Primeiro tenha a idéia. Não tenha medo de enfrentar o monstro do papel em branco. Depois de resolvida na sua cabeça, retirada dela e alocada em um papel, faça uma impressão perfeita. Separe um envelope sem muitos detalhes – poupe-os para o conteúdo do envelope – e acomode em seu interior a idéia. Pequenas idéias merecem pequenos envelopes. Grandes idéias merecem caixas coloridas. Coloque sua idéia debaixo do braço e caminhe em direção ao correio mais próximo. Depois de enfrentar uma pequena fila, solicite que ela seja vedada pelo atendente, carimbada em todas as dobras e emendas e postada para seu próprio endereço como carta registrada. Pode ser que o atendente não entenda. Mas não desista. Você está prestes a preservar uma idéia.

Pronto! Agora é só esperar que o sistema de correios funcione para que -em breve – a idéia chegue ao seu destino (ou será origem?). Mesmo sabendo que é uma grande idéia, que o envelope é bonito e que é realmente estranho receber uma carta enviada por você mesmo, controle sua curiosidade para abrir o envelope. Afinal, apesar de lacrada (motivação principal para abri-la), ela finalmente será sua e de mais ninguém (pelo menos até que possa ser efetivamente revelada como spam ou mala direta). Arquive em um lugar secreto e longe de qualquer umidade ou traça. Pronto. Idéia preservada e longe de perigo. Agora é só esperar alguém copiá-la para processar o infeliz e abrir o envelope em frente ao juíz diante de inúmeras testemunhas em um Tribunal para ganhar a causa.

Nos EUA isso funciona. No Brasil ninguém nunca testou. Mas a idéia criativa é dada em cursos de férias sobre Roteiro de Cinema. Pode ser que não dê em nada… Mas se sua idéia fôr realmente boa, você já está a meio caminho andado do sucesso. Afinal, pelo menos a mídia espontânea já está garantida!

Tem gente que ganha dinheiro com idéia… Tem gente que tem idéia que dá dinheiro… Com qual você fica?

Acalma
Sossega
Revela
A alma
Suavisa
O brando
Elimina
O pranto
Descobre
O manto
Sem jeito
Sem pressa
Sem medo
De um jeito
Começa
De outro
Alegra
A vida
Esconde
Feridas
Resguarda
Passado
Recria
Presente
E brinca
Comigo
Acaba
O perigo
Eu fico
Contigo
Enfim
(e por que não?)
O amor

Um abraço sincero.
Um olhar comovido por lágrimas.
Um beijo simples pela manhã.
Uma criança chamando pra brincar.
Um telefonema de mãe.
Uma lambida de cachorro.
Um pedaço de chocolate.
Uma cama arrumada.
Um elogio no trabalho.
Uma tarde de sol.
Uma manhã de chuva.
Um banho de mar.
Um mergulho em uma cachoeira.
Uma música de amor.
Uma história de amor.
Um amor.
Uma comida com sabor.
Uma sobremesa gelada.
Um cafuné no cabelo.
Um elogio sincero.
Uma viagem com os amigos.
Uma barraca de camping.
Um xote pra dançar.
Um passeio de moto.
Um bom livro pra ler.
Uma rede a balançar.
Uma história pra lembrar.
Uma lua abrindo no céu.
Uma estrela cadente passando.
Um “Feliz Natal” dos amigos.
Um bom vinho tinto.
Uma boa pizza com catupiry.
Um churrasco em família.
Uma proposta de trabalho.
Um novo curso pra fazer.
Um novo devaneio pra escrever.
Uma nova possibilidade.
Um Ano Novo pra viver.

Que em 2005 você faça tudo que não teve coragem de fazer em 2004…
e que repita tudo que deu prazer em fazer.

Obrigado por fazer parte da minha história.
Você certamente fez de 2004 o melhor ano de minha vida.
Que venha o próximo…

Que mê dê tudo o que tem na merendeira aquela que nunca teve um namorado inesquecível na escola. Se soubesse como era boa aquela época tinha ficado mais tempo no recreio. Bons tempos em que chegava em casa apaixonada e ia ver sessão da tarde. Tempos em que namorar era simplesmente escrever o nome de alguém milhões de vezes na contra-capa do caderno.

