Sobre Mariana Elis

Profissional crítica, ariana instável, mãe coruja. Gastrônoma e arquiteta frustrada. Futura doula.

Toda vez que me pego a falar sozinha
É a você que me dirijo
Toda vez que me pego a pensar em alguém
É em você que me inspiro
Toda vez que me pego a escrever sem querer
É pra você que dedico
Toda vez que me pego a sonhar acordada
É com você meu delírio

Os papéis estão caindo
As máscaras quebraram
As flores foram embora
Eu não sei o que fazer
Eu não sei mais o que dizer
O baralho foi cortado
Os cães estão latindo
Todas as pessoas choram
Eu não sei o que fazer
Eu não sei mais o que dizer
Perdidos, achados
Eu não encontro as verdades
É fevereiro, o ano inteiro
Não dá mais, não dá mais, não dá mais
Onde foram todos?
Onde estão os copos, os cacos?
Onde estão os fatos?
Mentira! Eu não sei!
O caixão está descendo
A cova está fechada
As pessoas foram todas embora
Não há lágrimas
Não há! Mais nada!

Sinto saudade de você
Quando me pego a falar sozinha
Você é aquele que me entende e
Me explica.
Nunca consegui encontrar alguém
Que concordasse comigo como você
Que me dissesse tudo o que você diz
Sem que pareça obrigado
Se não o é
E nisso tudo há verdade
Você não lembra o que não esqueço
E me recorda o que me falha
Não somos opostos que se atraem
Porque “amar não é olhar um para o
Outro: é olharem ambos na mesma Direção.”

Onde todos nossos sonhos se perdem

É possível encontrar fantasias rasgadas

De outros carnavais

Os muros que cercam o lugar são rosados

E possuem figuras pintadas em suas faces

São rostos em tons de azul e roxo

Que expressam mil faces e expressões diferentes

As árvores que brotam em seu interior

Só florescem uma vez por ano

E de seus frutos nascem os nossos desejos

Mas logo apodrecem e caem

Deixando-nos a esperar outra vez

Longe da verdade, sem sabermos que

É impossível mantê-los vivos por mais tempo

E, então, devorá-los num só fôlego.

 

Bolo de Chocolate

Quando os espanhóis aportaram em terras americanas, descobriram que alguns dos povos que ali viviam tinham por costume em seus rituais usufruir uma bebida amarga feita de um fruto estranho: o cacau.

Resolveram, então, levar o costume para a Europa, adicionando, contudo, o açúcar para tornar a bebida mais aprazível a seus paladares. Mais tarde os suíços adicionaram o leite e a mistura cremosa foi evoluindo para o que hoje conhecemos como chocolate.

O chocolate já foi condenado: muita gordura, muito açúcar e poucos nutrientes. Era a perdição de quem estava de dieta, a salvação de que sofria por amor, o presente romântico ideal. Hoje, após diversos estudos mundo afora, reconhece-se que estavam certos os astecas e afins: o ideal é consumir o chocolate com maior teor de cacau e menos gordura vegetal hidrogenada. São os conhecidos chocolates amargos.

Esses alimentos são ricos em flavonóides e anti-oxidantes, o que contribuem para a manutenção das células.

Caíram, também, os mitos de que o chocolate é responsável pelo aparecimento de espinhas. Eco isso surgiram os tratamentos estéticos a base de chocolate. São máscaras faciais, massagens corporais e até mesmo produtos capilares. Difícil é resistir à tentação de comer os produtos, já que o aroma marcante do chocolate nos impregna.

Vício

O chocolate, é claro, deve ser consumido com moderação. Uma vez que este não é feito somente de bons elementos, e contém substâncias que podem causar dependência. O perigo, então, não está necessariamente no excesso dessas substâncias, mas novamente, no excesso de gordura e açúcar que acaba-se por consumir junto. Uma recomendação é: coma bons chocolates! Leia sempre o rótulo e escolha pela menor quantidade de gordura vegetal hidrogenada (de preferência escolha aquele que não tiver este tipo de gordura) e maior concentração de cacau. Assim você poderá dizer que está consumindo um alimento saudável, quando te apontarem a questão: “mas você não estava de dieta?”

Receita: Brigadeiro

É óbvio que todo brasileiro deve saber fazer brigadeiro, principalmente se for pra comer de colher e não precisar acertar o ponto de enrolar, não é mesmo? Pois existem alternativas que podem deixar seu brigadeiro ainda saboroso, porém menos calórico e mais saudável: as substituições.

1 lata de leite condensado – 1 lata de leite condensado desnatado

4 colheres de sopa de achocolatado ou chocolate em pó – 4 colheres de sopa de cacau em pó sem açúcar

1 colher de sopa de manteiga – 1 colher de sopa de manteiga light (aquela que é menos gordurosa)

É só jogar tudo na panela, em fogo brando,misturar até começar a soltar do fundo da panela, esperar esfriar e se deliciar. Mas lembre-se de dividir o prato de brigadeiro com alguém, para não bater aquela culpa depois. Bon Apetit!

 

Por ter a oportunidade e o tempo disponível, arrisquei-me a assistir a série “Alien”. Confesso que foi com desconfiança logo de cara de que iria acabar repudiando. O que encontrei foram 4 filmes completamente diferentes.*

Alien – Ridley Scott (1979)

O primeiro filme da série é um suspense bacaninha, que usa de inteligência e criatividade, com cenas surpreendentes para contar a história da tripulação que encontra um devastador monstro alienígena. Envolto em mistério, a trama cativa e prende o espectador até o fim.

Aliens – James Cameron (1986)

Lançado 7 anos depois do primeiro filme, este possui características marcantes da década em que foi realizado, os anos 80s, e apresenta muita ação, uma heroína imbatível contra um vilão poderoso, o exército americano e seus soldados com ego de super humanos e um dramalhão absurdamente descartável. Parece ser o típico filme de James Cameron.

Alien 3 – David Fincher (1992)

O suspense retorna, mas com muita violência e sangue escorrendo pela tela afora. Com a evolução dos efeitos especiais, o alien aqui aparece como um animal faminto e acuado, associado ao demônio. O interessante é o uso da câmara para mostrar o ponto de vista do alienígena, deixando uma sensação de tontura no espectador, o que contribui para o embrulho no estômago.

Alien Resurrection – Jean Pierre Jeunet (1997)

Mais um filme típico do diretor. Jeunet transformou o suspense em sci-fi, a heroína em super herói, o vilão em arqui rival, e atribuiu ao personagem artificial as emoções que faltam aos humanos. Ripley finalmente chega à Terra, ou ao menos seu DNA. Dispensável!

 

* Não considerei o Aliens Vs. Predator

 

Ao despertar-me encontro
A vista mais linda
De uma perfeição simétrica
De inspiração divina

Ao despertar-me enxergo
A mais pura beleza
De colorido supremo
De criação da natureza

Ao despertar-me vejo
Desperta em alegria
Ou tranqüila adormecida
O seu rosto, Luisa