Sobre Rhedy

Graduado em comunicação social pelo Mackenzie, atua como repórter para o jornal Todo Dia da região metropolitana de Campinas e é gerente de comunicação da GM5 - Gestão de Marcas.

É comum que a população com menos de 35 anos tenha certa repulsa pela política. Os destaques são as falhas, os erros, os problemas, o caos social. É absolutamente natural não ter apreço por isso.

Porém, na última quinzena o Brasil parou para aplaudir a ação do BOPE e das forças armadas no Complexo do Alemão. Muitos aplaudiam. Muitos adoraram. Muito se viu no Twitter e Facebook a repetição da frase “bandido bom é bandido morto”. A sociedade borbulhava de alegria ao transformar rifles em juízes.

É evidente que o tráfico de drogas não era bom para as comunidades do complexo. Era evidente que as comunidades são carentes e que eram oprimidas pelo crime e pela violência, além da repressão institucional por parte do Estado.

Porém, é inegável que as comunidades carentes se tornaram um terreno fértil para o crime e o tráfico de drogas pela ineficiência do Estado em planejar a sociedade e oferecer serviços públicos básicos com qualidade e eficiência.

É um desserviço muito interessante para os representantes. Os serviços não são prestados, o que gera uma crescente necessidade de projetos novos. Sempre que se precisa do Estado, ele legitima a sua existência. Os governantes se fazem necessário para que continuem no poder.

O tráfico só caiu no complexo do Alemão não porque as autoridades se cansaram do crime. Mas porque passou a ser mais interessante. O Estado criou novas formas de exploração. O poder criou novas formas de eliminar o crime e desfrutar de novas formas de poder.

O ódio por política há anos atrás permitiu que a situação de desigualdade catalisasse o tráfico nos morros do Rio. Hoje, o seu, o meu, o nosso ódio por política permite o governo se livre do tráfico sob força e violência. Hoje, nossa inércia permite que o governo substitua a corrupção por um modelo mais conveniente.

Não é preciso envolvimento partidário ou com a política institucional. O que precisamos é da ações participativas, ações diretas, combatendo os problemas que geram as fendas sociais e que o poder público pouco se interessa em trabalhar.

Atuação pessoal pode se fazer através de projetos sociais, ONG´s sérias, trabalhos comunitários em escolas públicas, postos de saúde. Pequenas ações, individuais, comunitárias, de pequenas coletividades são diferenciais na sociedade. E isso, podemos fazer independente do poder público, com resultados muito mais eficazes, mesmo que para uma única pessoa.

Mudar um individuo é o começo para mudança de toda sociedade. Só se atinge um coletivo depois de um pequeno passo. Podemos continuar odiando a política, mas não podemos não ter ações políticas.

 

Um dos grandes buracos nominais na lei de discriminação é o direito do homossexual. Na lei 7716/1989, a lei de discriminação e preconceito, os homoafetivos não são citados.

Nos últimos 10 anos tramitam-se entre as Casas Legislativas propostas de alteração da lei 7716, algumas já efetivas, inclusive. Porém, a mais recente (e muito próxima de ser aprovada) é a alteração que inclui o homossexual e uma série de novos textos para especificar meios de discriminação.

Há 3 anos essa proposta de texto tem gerado rebuliço nos meios religiosos, principalmente nos cristãos não-católicos. O motivo é parte dos textos propostos ao artigo 8. Alguns juristas dizem que caso o texto proposto seja aprovado, ele geraria uma série de possibilidade de brechas que colocaria igrejas em uma situação complicada.

O mais polêmico é o trecho que classifica como discriminação coibir o homossexual de qualquer tipo de demonstração de afeto onde um heterossexual o possa fazer. Há uma interpretação jurídica de que isso incluiria a cerimônia de união religiosa, uma demonstração pública de afeto. Há juízes, como na vara de Campinas, que já se manifestaram favoráveis a esta leitura do texto proposto.

