Ândi Garcia

Série: O Diretório Acadêmico – Apresentando os personagens

Presidente: Carlos Marques

Curso: Ciências Sociais

Carlos é o típico vermelhinho, marxista-leninista, embora sempre confunde-se em suas citações, que em noventa porcento dos casos remetem a Bakunin e até a Maquiavel. Chegou ao campus, há cerca de oito anos, para cursar Biofísica, mas entre uma teoriazinha da relatividade aqui e um baseadozinho ali, começou a filosofar. Começou leve, pequenas citações socráticas… Mas logo foi dominado de súbito pelo espírito de Rosseau, e passou a delirar sobre idéias de um mundo perfeito, com educação exemplar, e uma sociedade igualitária. Foi nessa época que recebeu por e-mail um PDF com a íntegra do Manifesto do Partido Comunista. Aí, não tinha mais volta. Deixou a barba crescer, comprou sua primeira camiseta com a estampa do Che, liderou algumas revoltas contra professores, como representante de classe, até que, após uma ríspida discussão sobre os valores sociais das cobaias de laboratório, decidiu transferir-se para um curso de Humanas.

Ele ainda estava no ínicio do segundo ano de faculdade quando tomou a decisão, mas o repúdio de seu pai foi tamanho que decidiu cortar a mesada do filho. Carlos não esbravejou, senão por um discurso de desapego material, onde chamou seu pai de “burguês opressor”. Perdeu também o dinheiro para o aluguel da república. Nada que abalasse as convicções do jovenzinho, afinal, a comida do bandejão e um pequeno espaço no alojamento era só o que ele precisava naquele momento.

No curso de Sociais, Carlos encontrou-se. No entanto, seu espírito intempestivo continuava a lhe causar problema com os professores, e agora isso tinha impacto direto na nota. Além disso, ele estava interessado mesmo era nas atividades extra-classe, e foi assim que começou a formar sua força de liderança estudantil. Tinha discurso eloqüente, embora comumente sonolento e invariavelmente idealista demais. Ajudava a ele o seu charme e, a despeito das barbas, sua elegância. Era popular entre as estudantes, sobretudo as bixetes. Como ele obviamente nunca daria conta de todas, apesar de sua fama de pegador, o grande número de mulheres que o rodeavam atraía também aos homens, que aproveitavam a oportunidade para escapar da sala de aula.

Logo, sua chapa estava formada, basicamente composta por bixos-vermelhinhos-em-potencial, jovenzinhas recém-encantadas e a rapaziada do truco.

(no próximo capítulo, a 1ª Secretária, Simone de Brito)

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Volei – Eles não eram de nada

[Gold medal point]

Ele, o melhor jogador do campeonato, no saque, tem a chance de fechar a disputa. É o ponto de ouro. O cabelo ainda arrumado contorna o semblante sério, concentrado, e sereno. Recusa, com educação, a toalha oferecida pelo apanhador de bolas. Agarra a bola com uma só mão, segurando-a para baixo, com se tivesse cola entre os dedos. Mantém-se ereto e sombrio, enquanto encara e escolhe o adversário, a quem gosta de chamar de vítima.

Enfim, atira a bola para o alto, e avante. Do alto de seus 2,10 metros, só precisa um passo para, então, impulsionar-se para cima, fazendo com que sua mão fique a 4 metros do solo. No ar, voando, cerra o punho, para dar velocidade ao braço, e gira-o por mais de 180 graus, atingindo a bola quase que de cima para baixo. A bola, no entanto, contrariando a lógica, inicia sua trajetória em ascendente.

Pouco antes da linha da rede, quando a bola inicia sua curva descendente, a velocidade da mesma já chega a 210 Km/h. E desce quase que em linha reta, tamanho o efeito tomado. No meio da quadra, já não há adversário. Estes contornam o lado da quadra, evitando o confronto com o míssel oponente.

A bola atinge o chão com tal energia, que na subida atinge o placar eletrônico, disposto no alto oposto da quadra, e que naquele momento marca:

Brasil 25 x 0 Polônia

O Brasil fecha o jogo em 3 a 0, sagrando-se campeão olímpico de 2028, conquistando o ouro pela sexta vez, terceira dessa geração, que supera definitivamente a geração de Ricardinho, Giba, Ricardinho, Dante, Gustavo, André Nascimento, Rodrigão, Anderson, Marcelinho, Murilo, André Eller e Samuel.

