há clubes brasileiros cujos técnicos de base são italianos! Vê se pode!

Enquanto isso, nas terras de Dom DieguitoJuan Román continuam brotando enganches magníficos, produto número um de exportação no Mercosul, e deleite dos amantes do futebol.

Por sorte, nosso futebol de resultados continua garantindo nossa supremacia no confronto direto, e é só nisso que posso apostar para o duelo do próximo dia 17, no Qatar.

 

O clássico Prince of Persia (1989) foi o primeiro game que joguei em PCs, e junto com Stunts foi o que mais joguei naquele robusto e poderoso 386, o primeiro PC que tivemos em casa (antes disso, tive um MSX, que basicamente era meu video game também).

O jogo tem, desde sua primeira edição, uma jogabilidade incrível! Para quem não conhece, o enredo é simples: um homem vestido com roupas básicas, brancas, apenas conhecido por “o príncipe”, com habilidades físicas excepcionais, tem que percorrer castelos e templos persas, desviando de armadilhas e enfrentando guardiões, para salvar sua “princesa” (Farah).

Apesar das habilidades incríveis, com movimentos muito similares a movimentos reais, a primeira edição do jogo diferenciava-se de outros jogos de aventura por não ter super poderes, magias, raios e etc. Era o príncipe, sua habilidade e sua espada.

Hoje já são pelo menos sete novas edições diferentes do jogo. A primeira reedição saiu pela própria Brøderbund, produtora inicial do jogo. Mas tanto essa quanto a terceira, não pegaram muito. Porém, em 2003 a Ubisoft assumiu o desenvolvimento do game, lançando a edição The Sands of Time (em português, as areias do tempo), com várias modificações, algumas bastante controversas. A primeira delas foi passar para a terceira pessoa (na verdade, outra empresa já havia tentado isso antes, mas sem sucesso). E, para atender ao novo público, foram inseridos também alguns novos “poderes” e magias, que o príncipe recebe ao logo do jogo, como, por exemplo, o controle parcial do tempo.

Nota: Em 2007, a parte ao desenvolvimento da Ubisoft, a Gameloft lançou uma reedição da versão clássica para XBOX, com os mesmos cenários e movimentos, porém aperfeiçoados.

Prince of Persia: The Forgotten Sands (2010)
Prince of Persia: The Forgotten SandsA edição lançada em maio deste ano já é a quinta da Ubisoft. Se comparada à versão de 2003, parece muito diferente, mas para quem acompanha a série edição a edição, não há mudanças substanciais. O que não é necessariamente ruim, afinal, você já sai jogando sem perder muito tempo aprendendo os comandos, movimentos, e etc. Melhoram os gráficos, e aparecem alguns novos poderes. Por exemplo, nesta edição, o príncipe recebe em dado momento o poder de controle do estado da água. Com isso ele consegue “solidificar” cascatas ou colunas de água, e escalá-las.

The Forgotten Sands segue a linha básica, sem muitas novidades, mas é bacana pros fãs da série. Mas a Ubisoft peca nos detalhes. Bugs como portas que não se abrem, por exemplo, é algo que não havia sequer na primeira clássica e inesquecível edição.

O Filme

Neste ano foi lançado também o filme baseado no game: Prince of Persia: The Sands of Time. Confesso que ainda não vi. Na verdade, não gosto muito de filmes baseados em games, talvez porque não me lembre de nenhum que tenha ficado realmente bom. Mas como fã do game, desde sempre, quero ver este, aí volto para colocar minhas impressões em nossa seção decinema.

Prince of Persia: O Filme
Jake Gyllenhaal faz o príncipe no cinema

 

Experimente colocar um violão no colo de uma criança. Tudo que ela faz (e tudo que ela consegue fazer) é o famoso quem-qué-pão. Isso porque toda a noção que ela tem de violão é a movimentação da mão direita (a mão que vai sobre o corpo do violão – pode ser a esquerda, para os canhotos) sobre o instrumento.

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Muitas pessoas me pedem ajuda quando pensam em criar seus próprios sites, blogs, ou, porque não, as duas coisas numa só. Também já criei sites e blogs de várias maneiras, coletivos ou de uso pessoal, desde o rústico e mal tratado Concha Acústica, no antiguíssimo hpG, há uns 10 anos, quando ainda não tinha nenhum conhecimento técnico, seguindo apenas o que aprendi num tutorial do Dreamweaver 2, e usando tralhas como frames e gifs animados, que hoje são aberrações para os profissionais da Web.