O problema se constrói no momento que isso iria de forma contrária a doutrinas comuns as igrejas cristãs, contrárias a prática de ato e relacionamento homossexual em seus dogmas.

Vale ressaltar que a única igreja cristã declaradamente baseada em tradição é a ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) e que suas crenças estão sujeitas a modificações segundo encíclicas e concílios. Ou seja, a partir do momento que as demais religiões se adaptam as necessidades seculares elas perdem seu vinculo dogmático, perdendo então seu sentido como religião, se tornam uma mera ferramenta instrumental de ética e valor moral (tema será aberto de forma mais profunda e explicativa em texto futuro).

E esse exato motivo gerou a carta da reitoria do Mackenzie, catalisador desta polêmica. O Mackenzie é gerido pelo Instituto Presbiteriano, o que advém que apesar de seus alunos, a instituição apregoa a si o caráter confessional, firmado em valores defendidos pela Igreja Presbiteriana.

O fato da carta se posicionar de forma contrária ao texto proposto é natural, já que a Universidade Mackenzie é gerida por uma igreja protestante. Porém, foi interpretado de forma equivocada, como fosse manifesto homofóbico. Porém, era preciso ler prolixidade do Chanceler para entender que por mais ortodoxo, o posicionamento da instituição era que para se assegurar os direitos dos homossexuais não fossem afetados os direitos de liberdade religiosa e de opinião, devido à ambigüidade e amplitude do texto proposto para a lei 7716.

É evidente que uma série de direitos ainda não é assegurada aos homossexuais e que tais devem ser. Porém, para tal, não se deve cometer retrocessos em outros segmentos sociais. É fundamental que avancemos nas questões de direitos civis e combate a discriminação em todos os âmbitos e campos sociais. Mas é preciso que a sociedade avance nessas questões de forma homogenia, sem comprometer conquistas anteriores e direitos civis de outros segmentos.

A ideia de assegurar de discriminação ao homossexual como crime é louvável. Porém, deve-se fazê-lo de forma equilibrada, para que não se cometam acessos combatem discriminação onde só há discordância.

A seguir a carta do Chanceler Augustus Lopes:

“Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

Leitura: Salmo
O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie”

 

Fiquei surpreendido com alguns fatos decorridos da vitória de Dilma Rousseff. Havia uma crença real de alguns setores da sociedade paulista que acreditavam de forma veemente na vitória do candidato tucano.

Nada poderia ser mais surreal. Houve apenas uma única pesquisa que indicou a possibilidade de José Serra alcançar Dilma no pleito; mesmo assim, foi antes do início da campanha de segundo turno, desastrosa para Serra.

Dilma foi um pouco inferior a Serra nos debates, mas por não ter ainda o traquejo político, o timing de respostas cronometradas, simples e diretas. Isso facilitou para o tucano, que é calejado nesse esporte de debates, mas é tão verborrágico quanto Dilma. Mas seu timing e considerações finais eram melhores.

Porém o debate não possui mais o mesmo peso que teve outrora. A campanha eleitoral já havia consolidado algo de forma intensa na mente de boa parte do eleitorado que dificilmente o debate decidiria em favor de Serra; Dilma se tornou a extensão de Lula.

Não que ela realmente seja. Dilma não possui o carisma do presidente operário, não possui o poder que Lula tem sobre o PT, tampouco possui seu traquejo político. Dilma possui sua maior qualidade no modo operacional. Ela executa funções de modo excepcional.

Tanto que a função de politicagem da Casa Civil não foi exercida por ela, em fato. Dilma atuou mais próxima do poder de execução, integração e coordenação de ministérios. Também possuiu um papel fundamental em aproximar o governo federal de prefeitos da base aliada, o que de certa forma facilitou a aliança de partidos menores ao entorno de seu nome e gerou o racha do PMDB, por questão de desfavorecimento de prefeituras  administrada pelo partido da região Sul e no Estado de São Paulo.

