Day

Ode ao Mar

Quando finda meu descanso
Dou-te um beijo de bom dia
Teu azul, que irradia,
Acena-me, manso.

Sussuro em teu ouvido:
‘Amo-te pelo que és’!
E no balanço de tuas marés
A certeza de ser correspondido

Do alto do firmamento
A distância só me permite admirar
Como lamento!

Mas as estrelas logo vêm anunciar
O tão esperado momento
De em ti repousar.

O Sol

 

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Os milagres da homeopatia

Mesmo após 200 anos de estudos que só comprovaram sua ineficácia, a Homeopatia se popularizou e tem, cada vez mais, pacientes satisfeitos.

MedicamentoEm meados do século XIX, o médico alemão Samuel Christian Friedrich Hahnemann (1755-1843), insatisfeito com as práticas médicas da época, desenvolveu um tratamento alternativo chamado de Homeopatia (do grego: homeo, de semelhante e pathos, de sofrimento).  As principais leis, ainda que metafísicas, da Homeopatia são a Lei dos Semelhantes e a Lei dos Infinitesimais.

Hahnemann, como bom discípulo de Hipócrates, defendia que o semelhante cura o semelhante. Digamos que o paciente tem febre; na medicina convencional é usado um medicamento que elimine o sintoma, ou seja, um antitérmico. No caso da Homeopatia, o paciente seria tratado com um medicamento que induzisse a febre, por exemplo, a cinchona. Em vez de testar a eficácia da droga numa pessoa doente, Hahnemann teve a idéia de observar os efeitos da droga numa pessoa sadia, e então passou a experimentar várias substâncias em si próprio. Com base em experimentos como este, Hahnemann concluiu que a cura deveria causar os mesmos sintomas da doença, estabelecendo, então, a Lei dos Semelhantes.

Como complemento, Hahnemann também desenvolveu uma diluição seriada particular seguida de vigorosas agitações para a preparação dos medicamentos homeopáticos; o processo foi chamado de dinamização. Hahnemann acreditava que as agitações (chamadas por ele de sucussões) liberavam uma energia “imaterial e espiritual” responsável pela cura, sendo que a potencialização dessa energia dependia diretamente da quantidade de sucussões que o medicamento sofria. Esse processo de dinamização deu origem à Lei dos Infinitesimais.

A polêmica que ronda a prática homeopática desde a sua descoberta é de como seus medicamentos demasiado diluídos podem promover algum efeito farmacológico no organismo. São 200 anos de estudos científicos que, por unanimidade, comprovam a ineficácia do medicamento contra relatos de pacientes que só conseguiram a cura na homeopatia. Os mais céticos creditam a cura aos mecanismos naturais do organismo, à crença do paciente no medicamento inerte (efeito placebo) ou ainda ao efeito do homeopata no paciente.

A homeopatia se expandiu largamente nos últimos anos, atingindo pacientes insatisfeitos com a alopatia ou que procuram medicamentos economicamente viáveis e, ao contrário do que se pensa, suas desvantagens não provêm de seus medicamentos teoricamente ineficazes, porém seguros; os perigos da homeopatia consistem no incentivo à auto-medicação e na substituição de um tratamento convencional por um homeopático em casos mais graves, como infecções severas e câncer.

 

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Benefícios das Arábias

As mulheres estão sempre preocupadas em perder aqueles quilinhos que estão sobrando ou simplesmente em manter a boa forma em que se encontram. Mas a maioria corre das tediosas aulas de ginástica localizada e da desgastante musculação. Qual a solução?

Uma alternativa prazerosa é praticar a dança. Sobretudo, dança do ventre.

A origem da dança do ventre ainda é um mistério, sendo atribuída a vários países como Egito, Índia, Grécia e Arábia Saudita. Em contrapartida, seus benefícios já são bem elucidados e compreendem as esferas física e mental. Na esfera física, a dança ajuda a tonificar a musculatura do abdômen, pernas, glúteos, braços e costas; aumenta a flexibilidade e a resistência; promove uma reeducação postural; estimula a circulação; auxilia em problemas menstruais e partos, diminuindo as cólicas e facilitando contrações e dilatações, além de queimar muitas calorias. Já na esfera mental, a dança aflora a feminilidade, tornando a mulher mais auto-confiante; desenvolve a memória e a concentração e até mesmo alivia o stress.

