Sobre Mariana Elis

Profissional crítica, ariana instável, mãe coruja. Gastrônoma e arquiteta frustrada. Futura doula.

Quem me pediu pra esquecer
Quem me implorou pra dizer
Quem me forçou a fazer
Quem me mandou desfazer

Todos vão correndo e o tempo passa
Todos se atropelam e o tempo nunca para

Vou mandar matar o tempo
Vou quebrar o seu lamento
Vou tentar te deixar ir embora

Quem me prometeu mentir
Quem me ajudou a sorrir
Quem me impediu de partir
Quem me matou sme pedir

Todos vão vivendo e o tempo voa
Todos vão morrendo e o tempo continua

* Primeiro poema meu musicado, pelo meu amigo Maiko

Ando reavaliando minha obra, relendo meus escritos e reencontrando uma pessoa que pensei não mais existir. Impressionei-me com aquela maldita de tempos atrás que sabia extamamente o que pensava e o que dizia. Quando foi que tornei-me este ser tão confuso?

Seguindo esta proposta, andei revendo minha própria vida, e a pessoa que tenho sido nos dias de hoje, e pus-me a refletir sobre os porquês deste resultado que se apresenta sob esta alcunha hoje: Maldita Sophia!

Eu já tive sérias tendências comunistas, já livrei-me de todos os rótulos e rotulei-me a mim própria de inrotulável! Já quis explodir o mundo, já quis amar mais as pessoas, já quis até ter inúmeros filhos!

Hoje tenho sido um ser tão comum, banal e tolo, como eu mesma já desejei ser algumas vezes, quando acredita serem os idiotas mais felizes do que eu, aquele gênio indomável preso em uma garota com pinta de rebelde que só sabia desabafar em poemas de criado-mudo, despertando no meio da madrugada com idéias mirabolantes na cabeça, provenintens de sonhos fantásticos (e não precisava de nada químico para tê-las!).

Na verdade, ando medíocre! Com uam certa preguiça de realmente existir, e deixando essa coisa maldita toda meio de lado, procurando desesperadamente por algo que me defina, mais do que aquele diploma, do que aqueles velhos poemas e do que aquele mural no meu quarto. Aquele mural, com aquelas fotos e lembranças que me pertubam a cada amanhecer (atardecer no meu caso) e que me fazem refletir a cada vez que me preparo para tentar dormir e só conseguir rolar na cama até me cansar, levantar e faxinar meu guarda-roupa.

Já que tenho sido este ser de participação pífia na história, tenho pensado seriamente em regredir, já que não creio ser possível uma evolução saudável, se é que ainda me resta algo de bom nesta vida! Pode parecer até meu deprimente ou depressivo este papo todo, mas, como em toda reavaliação, há esta tendência a se arrpender, ou a se auto-julgar em exagero. Porém, tenho certeza de não estar esquecendo as coisas boas!

Espero que ano que vem cumpra com minha urgentes necessidades, e já que para a sociedade agora sou uma adulta capaz de me manter sozinha, e consciente do que sou, deixarei meus desabafos menos grandiosos para ser apenas mais uma ranzinza reclamando da vida!

Acho seriamente que talvez devesse falar mais de amor! (Sei que os mondanos entenderão isso aqui no final)

Hoje não sei quem sou
Não tenho esperanças
Não tenho medos
Só quero paz!

Não há nada além do nada
que perturba minha mente
Porque o vazio do buraco
é insuportável e imenso
Mais nada pode atingí-lo
Além do nada intenso
Que o abriga e domina
E me enche de paz
E tristeza!

Descobriram o óbvio
Enfureceram os sábios
Explodiram as mentes
Dos que ousaram saber

Queimaram os corpos
Mutilaram os membros
Expeliram os restos
Dos que fingiam viver

Aonde estão os caminhos livres?

Espatifaram os pratos
Desvendaram os mapas
Esqueceram os freios
Dos que precisaram esquecer

Enlamearam as casas
Arrombaram as portas
Derrubaram janelas
Dos que tentaram saber

Aonde estão os caminhos livres?

Multiplicaram as dúvidas
Exploraram o nada
Mentiram sobre tudo
O que queríamos ter

Encheram o saco de todos
Esmurraram as faces
Chutaram os rabos
Dos que tentaram fugir

Aonde estão os caminhos livres?

Toda vez que perco a cabeça
entristeço
e penso em voltar
e ser normal
Mas não sou louca
nem um gênio
Nem o poder
Nem a miséria
Eu sou Eu
só diferente
Eu sou mais Eu
Sou só
Só Eu

Toda vez que não faço o que quero
enriqueço
de informações
sobre o porque
deveria fazer
e faço
Não sou a moral
Nem o pecado
Nem sou um anjo
Nem o diabo
Eu sou Eu
Só diferente
eu sou mais Eu
Sou só
Só Eu

Não vou mudar o que sou
Nem ser diferente
Nem vou disfarçar
Não quero mais mentir
Para ser mais feliz
Não vou pedir
pra você me entender
Só quero respeito
Só quero poder ser eu
Não vou dizer que te amo
por obrigação, não vou
Não vou dizer que não posso
ou que não sei
quando não quero fazer
o porquê não sei dizer
não me entenda
Só quero respeito
Não quero te magoar
Mas a verdade pode doer
Amar você é difícil
quando não sei se acredito
quem realmente você é
Nunca me preocupei com isso
e é por isso
que não me pergunto
o porquê das coisas
que sinto, faço e digo
Não precisa entender
Só quero respeito