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O que penso de você

É puro e escuro

É claro e raro

É singelo e belo

É casto e vasto

É viril e gentil

É vital e carnal

É pleno e sereno

É quente e latente

É chão e paixão

É perto o incerto

É nobre certeza

É certa nobreza

É giz aprendiz

É mudo desnudo

É sério mistério

É fado adorado

É fato recato

É festa modesta

É foz atroz

É peito

É leito

É trilho

É brilho

É moderno

É eterno

É esmero

É sincero

É meu

É seu

É nosso

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No bebas la tequila

La Tequila

No bebas la tequila
beba mi vino santo
Sí, todo amor es santo

No bebas la tequila
beba mi sangre caliente
y deja tu porción conmigo

No bebas la tequila
te entorpezcas con mi sangre
me embriagues con tu veneno

No bebas la tequila
beba más de mí

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De volta à vida real

O retiro do final de semana renovara seu espírito. Acordou mais cedo, com disposição invejável, deu bom dia a todos em sua casa (o que nunca fazia), e foi a pé ao trabalho. No caminho, recordava cada momento de intensa meditação e todas as palavras que ouvira. Sentia que tudo seria diferente daquele momento em diante. Havia paz inabalável em seu coração. Havia fé de que poderia fazer um mundo melhor, e começaria pelo mundo das coisas ao seu redor.

O bom humor era tanto que não se aborreceu com o motorista que quase o atropelou ao sair da garagem, nem com um cão vira-lata que abruptamente avançou sobre seu calcanhar. Manteve a serenidade que só uma alma renovada pode conduzir, quando chegou ao trabalho e deu de cara com a porta fechada. Não se importou com o olhar curioso do padeiro, que nunca o vira tão animado e falante. Conseguiu ser cordial até com o chefe, a quem nutria sentimentos menos amáveis, e que o recebeu com insultos pelo “atraso”.

- Não, eu não atrasei, é que…
- Cala a boca e começa a trabalhar.

Logo percebeu que o mundo “aqui fora” continuava o mesmo, mas ele não. Poderia ouvir a grosseria que fosse que estava bem consigo. Tinha amor para todos. Em especial para Clarisse, que sempre ligava na hora do almoço. Menos aquele dia.

A alegria da manhã se dissipou um pouco pela falta da namorada, sem contar a chuva que o pegou de surpresa na saída do banco, onde foi solicitar um empréstimo para sanar algumas dívidas. Mas ficou melhor ao perceber que reagiu com calma e resignação aos problemas. Decidiu que começaria a procurar um novo emprego ainda naquela semana, e talvez um curso profissionalizante. Havia esperança em seu coração.

Teve vontade de dizer um palavrão quando voltou ao trabalho e o chefe lhe prometeu descontar o dia pelo atraso de mais de meia hora. Segurou firme, lembrando-se de como queria agir bem com tudo e com todos. Aceitou o desconto sem explicar que passou mais de uma hora na fila para pagar uma conta da empresa.

Agradeceu quando se aproximou o final do expediente, mas isso antes de receber o telefonema de sua mãe, que pediu que ele fosse buscar sua irmã mais nova na escola.

- Mas eu não vim de carro, mãe.
- Vá a pé! Você está precisando andar mesmo, está muito gordinho.

Ele não estava com a menor paciência para buscar a irmã, e a palavra “gordinho” foi o último tiro no seu bom humor. Mas foi. Pegou a pequena, que tagarelava sem parar, e antes de ir para casa, resolveu passar a limpo o problema com a namorada. Foi à saída do trabalho dela. De longe, a viu no carro de um colega de trabalho, trocando gracejos. Havia rancor em seu coração.

Apesar da fúria, resolveu não agir. Voltou para casa, cabisbaixo, e ainda tendo que agüentar a pirralha tirando onda com o que vira.

Chegou em casa com muita fome, mas não havia nada na geladeira ou na despensa. Também não teve vontade de ir até a padaria. Sentou-se em frente à TV para ver o noticiário esportivo do fim de semana, já que ainda não sabia os resultados da rodada.

- Crise no Corinthians. Já são cinco jogos sem vencer, e….

Quebrou a TV, sentou e chorou. Havia raiva em seu coração.

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Carta a um Anjo

Anjo,

Resolvi escrever-lhe, como prometera antes de sua partida, muito embora ainda não tenha entendido o real motivo de sua vinda.

Lembro-me quando lhe avistei pela primeira vez. Mal pude notar a auréola que lhe adornava, pois sua beleza, sua plena beleza, sobrepujava a tudo. Também jamais poderia imaginar que viria a mim. Foi quando o anjo cinzento, que eu já conhecia, lhe trouxe até mim, ou me levou até você – até hoje não consido distinguir se meu espírito se elevara ou fora o céu que me buscara. Naquele momento, um toque sublimar tirou-me de mim, de onde estive ausente poucas duas ou três semanas.