Se você pensa em criar seu próprio espaço na rede, seja pessoal, profissional ou coletivo, mas não é um profissional da área, a principal dica que posso lhe dar é: não queira reinventar a roda.

Leve em consideração que muitas pessoas e empresas capacitadas já gastaram bastante tempo desenvolvendo e agrupando componentes que tornarão sua vida muito mais fácil na hora de publicar e, principalmente, manter um site. Também lhe fornecerão uma infinidade de plugins e widgets que agregarão funcionalidades capazes de tornar seu site mais polivalente do que você, mesmo sendo uma pessoa bastante criativa, poderia imaginar.

Portanto, só considere abrir um editor e sair escrevendo código HTML em cinco situações:

  1. Se você é um designer Web e sabe o que está fazendo (o que quer dizer que, provavelmente, só escolherá essa opção nas condições abaixo, ou em algum caso especial).
  2. Se você for construir um site estático, com alterações raras, e com no máximo 5 páginas. Ainda assim, se não satisfizer a condição 1, procure usar editores “visuais” de páginas (tipo o Dreamweaver, ou o FrontPage), e, principalmente, um template fixo.
  3. Se você precisar dar uma cara ao site muito bem definida na sua cabeça, e que você não encontre em nenhum template pronto das ferramentas prontas, não saiba modificá-las para conseguir isso, e não tem dinheiro pra pagar alguém que faça isso por você.
  4. Se o site for todo em Flash (e você souber flash, é claro).
  5. Se você tiver algum tipo de prazer masoquista em aprender essas coisas, que mudam com certa rapidez, e estiver com tempo sobrando, nenhum prazo, e não se importar muito com o resultado final.

Em qualquer outro caso, considere uma das alternativas que apresentarei a seguir, em ordem crescente de complexidade e flexibilidade. São as alternativas que eu já usei um dia, ao menos para testes, e das quais posso falar, mas para cada uma delas sempre há similares por aí.

Google Sites

É a opção mais simplista possível, e você não leva cinco minutos para criar. Você só precisa entrar em sites.google.com, fazer o login com uma conta Google que provavelmente você já possui, escolher um nome e um modelo pro seu site, e pronto.

Você cria e edita páginas por um editor de textos simples, e sempre seguindo os modelos disponíveis. Há também alguns temas disponíveis, todos “meigos”, e é muito prático para escolhas e trocas. E dependendo do modelo que tiver escolhido, já terá funcionando algumas ferramentas, como um blog simples, o Google Calendar, Picasa, e etc.

Mas é só. Não queira alterar a posição do título, formato, tamanho da fonte dos itens do tema, muito menos inventar algum recurso próprio que não dá.

Você poderá deixar seu site público ou compartilhar apenas com quem quiser. O endereço de acesso será, necessariamente, algo do tipo sites.google.com/site/nomequedeuaosite.

Vantagens: É muito fácil, rápido, e de custo zero.

Desvantagens: Os recursos são bastante limitados, e não há possibilidade de usar um domínio próprio, ou seja, um endereço do tipo www.meusite.com.br. Com isso também seu site ficará preso ao Google pra sempre. Nem adianta querer migrar um dia.

É bom pra quê? Pra situações temporárias, por exemplo, quando precisar de algo rápido pra compartilhar informações e arquivos com seus amigos ou sua turma da escola.

Similares: hpGWebfácil, entre outros (muitos), sem a mesma integração com o Google, claro.

Site de exemplo: sites.google.com/site/testedoandigarcia

Blogger.com ou WordPress.com

Se tudo que você precisa é um blog, e não liga muito para recursos extras, o Blogger.com fará esse papel pra você. Também tem a comodidade de você poder integrar com sua conta Google. Possui editor prático e eficiente e uma infinidade de modelos de template prontos, que são relativamente fáceis de editar (com pouco conhecimento de HTML, e uma rápida lida nas “tags” disponíveis pelo sistema deles, você pode rearranjar as informações como quiser). Mas é um blog. Mostrará os posts como um blog convencional, com marcadores e tudo mais que um blog tem que ter.

