Sobre Ândi Garcia

Profissional de computação, amante das letras, pseudo-violonista do lar, uspiano, corinthiano, maloqueiro e sofredor. Graças a Deus.

Qual são, moleque? Qualsão?
Quais palavras concordará?
De manhã não tomo chá.
Café e leite é o que há!
Quantos me corrigirá?
Alguém não concordarão?

Qual a força da expressão
de todo verbo no lugar?
Sexta à noite em algum bar,
com os amigos a prosar…
Quem se importa em concordar?
Quantos não discordarão?

Eu não, mermão, eu não.

A política nacional, há algum tempo, parece estar bipolarizada. De um lado, um grupo de pessoas supostamente bem intencionadas sendo manipuladas por um outro grupo de, sabidamente, corruptos. De outro lado, um escrete de velhos moribundos, teoricamente competentes no que fazem, mas com o livro didático de sociologia empoeirado.

Em suma, a escolha fica entre a corrupção ou a falha ideológica.

Obviamente ninguém quer aceitar a má fé, e deve ser senso comum que uma ideologia, ainda que furada, é melhor que nenhuma. O que me espanta é que eu tenha ainda mais pavor de ser governado por quem sabe o que quer, e não é nada do que eu quero, do que de ser governado por corruptos.

Mesmo em seu costumaz exílio virtual, recebeu de verdadeiros amigos o afago que tanto precisava. Ainda que quisesse transformar cada byte de carinho em um pouco de calor humano, podia sentir seu coração aquecido, plenamente.

Ao fim da noite, depositou um pequeno recado em uma garrafa em forma de site, no qual declarava, ou melhor, berrava, aos quatro ventos, que todas aquelas pessoas queridas haviam lhe dado tanto mais alegria ao seu dia. Era uma mensagem única, que ele esperava que chegasse a todos, por multicast.

No dia seguinte, sua vida seguia… Calma, pacata. Mas agora ele tinha certeza: não havia mais espaço para a menor sensação de solidão.

Chegou em casa e se apressou em tirar o sapato e jogá-lo em qualquer canto. Ligou seu computador, leu alguns e-mails, exercitou suas idéias escrevendo em seu blog, e trocou alguns afagos com a namorada pelo MSN.

Com a vista um pouco cansada, saiu do mundo virtual e deitou-se no sofá, com o controle remoto da TV em mãos. Pegou o telefone – com certo malabarismo para não precisar levantar – e ligou para seus pais. Falou por meia hora com sua mãe.

Após a ligação, foi guardar os sapatos, e esbarrou num velho álbum de fotografias. Sentou-se com ele na cama e folheou por algum tempo. Havia deixado, de fundo, uma calma música italiana, com toques suaves de harpa. Pôs o álbum de lado, deixou a música tocando, e recostou-se na cama, despreocupado, feliz, pensando: “que noite perfeita”!

fonte da imagem: Smart Kids

Na minha graduação, havia uma certa rivalidade, dentro da turma, entre o grupinho dos nerds e o dos não-nerds. Mas quando entrava a galera dos outros anos, éramos todos uma turma só, a Info 02. E quando acirrava a rivalidade com o pessoal da computação, não havia separação de turmas. Eram todos a Informática. Se aparecia a turma da engenharia, bom, aí computação e informática eram uma coisa só. Agora, nas festas interuniversitárias, não importava que turma, área ou unidade, e sim que éramos USP, e os demais meros alunos de uma escolinha de beira de estrada, sustentada pelo governo federal (vulgo UFSCar).

Do mesmo modo, sou Corinthians, e contra qualquer outro time, só me vale a nação corintiana. Exceto em época de Copa do Mundo. Ah! Sim, a Copa. Agora somos todos uma torcida só, inflamados em verde-amarelo (com algumas exceções), torcendo pelo Brasil.

Será que precisaremos de uma guerra inter-galática pra que toda essa droga de mundo se una e as pessoas se reconheçam como iguais? Se for, que venham os ETs!

I’ve been working all day
I’ve been thinking a lot

And I’ve been working like a dog

Braços na máquina operando a situação
Crescimento da produção
E o lucro é do patrão
Semana é do patrão
Ganância é do patrão
E o lucro é do patrão

Mas o que eu tenho
É só um emprego
E um salário miserável
Eu tenho o meu ofício
Que me cansa de verdade

Ah não seria mal
Ó meu Deus
Se eu fosse é errado eu sei
Sustentado pelo mundo
A Etiópia é assim
Subaquistão é assim

E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descançar
E voltar prá casa pros teus braços

When I’m home ev’rything seems to be right
When I’m home feeling you holding me tight, tight, yeh

Legenda/Créditos:

Legião Urbana – Mariane e Música de Trabalho
The Beatles – A Hard Day’s Night
Pato Fú – Vida de Operário e Spoc