A gestão Dilma será a mais interessante, do ponto de vista partidário, que as de Lula e FHC. Nela, o PT realmente exercerá um poder de gestão mais forte. Lula ocupou um espaço muito grande no poder. Ele podou e muito o PT. Podou ainda mais quando seus partidários encabeçaram escândalos. E a gestão FHC era centrada em uma elite cultural USPiana que traiu as próprias aspirações ideológicas que rodeiam seu nome.

Dilma não é Lula, por isso precisa de uma base de sustentação muito maior. Os cabeças do PT terão poder de ação superior ao que tiveram nos últimos anos e isso assusta a algumas pessoas. Pessoalmente, eu fico curioso. Creio que é neste momento que iremos descobrir o que é o PT sem a figura de Lula, qual é seu real posicionamento, qual sua ideologia, como o PT realmente pensa a democracia.

No final, Dilma não ganhou apenas porque Lula a lançou, apoiou e batalhou por sua campanha. Dilma não ganhou apenas por ter tido uma campanha de excelente nível técnico. Não convém discutir se era melhor ou pior candidata. Mas é fundamental entender que ninguém se mostrou como real alternativa a gestão atual.

Marina era uma terceira vertente que saiu do PT, era um rosto pintado de verde, mas erguido no vermelho. Serra nada mais é que o continuísmo do que já temos. Porém, Serra e o PSDB se esqueceram que o povo viu que Lula e o PT seguiram o crescente do país, mas de forma mais intensa, de forma mais visível para o povo. PT não ganha por causa do bolsa-família. O PT ganha porque a lembrança que o povo tem anterior a do benefício é turva.

O povo não enxerga o crescimento do país como um processo que nasce na gestão Itamar Franco. O povo vê algo quando sua vida está melhor de forma prática. Tudo que veio antes, é denotado como sofrimento. E a linguagem do PT explora isso de forma eficiente.

PSDB não sabe se assumir como forma deste processo. Fala no economês, fala que o PT unificou benefícios. O PT, mostra a expansão do benefício, mostra o crescimento do nordeste e norte. Regiões que hoje decidem eleições.

O problema se encontra aqui. O PSDB não entende que o povo optou pelo PT não porque ele seja tão diferente. Mas porque ambos se propõem a fazer a mesma coisa. O povo não vê tanta diferença entre os políticos. Para ele, tirando o Lula, é tudo a mesma corja. Mas o povo sente, pelas suas memórias, pelos seus sentimentos e por aquilo que foi ressaltado pelo discurso pela campanha que o PT fez melhor a mesma coisa que o PSDB se compromete a fazer.

Ai, então, ficou fácil, ficou simples. Vai ter escândalo? Com azul ou vermelho tem. A vida vai continuar difícil? Fosse Serra ou fosse Dilma, iria. Ficou fácil quando o candidato de azul é o mesmo com as mesmas falas desde 2002. Foi só votar igual.

Já estava óbvio. Só Serra e seu marketeiro não quiseram ver.

 

As eleições de 2010 deixarão, sem dúvida, questões político-sociais a serem debatidas. Porém, terá um fechar de cortinas melancólico, na perspectiva da maturação política.

Como a eleição de 2006 – em que os candidatos não possuíam projeto de país, governo, gestão –, a eleição atual deixará um sabor amargo para quem ainda acredita em um país desenvolvido, pelo menos, na questão de discussões públicas.

Desta vez, vários projetos foram apresentados por três candidatos. E isso é triste.

Nossa lei eleitoral centra o poder político aos partidos. Nós escolhemos e votamos em um candidato, mas o voto é computado para partidos e coligações. Nossa estrutura eleitoral valorizaria o poder partidário. Porém, as eleições vivem de um marketing partidário. O que se vê na propaganda eleitoral é uma imensa campanha publicitária, na qual o PT dá show, diga-se de passagem.

Nos últimos anos vemos marketeiros e publicitários competindo, não projetos de gestão pública. Vemos eleições sendo definidas por uma publicidade bem feita. A tendência tem sido se afunilar sempre em candidatos de maior tempo de tevê e rádio.