WordPress.com também oferece tudo isso, porém, tem mais recursos. Você pode adicionar páginas, menus, e uma infinidade de plugins com os mais variados tipos de recursos, do tipo integração com redes sociais, galerias de fotos, entre outros. Pra oferecer tudo isso, a edição dos temas ficou um pouco mais complicada, e exige algum conhecimento de PHP. Mas é mais flexível também.

Os dois sistemas operam diretamente nos servidores deles, ou seja, você não precisa se preocupar com hospedagem e instalação, basta criar seu site e configurá-lo. O endereço, por padrão, terminará em blogspot.com (para o Blogger) e wordpress.com (para o WordPress), mas você pode utilizar seu próprio domínio para abri-los. No WordPress, isso é pago (mas não é caro). E no Blogger, se eu não me engano, o domínio tem que ser .com.net.org… Os nacionais (.com.br, por exemplo) podem não funcionar.

Vantagens: Rápido, prático, não requer instalação e permite uso de domínio próprio.

Desvantagens: Algumas restrições de uso, precariedade de recursos (no caso do Blogger), ou dificuldade para personalização (no caso do WordPress).

É bom pra quê? Como eu disse lá no começo, se tudo que você precisa é um blog, ou uma site pessoal prático e sem muitas frescuras, é suficiente.

Similares: LiveJournalBlogster

Sites de exemplo: anderson-garcia.blogspot.com

Squarespace

Squarespace funciona como o WordPress.com, ou seja, hospedado. O que quer dizer que você também não precisará de instalação, nem de servidor de hospedagem próprio. A diferença é que o Squarespace já nasceu para servir tanto para blogs quanto para websites maiores, enquanto o WordPress foi concebido para oferecer blogs, e depois foi sendo aprimorado e expandido. Com isso, hoje o Squarespace é uma ferramenta com mais recursos e com melhor infraestrutura para suportar sites maiores.

Vantagens: Todas as do WordPress.com, só que com mais recursos, principalmente para edição visual do site. Não requer conhecimento de HTML e CSS.

Desvantagens: É pago (embora não seja caro).

É bom pra quê? Pra quando se quer um site, e não apenas um blog, mas não quer ficar preso a ninguém de TI. E esteja disposto a pagar um pouco por isso.

Sites de exemplo: www.squarespace.com/examples

WordPress

Como assim, WordPress de novo? Sim. Porque, como eu disse, a opção disponível no WordPress.com roda no próprio servidor. Mas você pode ter sua versão instalada (disponível gratuitamente em WordPress.org) em seu servidor de hospedagem. O que lhe dará muito mais flexibilidade na customização do site, e na utilização de outros recursos de um servidor de hospedagem. Um exemplo, com essa alternativa, você pode criar todos os endereços de e-mail que necessita com o endereço do seu domínio, e colocar um menu no WordPress que abra o webmail disponível. Pode enviar arquivos em lote, por FTP, e, principalmente, pode criar e utilizar um banco de dados para incluir informações em seu site. Claro que, neste caso, precisará de um pouco de conhecimento em PHP para buscar essas informações no banco (ou talvez encontre algum plugin capaz de fazê-lo por você).

Vantagens: Traz todos os benefícios da versão “remota”, e acrescenta flexibilidade, portabilidade e utilização de recursos do servidor de hospedagem.

Desvantagens: Requer um plano de hospedagem com suporte a PHP e MySQL (existem gratuitos), e instalação do WordPress (basicamente, fazer upload, descompactar e configurar). Requer conhecimento básico de PHP para fazer modificações nos temas e plugins, se desejado.

É bom pra quê? Dá pra fazer praticamente tudo que um bom gerenciador de conteúdo (ver próximo item) faz. Após o lançamento da versão 3, muitos apostam que seja a nova tendência para a produção de sites pessoais e corporativos.

Similar: MovableType

Site de exemplo: anderson.blog.br

Joomla e Drupal

São dois dos CMS (Content Management System, ou simplesmente gerenciadores de conteúdo) mais populares no Brasil, e em boa parte do mundo. Gratuitos e de código aberto, eles são instaláveis, configuráveis e completamente customizáveis. Possuem comunidades de usuários e desenvolvedores bem grandes, o que contribui para a disponibilização de templates, módulos e plugins para quase tudo, além de facilitar na hora de buscar ajuda.