Tinha relva no céu e nuvens no chão. Tinha flores em ti. Tinha orvalho em meus olhos e brisa em meu peito, que soprava ligeiro e suavizava a tormenta da minh’alma.

Rápido e perene. Como num passe de mágica, você surgia, me encantava, desencantava e sumia. E cada hora passada parecia muitas. Mas hoje, quando me lembro, tenho a nítida sensação de que cada minuto era meio, e cada segundo era o último.

Você é um anjo, deve ter sido a última coisa que lhe disse. Mas faltava o céu a você, e faltava a terra a mim.

Então, veio o anjo cinzento, e tinha interrogação nas palavras. Tinha orvalho nos olhos. Tinha doença em ti. Tinha pouco de mim em mim.

Crêem meus botões que tudo não passsou de zombaria do anjo cinzento, que lhe criou e descriou a seu próprio vento. Mas eu não sei. Creio em ti, assim mesmo, como um anjo que veio e que foi. Afinal, para mim os anjos são assim. Surgem, urgem, afagam, encantam, e vão, e sobem, e somem, sem sequer terem existido.

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Curso de Caça a Dragões

Fazer um curso de humanas é como aprender a caçar dragões. É isso mesmo! Você passa quatro ou cinco anos lá, aprendendo todas as técnicas pra matar um dragão, a melhor lança pra acertá-lo, a anotomia do bicho, pra lança ir direto ao coração… E toda a teoria que precisa para ser um bom caçador de dragões.

Cinco anos são suficientes, mas normalmente em quatro você já sai um ótimo caçador de dragões. Aí se forma e vai a caça de alguns dragões pra poder aplicar suas técnicas.

O problema é que andamos em períodos com uma certa escassez de dragões, então, o estudante de hum… perdão, o nosso caçador de dragões só tem uma alternativa viável: voltar e treinar novos caçadores de dragões. E assim segue o ciclo sem fim.

Colaboração: Piter Punk
Fonte da imagem: http://www.revistaesoterica.com.br/metodo_oracoes/saojorge.jpg

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Lições de fim de ano

- Hoje é dia 23 de Dezembro, e provavalmente, todos os perus da ceia já estão decepados. O que prova que “nem peru morre de véspera”.

- A vida não é só Champagne Cristal, Vinho Tinto importado, e Coca Light Lemon. Bom mesmo é a vida “Sidra Cereser” e “Dolly Diet Twisted“.

- Mineiros’ like way of life: Pão-de-queijo em churrasqueira elétrica.

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Ignorância é força1

Às vezes o sentido da palavra “ignorância” se perde. Ignorar não é escolher não saber, é desconhecer alguma coisa, não ter conhecimento dela2.

Quase todo mundo já ouviu um dia uma expressão do tipo: “como assim, você nunca leu esse livro?”, ou então “fulano é um idiota, aposto que nunca leu ‘Autor X’”. De certo, essas pessoas se julgam mais inteligentes por terem lido tais autores, enquanto os que não leram sequer sabem o que estão perdendo, mas já levam a culpa. Isaac Newton devia ser um tremendo ignorante, já que nunca leu George Orwell…

Dia desses precisei dos serviços de um encanador. Provavelmente o Zé Encanador nunca leu um de meus livros prediletos, mas eu precisei dele, porque, infelizmente, não entendo nada de instalações hidráulicas. Agora me diz: que proveito tiraria João Tapeceiro dos sonetos de Camões, dos deuses greco-romanos, ou da teoria de Chomsky? E o que faria um professor de filosofia, que leu mais livros do que jamais lerei, com meu conhecimento de computação? Um über software ultra-pensante que computasse o sentido da vida, das coisas, e tudo mais3?

2 + 2 = 5

A verdade é subjetiva. O que é verdade para você, pode não caber na realidade do Zé, do João… Da mesma forma, o que cada um julga certo, correto, não será o mesmo para todos. Se alguém crê piamente em algo, para essa pessoa aquilo é uma verdade. E se ela estiver completamente errada sob todos os conceitos que você aprendeu na academia, ainda assim seria prudente não ignorar a possibilidade de seus livros empoeirados estarem todos enganados. E mesmo que isso seja improvável, não se esqueça que aquela pessoa não é pior do que você, ela só ignora algo que você sabe. Talvez porque dedicou boa parte do tempo para aprender serviços dos quais você precisa, ou pode precisar um dia, e jamais poderia fazer.

