Sobre Lili Belotti

Um pouco de menina, um tanto de mulher...apaixonada pela vida e em constante mudança!!!

A adrenalina toma conta e a respiração muda. Nenhuma palavra precisa ser dita, os olhares falam, os gestos mostram…

Silêncio, curiosidade…não pode demorar – VAI LOGO!

A adrenalina aumenta, o coração dispara e as primeiras gotas de suor descem pelo corpo ofegante e inquieto.

Vai! Agora? Sim!

E o delírio toma conta dos corpos suados, inquietos, gratos, cansados e tri-campões pan-americanos!

 

(homenagem ao meu esporte predileto e a seleção masculina de basquete…fizeram bonito, que venha o pré-olímpico!)

Ali estava, parada à beira do mar aquela criança tão bela, transparecendo toda sua pureza ao observar enfeitiçado com a primeira visão que tinha do oceano. De repente seu olhar mudou, ficou distante, perdido na imensidão do oceano observando um barco na água, com suas luzes tênues, como que uma pequena luz vermelha no céu negro.

Depois de uma década, lá estava a criança de volta, ou deveria dizer homem.

Sentado na poltrona que antes fora de sua mãe, ao lado da mesa com abajur de luz branda, deparasse com o velho livro, aquele já surrado que ela não cansava-se de ler.

Como era triste aquela lembrança!

Resolveu sair para espairecer.

Debaixo de uma chuva leve de um dia de primavera, num passeio que ele havia decidido ser o último que faria no lugar que tanto ama, o jobem derrama-se em lágrimas.

Ao contar sua decisã ao seu pai no restaurante durante o jantar, este não podia esconder sua tristeza, os olhos fixos na toalha o entregava.

Chegado o dia da partida, decidiu ir embora rapidamente para evitar outra triste despedida. Seu pai não o acompanhou à estação.

de dentro do trem de vagões vermelhos, sobre uma grande ponte de pedra, de arcos delicados, ele observava o rio que sob ela corre, e onde no passado passava suas tardes de Domingo.

Ao longe avistava min’sculos pontos que são casas a distância, a sua cidade tão amada ficava para trás.

Enquanto uma lágrima escorria pela sua face, ele concluia que esta havia sido a elhor decisão. Não poderia continuar vivendo entre lembranças do passado. Não aguentaria a dor da solidão, de não mais ter sua mãe. Mal sabia ele que a verdadeira solidão estava por vir, na cidade nova, na capital, onde dentre milhões, estamos só!