O uso básico é a inserção de postagens (artigos), páginas e menus, permitindo controle sobre todos esses itens quanto a acesso (quem pode acessar e quando), disposição, publicação, estilo, e etc. Ou seja, somente com a instalação padrão é possível ter acesso a tudo isso sem ser necessário nenhum conhecimento técnico. Somente utilizando o editor de textos próprio do site, e opções e configuração auto-explicativas.

A instalação padrão do Joomla traz ainda suporte já instalado para enquetes, publicidade, estatísticas, entre outras. Cito o Joomla, pois, dos dois, é o que tenho mais experiência de uso, mas não me arriscaria a dizer que é melhor. Para isso vale sempre aquela velha regra: o melhor é o que a gente sabe usar. Mas o Drupal é mais usado, mundialmente.

Vantagens: Facilidade de uso para as mais variadas necessidades, uma infinidade de recursos extras e comunidade bastante atuante.

Desvantagens: Às vezes as possibilidades são tantas que algumas pessoas se confundem no começo. Requer um plano de hospedagem com suporte a PHP e MySQL (existem gratuitos), instalação e configuração (a maioria dos serviços de hospedagem oferecem instalação desses gerenciadores por alguma ferramenta do painel de controle do site).

É bom pra quê? Pra qualquer tipo de site que necessite manutenção e atualização constante ou periódica.

Similares: Xoops, PHP-Nuke, b2evolution, Mambo, TYPO3, e muitos outros.

Sites de exemplo: www.joomla.orgwww.usp.br

Usos específicos

Se o seu site tiver alguma função mais específica, vale a pena conferir se não há uma alternativa voltada para o seu objetivo. Alguns exemplos:

Magento: gerenciador de conteúdos completo para eCommerce.

Moodle: ferramenta de apoio à aprendizagem.

phpBB: gerenciador de fóruns.

CakePHP

Se você é programador PHP e quer criar um site independente, sem CMS, mas não quer sair do zero, pense na idéia de usar algum framework. O CakePHP não é o mais usado, e possivelmente esteja ficando pra trás, mas é bastante útil e prático, e de comunidade atuante também. Foi desenvolvido para ser uma versão PHP do Rails. Não chegou lá. Mas é bacana. Fornece fácil integração com JQueryYUI, entre outras bibliotecas que tanto facilitam nossas vidas.

Site de exemplo: este aqui.

Considerações

As principais vantagens de utilizar softwares já existentes na hora de criar um site é que trazemos agregado todo o conhecimento já empregado em seu desenvolvimento, o que geralmente torna a solução mais robusta (com prevenções à falhas) e completa. Além disso, podemos sempre aproveitar atualizações e novas idéias que a comunidade do software livre disponibilizar para o produto escolhido. Com isso, nosso site poderá ser facilmente atualizado enquanto houver quem desenvolva para aquela ferramenta. Alguns consideram isso uma desvantagem, pois significa que se o suporte ao software cessar um dia, o site ficaria estancado até que se decida pela migração total para outra plataforma. Mas acredite: isso também acontecerá se fizer o site por conta própria. Não há como mantê-lo atual, para sempre, com pequenas alterações. Uma hora terá que reinventá-lo!

Tendências

É difícil falar em tendências para tecnologias, sobretudo porque todas as ferramentas estão em constante processo de melhoria e crescimento. Na revista W do mês passado, por exemplo, havia uma declaração do criador do Squarespace, dizendo que as versões “instaláveis” estavam com os dias contados. Mas na mesma edição, um dos responsáveis pelo Drupal falava sobre seu crescimento, e que já se aproximava do WordPress (o mais usado). E rebatia a teoria cara do Squarespace, pois as versões instaláveis sempre permitirão ir além. Curiosamente, estão lançando uma versão hospedada do Drupal (drupalgardens.com).

Só que nesse meio tempo saiu o WordPress 3.0. E posso garantir: é muito bom! A opinião que ouvi de algumas pessoas da área é que cada vez mais veremos sites feito com esta ferramenta, seja na versão instalada, seja na versão hospedada.

Há aqueles que acreditam que tudo isso será “engolido” pelas redes sociais, ou seja, você não precisará ter um site, pois seu Facebook agregará tudo o que necessita.

Também será importante avaliar qual será o impacto do HTML5 sobre tudo isso, já que a versão promete agregar às marcações nativas muitos dos recursos mais usados através de componentes externos.