Namoro nessa idade que era bom. Sem maldade. Ficar coladinho só se fosse com dança da vassoura. Beijar na boca só brincando de salada mista. Quantos diários pra tantas lembranças… Bons tempos quando marcar um cinema era frio na barriga corrido em longa metragem. Pegar na mão naquela época era muito mais importante.

Boas memórias… Tempo em que pegar a condução era uma glória. Escolher a roupa pro “hi fi” um tormento. Festa de aniversário então, nem se fala. Enquanto uns ficava tremendo, outros cantavam em coro a maldita musiquinha só pra dizer com quem você ia se casar. Lembro que uma vez me casaram com véu e grinalda. Na véspera disse pra minha mãe que não queria mais ir pra escola. Acabei casando com véu de papel higiênico no cabelo.

Boas histórias… Excursão de colégio era o motivo ideal para sentar ao seu lado. Escrever na agenda, só se tivesse cadeado. Chorar escondido só por um drama mexicano. Namorar na escola era bom. Até a diretora sabia de quem você gostava. Mas ainda assim sempre tinha alguém pra dizer “ele gosta de você”. E como era bom ouvir isso. Mais ainda receber um bilhete engordurado no dia dos namorados.

Que me encontre na saída quem nunca teve um namorado inesquecível na escola. Pago uma pipoca com leite moça para quem realmente conseguiu esquecê-lo.

Tem pessoas que vejo todos os dias.
Pessoas que vejo mais que minha família.
Pessoas que só encontro em ocasiões especiais.
Pessoas que só com o olhar me fazem me sentir em paz.
Pessoas que têm as palavras certas para falar.
Pessoas com habilidade pra escutar.
Pessoas que você chama pelo nome.
Pessoas com seu mesmo sobrenome.
Pessoas que merecem apelidos.
Pessoas importantes de nomes muito compridos.
Pessoas da infância.
Pessoas de mais idade.
Pessoas da família.
Pessoas que sempre dizem a verdade.
Pessoas que te agradam.
Pessoas que bons momentos te recordam.
Pessoas próximas.
Pessoas distantes.
Pessoas admiradas.
Pessoas cativantes.
Pessoas de momento.
Pessoas que não saem do pensamento.
Pessoas que merecem mais atenção.
Pessoas para quem não conseguimos dizer não.
Pessoas de farra.
Pessoas que são sempre cheias de marra.
Pessoas que te fazem chorar.
Pessoas que te fazem dar risada.
Pessoas de valor.
Pessoas que trazem um pouco de dor.
Pessoas que dão saudade.
Pessoas que representam a amizade.
Pessoas que mudam a sua vida.
Pessoas que querem a vida mudar.

Quantas pessoas fazem parte da sua vida?

Procurou em todos os cantos. Foi do fim do arco-íris à busca avançada no Google. Colocou no jornal. Mandou um comunicado para seus amigos e amigos dos amigos no Orkut. Fez cartazes, espalhou panfletos, criou spams. Frequentou grupos de auto-ajuda e grupos que buscam ajuda em outras coisas. Visitou pequenos vilarejos e grandes cidades.

Nada encontrando, sentou e chorou.

Por mais que sua busca já tivesse anos a fio, em nenhum lugar conseguia encontrar o que buscava. Por pouco não desistiu. Chegou ao desespero e a partir daí se deu conta de que deveria ir além. E quando finalmente chegou ao fim daquela noite… encontrou a aurora. Seus olhos miraram o futuro. E nele viu algo que nunca havia antes reparado. A verdade. Percebeu que naquele momento havia sido recompensada por todo o preço que pagara através de seus repetidos esforços e longa paciência. Confortou sua alma. Percebeu que não havia motivo para tanto desespero.

A partir daí, passou a considerar-se portadora de condições melhores que as oferecidas no presente. Se descobriu a pessoa de mais sorte no mundo, que luta pela vida e transforma seus sofrimentos em contingências passageiras. O incerto não mais existia. A tensão própria que sentia por um bem que lhe era privado foi embora.

Conheceu a esperança…

Esperança era mais que uma amiga. Era uma virtude sobrenatural. Uma maneira de traduzir sonhos em realidade. Uma forma de fazer o homem desejar Deus como um bem supremo. Era a fé, a expectativa, a atitude de saber esperar e a confiança em conseguir tudo o que desejasse.