Antes que viesse o caos (será que antes mesmo?), já que cada um pode tomar como verdade o que bem entende, criaram a sociedade, as leis, a justiça. Simplesmente para organizar o que será considerado verdade para a coletividade, ainda que a coletividade possa estar enganada (o que não é incomum). Então, meu caro, cada um preocupe-se com suas próprias verdades, ou exerçam cidadania para discutir as verdades coletivas. Nunca queira interferir na verdade alheia.

A voz do povo é a voz de Deus

Dia desses ‘ouvi’ uma crítica de um texto que continha um jargão popular. Imediatamente me lembrei de um dos últimos livros que li, no qual o autor se deu o direito, em alguns momentos, de usar esse tipo de expressão, ainda que citasse o fato de que o professor de literatura dele provavelmente o mataria por isso. Às vezes o provérbio tem um poder de síntese do assunto muito maior que o autor (ou, principalmente, o crítico) poderia expressar em outras palavras, mas ainda assim, esse é tencionado a refutar o uso do dito por conta do que sempre aprendeu.

Esse é o problema de seguir a risca a cartilha acadêmica: ignorar o que cabe melhor à própria realidade em prol dos paradigmas pré-estabelecidos. Ignorar, por exemplo, a sapiência popular. Quanto mal não seria evitado se todos lembrassem que “em boca fechada não entra mosquito”? E mesmo que digam que “quem cala consente”, vale lembrar que “antes calar do que mal falar”. Quantas pessoas ignoram o quanto “falar é fácil, fazer é que é difícil”? Quem se lembra, diariamente, que “o sol nasceu pra todos” e “pra cada cabeça uma sentença”?

O Povo, como um todo, faz muita imbecilidade, mas a sabedoria popular ainda é maior do que a de muita gente. Especialmente, dos que ignoram isso.

Às vezes o sentido da palavra “humildade” se perde.

“A bom entendedor, meia palavra basta”.

Referências:
1 1984, de George Orwell
2 Dicionário Aurélio
3 O Guia do Mochilerio das Galáxias, de Douglas Adams

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Eu já sei o que eu vou ser quando eu crescer

Hoje a professora perguntou o que eu vou ser quando eu crescer. Eu disse que vou ser grande né, mas ela não gostou. Aí ela me perguntou com que eu vou trabalhar, né. E eu quero ser igual meu pai. Técnico em eletrônica.

Meu pai trabalha com computador. A gente foi no trabalho dele né. É legal. É grandão lá. Tem um monte de computador. Ele colocou o jogo da forca pra mim. Eu vi também a banca onde ele compra minhas figurinhas. Só que agora não to colecionando nenhum álbum né, aí ele comprou uma revista “Placar” pra mim. Eu tinha o álbum da Copa União, mas acabou já. Ele trazia um monte de figurinhas. Aí eu ficava esperando ele chegar do trabalho e corria pra abrir a pasta dele. Ele ficava bravo que eu abria a pasta dele, daí ele começou a esconder as figurinhas, e eu tinha que achar. Outro dia ele colocou figurinha até no armário da cozinha.

Eu fico o dia inteiro esperando a hora que meu pai chega do trabalho. De vez em quando ele não traz figurinhas, né. Mas eu e meu irmão, a gente fica pronto pra ir com ele correr no Taquaral. Mas eu não corro que nem meu pai né. A gente corre só um pouquinho e fica nos brinquedos, e ele dá a volta na lagoa inteira. Às vezes até duas.

Mas no natal meu pai vai estar de férias. Mas é bom, porque o trabalho dele dá presente pras crianças no natal. Eu já sei o que vou querer esse ano. Um “Pense Bem”. Aí vou ter um computador, igual meu pai. Claro que é de brinquedo né.

No natal também tem uma festa lá. Não é lá, onde ele trabalha, né. É em outro lugar bem grande e bonito. Ano passado teve a Angélica, eu não gostei. Eu acho muito chata aquela música “vou de táxi, cê sabe…”. Esse ano é Dominó. Eu não conheço muito. Minha irmã tem um disco, mas tá riscado. O ano mais legal de todos foi quando foi Balão Mágico. Eu vi a Simony e o Jairzinho num balãozão! O segundo mais legal foi quando teve Trem da Alegria. Eu gosto do Trem, tenho todos os discos. Meu preferido é o Juninho Bill. Já sei! Vou votar no Juninho Bill pra presidente do Brasil! Mas só quando eu crescer né, porque minha mãe disse que a gente só vota com mais de 16 anos, e eu só tenho 8…

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Ândi Garcia

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Profissional de computação, amante das letras, pseudo-violonista do lar, uspiano, corinthiano, maloqueiro e sofredor. Graças a Deus.
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