Time is money

Ainda que as soluções acima sejam relativamente práticas, e incentivadoras do do it youself, se você não é um profissional de TI, não tem nenhum conhecimento prévio de HTML e CSS, e o tempo é algo precioso para você, considere uma ajuda técnica, de um desenvolvedor ou designer, até deixar o site com a cara que deseja. Com tantos recursos, e principalmente se você já tiver em mente o que quer, fica mais fácil para o profissional, e consequentemente o custo não será tão alto. Assim, pode ter um produto final de melhor qualidade em pouco tempo, e empregar o seu tempo com atividades mais produtivas na sua área. A menos que queira “se divertir” brincando com essas ferramentas.

O mais importante aqui é a praticidade para manter e atualizar o site depois.

Próximos capítulos

Na continuação desta série voltarei ao assunto do HTML5, e também falarei sobre ferramentas de buscas, widgets de redes sociais, entre outras quinquilharias. Na parte 2 o tema será hospedagens e domínios. Mas prometo que será algo bem mais sucinto. :)

O resultado comprova qualquer tese

Há tempos pessoas desprovidas de criatividade e competência pregam que o futebol bonito, bem jogado, perdeu espaço para o jogo mais pragmático. Ex-jogadores medíocres apostam que um grupo de bons moços dedicados valem mais do que o talento e a qualidade técnica. Pegam exemplos isolados e fora de contexto para provar que essa é a tendência. Mas não é. Não existe regra geral, ou verdade absoluta. Todo resultado é possível, com qualquer alternativa de jogo, desde que seja equilibrada e ponderada. Porém, apostar na qualidade técnica ainda é o que distingue os grandes times dos medíocres.

E na Seleção Brasileira, especificamente, é muito mais inteligente, para o técnico, apostar no futebol ofensivo e nos talentos individuais. Porque quando se aposta em futebol de resultado, e o resultado não vem, não sobra nada. A história já absolveu Telê Santana e idolatra seus times. Mas o Dunga, não.

Sócrates e Zico na Copa de 1982
foto retirada de http://vinhotintoefutebol.files.wordpress.com/

Está faltando é bola ao futebol brasileiro

Mick JaggerMick Jagger foi o mão-de-pau da copa. Felipe Melo é um ogro equino. O Dunga é da mesma família perissodátila, e seu time era limitado, sem opções que acrescentassem algo tecnicamente. Pra ajudar, os jogadores que poderiam desequilibrar andam em má fase há tempos, ou em más condições físicas. Tudo isso é verdade. Mas o Brasil perdeu porque a Holanda era melhor, e ponto. Como conseguimos deixar que a Holanda tivesse um time melhor que o nosso, é algo que cabe profunda análise, mas a razão principal pouco brasileiro gosta de admitir: a safra é ruim!

Está faltando talento, está faltando craque! Não havia nenhum em nosso time. Kaká teve bons momentos, e deve muito ao seu vigor físico (que na Copa estava debilitado), mas nunca foi brilhante. Robinho, antigamente, se não era garantia de eficiência, ao menos levava um pouco de acrobacia aos campos. Mas após fracassar no Real Madrid, no Manchester City, e voltar como mero coadjuvante ao Santos, nem isso ele consegue mais.

Ademais, falta um camisa 10, um cérebro armador, um grande articulador. E não é a seleção quem ressente disso. Não é que o Dunga tivesse muita opção (apesar de que muitas eram muito melhores que Julio Baptista), é o futebol brasileiro que está carente desse tipo de jogador. E como faz diferença. Basta lembrar que o último campeão brasileiro deve muito de sua campanha a um camisa 10 típico, que mesmo veterano e limitado fisicamente, fez toda a diferença. Curiosamente, nem brasileiro é.

A Copa também provou a diferença que é capaz de fazer um meio de campo cerebral. Sneidjer, pela Holanda, Schweinsteiger e Müller, pela Alemanha, e Iniesta e Xavi, pela Espanha, são autênticos “camisa 10″, independente da camisa que usem.

AlexotanNós temos um jogador assim. Talvez o único. Alex, ex-jogador do Palmeiras e Cruzeiro, atualmente no Fenerbahçe da Turquia, é tão ou mais cerebral que os citados acima. E nunca sequer foi convocado pelo Dunga. Como atenuante ao ex-técnico da canarinho, vale lembrar que ele, também conhecido como Alexotan, por suas “apagadas” durante as partidas, nunca vingou com a amarelinha, em outras oportunidades.