Além de ser uma dança deliciosa e pra lá de atraente, pode deixar a mulher com aquele corpinho que ela sempre quis!

Eu recomendo!

Dançarina Árabe

 

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Patologia poética

Certa vez, o poeta escreveu:

“Morro de saudade longe do seu beijo
Coração não pára de acelerar
Quase a duzentos por hora batendo no peito
Cria asas querendo voar…”

Fazendo uso de uma matemática simples, constatamos que 200 batimentos por hora correspondem a aproximadamente 3,33 batimentos por minuto. Considerando como parâmetros normais 60 a 100 bpm, o diagnóstico é fácil: querido poeta, você sofre de uma grave bradicardia.

 

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1986

E, num carro de luxo, chega a imponente viúva e seu acompanhante que usava sobretudo e óculos escuros. Pararam próximos ao pequeno avião que se localizava no meio do nada, desceram e agradeceram ao motorista, que logo partiu.

Ouve-se, então, que um veículo se aproxima, o que atrai a atenção do casal. Era ele. E logo ela soube: tinha vindo buscá-la.

A jovem viúva sorriu e informou ao seu acompanhante que não mais partiria com ele. Ela sabia que ele era um homem e tanto, mas sabia também que não tinha sido feito pra ela. Despediu-se com um beijo e foi para os braços daquele que veio resgatá-la, de onde viu o pequeno avião decolar.

E tudo isso porque ele desceu da cauda do cometa, matou o bandido e depois sumiu. No rabo da estrela.

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Poesia Dele

Porque ele é poesia.

Porque lança olhares
E sorrisos
Que compõem a estrofe mais mágica
Que já existiu.
E seu riso
É de fazer rir o coração.

Porque seus abraços
Encaixam
Como rimas.

Porque seu corpo
Tem a harmonia
De rendondilhas.

Porque seu toque acalma
Ou agita.

Porque ele me faz bem.

E eu não me atrevo a escrever além
Desses versos sem métrica
Pois ele
É que é a poesia.

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Rapidinha

- Ele saiu pro AA?
- Não, saiu pra BB.

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Sobre Crianças e Vexames

Deu-se que, numa casa não muito longe daqui, uma criança de quase 3 anos que até então não tinha falado um único monossílabo, profere seu primeiro grunhido decifrável.

- Aaaaaaaai, que lindo! Vem ver, amor! Vem ver!
- Que foi?
- O Alfredo Augusto! Ele falou, ele falou!
- Sério?!
- Sim!!! Você precisa ver!!!
- E o que ele disse? “Papai”?
- Não.
- “Papá”?
- Não…
- “Pá”…?
- Não!!!
- O que foi então?
- Ele disse “Blau”.
- Disse o que?
- “Blau”.
- (…)
- Repete, meu amor, repete pro papai ouvir! B – L – A – U!
E a criança:
- Blau.
- Ahhhhh, garotão! Que orgulho! Fala de novo pro papai ouvir, fala!
- Blau.
- Isso aí, campeão! Ana, vou ligar pro pessoal da firma! Eles precisam ouvir isso!
- E eu vou chamar a Dona Cotinha!

Ignorando o fato de que os primeiros raios de sol de um belo domingo tinham acabado de aparecer, marido e mulher foram buscar seus companheiros de trabalho e fofoca, respectivamente, para exibir as façanhas do pimpolho.

Da firma vieram três homens. Dona Cotinha chegou com sua filha e suas duas netas.

A platéia se acomodou no sofá, em círculo, de modo a deixar o centro da sala livre para o espetáculo. E que espetáculo, afinal o guri já tinha 3 anos!

- Fala, meu anjo, fala de novo pra mamãe, fala. B – L – A – U.
- (…)
- Fala, meu amor! Mostra pra Dona Cotinha! Vamos lá, repete com a mamãe: B – L – A – U!
- (…)
- Vamos, querido! Só mais uma vez! Mamãe ajuda você: B – L – A – U!

E nenhuma reação do rebento!
A platéia se entreolha.
O pai leva as mãos à cabeça e solta um suspiro.
A mãe, levemente envergonhada, ainda tenta:
- Presta atenção na mamãe, ó: B – L – A – U!

Sim, exatamente assim. Pausadamente. Começando com a língua no céu da boca e finalizando com o biquinho, no U.