Depois deste encontro, sua alma se fortaleceu e seu mundo ficou mais repleto de felicidade. Grandes obstáculos se transformaram em pequenas pedras e tempestades em chuvas de verão. Passou a sonhar com o futuro e acalentar ilusões e dias mais venturosos. Era feliz porque tinha esperança.

Lembrou-se do tempo em que a buscava sem saber onde encontrar e sorriu ao perceber que ela estava bem mais perto do que imaginava. Passou a admirar o arco íris como se suas cores, por si só, já fossem um pote de ouro. Registrou no google toda sua alegria. Passou a gastar mais tempo com os amigos e menos tempo navegando na Internet. Sua alegria era tanta que seu maior desejo era contar para o mundo inteiro em um grande outdoor o que havia descoberto. Ajudou algumas pessoas, outras nem percebeu que ajudou. Conheceu novos lugares, respirou novos ares. Finalmente encontrou o que procurava.

Pela segunda vez, sentou e chorou.

Avareza: (ê) s. f. 1. Apego demasiado e sórdido ao dinheiro. 2. Mesquinhez, sovinice. 3. Ciúme.

Muito Prazer, me chamo Avaro

Meu nome é Avaro, mas as pessoas normalmente me reconhecem pelas pulseiras VIPs que uso. Sou um homem muito afortunado. Tenho uma linda casa em um bairo chic da cidade, um carro conversível extremamente confortável, uma esposa maravilhosa que fica mais maravilhosa cada vez que retorna da clínica de estética e filhos tão cheios de eventos e atividades que nem tem tempo para ficar ao meu lado.

Tenho muitas posses e vivo rodeado de contratos. Meu status social me garantiu lugar de destaque na multinacional onde trabalho por ser habilidoso na arte de conquistar chefes com mimos e presentes. Meu maior hobby é descobrir o que meu dinheiro pode comprar. Mas sou tão econômico que não sou capaz de gastar nada – nem comigo mesmo. Sou rodeado de pessoas que me amam. Todos esperam que um dia me lembre deles quando fechar meu testamento. Mas eles não sabem que tudo o que conquistei foi com meu esforço, por isso levarei tudo comigo, seja para onde fôr.

Tenho medo de perder o que tenho ou de algo me faltar, por isso vivo cercado de seguranças e compro tudo em demasia. Meu maior sonho de consumo é comprar um jatinho particular. Só assim poderei ir para bem longe daqui para poder contar todo meu dinheiro em paz.

Oi, eu sou o Álvaro.

Meu nome é Álvaro, mas as pessoas me chamam de “All”. Sou um homem simples e popular. Tenho muitos amigos, uma linda família e filhos de quem me orgulhar.

Sou uma pessoa muito feliz e vivo rodeado de alegrias. Minha confiança me garantiu um bom emprego onde faço o que gosto e ganho o que mereço. Meu maior hobby é viajar. Por isso costumo reunir a família para conhecer novos lugares na cidade onde vivo desde que nasci. Sou rodeado de pessoas que amo e costumo me perguntar se sei retribuir todo o carinho que recebo.

Tenho medo de perder as pessoas que amo, por isso lhes digo todos os dias como são importantes em minha vida. Meu maior sonho é dar à minha esposa muitas alegrias e ver meus filhos crescerem saudáveis e felizes. Só assim poderei descansar em paz o dia em que tiver que deixar tudo o que conquistei.

O dia em que Avaro e Álvaro se conheceram

O dia em que conheci Álvaro comecei a me questionar como é capaz de viver com tão poucos recursos e tão pouco dinheiro em sua carteira. Lhe dei de presente o primeiro porquinho que ganhei de meu pai, ainda quando tinha 5 anos. Fiquei muito feliz em poder ajudar.

O dia em que conheci Avaro fiquei imaginando por que ele teria tanto dinheiro para gastar. Lhe convidei para ver o mar e mostrei que mesmo que tivesse metade ou um terço da água que tem, não seria por isso menos poderoso e menos belo de se apreciar. Ele me retribuiu com um porquinho furado – muito estranho por sinal. Como minha filha adorou o presente, dei o porquinho para ela brincar…