Ainda assim, é muito pouco. Falta talento. Como eu disse, a safra é ruim. Ronaldinho Gaúcho já foi esse jogador, mas há tempos não é sequer regular. Talvez o Ganso seja, em 2014, essa peça importante ao time. Mas ainda não é. E é preciso mais.

E não me venham falar em Neymar ou Pato, que ainda nada fizeram de realmente importante no futebol. Estou falando de jogadores de verdade. Tomara que eles cheguem lá. E que principalmente, surjam novos talentos. Urgente.

Renovação?

Tão logo o Brasil foi eliminado da Copa, Ricardo Teixeira, o senhor Todo Poderoso e intocável do futebol brasileiro, apressou-se em dispensar toda a comissão técnica, incluindo os eternos Américo Faria e José Luiz Runco.

Claro que a saída do Dunga era inevitável e necessária, mas a pressa com que isso foi definido teve muito mais relação com desavenças comerciais e a necessidade do mandatário da CBF em se livrar do ônus da eliminação precoce na Copa.

Agora ele clama por renovação. Renovação, de fato, só quando o Sr. Teixeira entregar o próprio cargo, o que obviamente não acontecerá antes de 2014.

Renovação!

Se o discurso é de renovação, então que seja algo novo de fato, e não ficar tentando repetir receitas de sucessos anteriores. Cada Copa tem seu contexto, cada técnico tem seu jeito de trabalhar, e cada selecionado tem suas características. Já tentaram de todas as formas repetir o trabalho feito em 94. Dunga mesmo vivia tentando reviver aquele time. Só esqueceram de uma coisa importante que tínhamos naquela Copa: Romário!

Romário pela Seleção em 94
foto retirada de http://blogs.jovempan.uol.com.br/nilsoncesar

Quando falam em Felipão, sinto que estamos caindo no mesmo erro. Insistir em receita vencida. É esperar pra ver…

São tantas emoções…

Que me desculpem os mais críticos e exigentes, mas não dá pra dizer que essa Copa foi ruim. Há sempre uma emoção diferente, a cada jogo! Das quartas-de-finais em diante, o único jogo em quem não houve emoção e disputa até o apito final foi no massacre alemão sobre a Argentina. O que, convenhamos, principalmente para nós brasileiros é algo longe de ser tedioso ou chato. E que amante do futebol não irá lembrar do desfecho do duelo Uruguai x Gana, ou do segundo tempo entre Paraguai x Espanha?

Deu Zebra?

ZebraCopa maluca? Resultados absurdos? Nem tanto. A final será entre dois times que figuravam em qualquer Top 5 de favoritos para a Copa, nas opiniões de especialistas e amantes do futebol. A Espanha, aliás, foi apontada como principal favorita durante os últimos dois ou três anos. Antes mesmo da conquista da Eurocopa. Só perdeu um pouco este posto após o fracasso na Copa das Confederações, o que não significa nada. Ainda assim, era a favorita de muitos, ou no mínimo estava entre as favoritas. E a Holanda, bom, basta dizer que eles têm dois dos três principais destaques da última decisão da UEFA Champions League. Não é, definitivamente, uma zebra.

As maiores surpresas da copa foram a eliminação da Itália e a campanha do Uruguai. Mas a Itália não estava bem, realmente. Quem acompanha sabe. Apenas esperava-se que conseguisse ir mais adiante pela sua tradição, e pelo grupo fraco que pegou na primeira fase. E o Uruguai caiu no grupo da morte, mas com a França em péssima fase, só precisou ganhar apertado do México, e da frágil anfitriã, pra cair na chave mais fácil da Copa, até as semifinais.

Espanha x Holanda

Espanha x Holanda

Uma final histórica para os amantes de futebol. De um lado, a fúria espanhola, a seleção do país com os melhores times do mundo, conhecida por sempre amarelar em copas, mais cedo ou mais tarde. De outro, a holanda, que já teve seu carrossel com Cruyff, Neeskens e o lendário Rinus Michels, que já foi campeã européia com Rijkaard, Gullit e Van Basten, e tem no histórico apenas duas derrotas em finais de Copa.

Normalmente dizemos: só um pode ser o campeão.

Para este cenário o mais correto é dizer:

Dessa vez, só um pode perder.