E o guri ainda mantém os olhinhos de interrogação.

A mãe arrisca uma última tentativa:
- Por favor, querido. Olha só, todo esse pessoal veio só pra ouvir você falar! Diz pra mamãe, diz! Blau! Diz, meu anjo! Blau! Não é simples? Blau! Blau! Viu só? Não é difícil, não pode ser difícil!!! Pelo amor de Deus, diz essa…
- Calma, Ana! – interrompe o pai.

A mãe se senta no chão e olha pra criança, incrédula, enquanto o pai pede desculpas ao público por acordá-los tão cedo num domingo e os encaminha até a porta de saída.
- Humpf! – bravejou Dona Cotinha, ao sair.

- Eu vou voltar a dormir. – afirmou o pai.
- Eu também. Você ainda me mata de vergonha! – disse ao filho.

Tomou o pequenino pela mão e o levou de volta ao quarto de brinquedos. Deu-lhe um beijo na testa e voltou para seu merecido descanso.

Já da cama, pai e mãe se entreolham ao ouvir, de longe, uma voz infantil que cantava, ainda que sem ritmo:

- Meu uixinho blau blau de blinquedo, vou contar pla voxê um xegledo… ai ai ai, ui blau blau!

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A Minha Estrela

Há cerca de catorze anos eu conheci a minha estrela. Ela usava vestidos infantis, de manga fofa e cintura franzida, sapatinhos brancos envernizados. Pele morena e cabelos longos. E ainda tinha dentes de leite. Tínhamos as mesmas amizades, freqüentávamos os mesmos “clubinhos”. Éramos vizinhas de bairro.

Por algum tempo eu convivi com a minha estrela. E então, por força das circunstâncias, ela sumiu. Ou eu sumi. Não sei.

Anos se passaram e – vejam só! – encontro, na mesma classe de sétima série, um brilho incomum, um brilho que lembrou o de minha estrela há tempos perdida. Ainda tímida. Mesmos olhos grandes e cabelos longos. Porém os dentes não eram mais de leite. Era a minha estrela!

Estava mais alta. O corpo havia ganhado suas formas femininas. Era agora uma moça. Uma moça que prendia a atenção dos garotos com o belo sorriso e as coxas morenas com parte à mostra na saia de pregas do uniforme.

Somente um ano depois é que minha estrela e eu nos tornamos mais próximas, e pude conhecer, pouco a pouco, tamanho esplendor. E, pouco a pouco, ainda conheço. A cada dia a minha estrela mais me surpreende, mais me encanta.

A minha estrela, que se fez ombros pra eu chorar.
Que se fez braços pra me abrigar.
Que se fez sorrisos pra me esperar.
Que se fez sonhos pra eu acreditar.

A minha estrela, que sempre soube quando ouvir e quando falar.
E quando calar.

A minha estrela, que coloriu os dias e iluminou as noites.

Hoje a minha estrela já tem mais de vinte anos, e seu brilho se expande em crescente exponencial. Passou como uma estrela cadente na minha infância e se tornou um sol na minha vida.

E eu amo a minha estrela.
A minha estrela.
À minha estrela.

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8

Eight, em inglês.
Huit, em francês.
Acht, em alemão.
Octo, em latim.

Oito em numeral cardinal.
Oitavo em numeral ordinal.
VIII em algarismos romanos.

O oito é o número do equilíbrio cósmico. O número de pontas da Rosa dos Ventos, incluindo as direções intermediárias.

Na filosofia e ciências hindus, o número oito é o símbolo do equilíbrio central e da Justiça.

No Cristianismo, o oito corresponde ao Novo Testamento.

Na Numerologia, o número oito significa poder, magia e força, mas também pode significar destruição, morte e fim. Essa variação entre os extremos ocorre pela formação de uma figura fechada, onde as energias estão em pleno movimento.

No Tarô, a carta influencia na verdade sobre todas as coisas.

No Baralho Cigano, representa a Carta da Morte, que indica transformações, fim de ciclos.

Meu oitavo post no Mondo.
Mas um oito com uma leve inclinação…
…um oito que tende a se deitar…
…um oito que tende ao infinito.

 

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Day

Sobre
Nascida em Goiás sob o signo de Escorpião. Apaixonada por filme, música, poesia e fotografia. Farmacêutica por profissão e por vocação. E escritora por atrevimento mesmo.
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