Dilma dificilmente não vencerá em primeiro turno. Possui mais dinheiro para a campanha, mais que todos seus adversários somados. Possui mais tempo de tevê e rádio. Possui o trunfo de Lula. A vitória de Dilma em si não é ruim para o Brasil ou para a democracia brasileira. A forma como essa vitória se dará é a tragédia.

Vencendo, Dilma será eleita em uma campanha em que não houve uma real discussão de projeto de país. Nenhum candidato aponta perspectivas de construção social, apenas projetos imediatistas, soluções insalubres para problemas que efetivamente continuarão independente de quem for eleito.

E isso não parte dos candidatos. Isso nasce nos partidos.

Os partidos não passam de um amontoado de palavras e cores. Não possuem ideologia, não possuem fundamentos, não possuem um projeto para o país. Os partidos não propõem alternativas, não criam discussões nem mostram efetiva ação social. Os partidos flutuam, longe da vida e cotidiano do grosso da população.

Esse esvaziamento social é o que nos condiciona a essa eleição de publicidade e propaganda, onde debates e entrevistas nada mais servem para trazer para se discutir formas de se fazer a mesma coisa, o que já é feito.

Por isso é tão simples o eleitor bipolarizar a eleição entre os dois ícones da repetição. Dos quatro candidatos, três possuem origem no PT. É difícil para o eleitor enxergar uma alternativa, são todos do mesmo lugar, propondo apenas cores diferentes para a mesma tela.

E isso nos leva a um pleito que não trará nada de bom para a democracia. O país não teve nem mesmo no plano eleitoral a discussão de um país melhor, somente conversas vazias de como se fazer política.

 

No próximo dia 3 de outubro podemos fazer uma grande diferença. Não se engane crendo que seu voto pouco vale. Vale muito e faz muita diferença.

Não vote em branco, nem nulo. Isso só facilita a eleição – principalmente de parlamentares – de candidatos de má índole e conduta notoriamente suja. O voto não válido só facilita que candidatos fracos e manipuladores do povo alcancem seus objetivos, pois diminuem o coeficiente de votos necessário para alcançar uma vaga.

É preciso renovar. Pesquise candidatos, veja propostas, veja a história de cada um. É o momento de trocar as pessoas que estão na política, é hora de dar uma nova chance para o país.

A seguir uma lista com 155 candidatos de conduta política questionável, nomes que não podemos esquecer, em quem não devemos votar. Se conseguirmos manter esses nomes afastados do poder, já é um começo para um país melhor.

EM QUEM NÃO VOTAR:

NOME Cargo PARTIDO Acusação ou crime a que responde

1 ABELARDO LUPION Deputado PFL-PR Sonegação Fiscal

2 ADEMIR PRATES Deputado PDT-MG Falsidade Ideológica

3 AELTON FREITAS Senador PL-MG Crime de Responsabilidade e Estelionato

4 AIRTON ROVEDA Deputado PPS-PR Peculato

5 ALBÉRICO FILHO Deputado PMDB-MA Apropriação Indébita

6 ALCESTE ALMEIDA Deputado PTB-RR Peculato e Formação de Quadrilha, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

7 ALEX CANZIANI Deputado PTB-PR Peculato

8 ALMEIDA DE JESUS Deputado PL-CE Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

9 ALMIR MOURA Deputado PFL-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

10 AMAURI GASQUES Deputado PL-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

11 ANDRÉ ZACHAROW Deputado PMDB-PR Improbidade Administrativa

12 ANÍBAL GOMES Deputado PMDB-CE Improbidade Administrativa

13 ANTERO PAES DE BARROS Senador PSDB-MT Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha

14 ANTÔNIO CARLOS PANNUNZIO Deputado PSDB-SP Crime de Responsabilidade

15 ANTÔNIO JOAQUIM Deputado PSDB-MA Improbidade Administrativa

16 BENEDITO DE LIRA Deputado PP-AL Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

17 BENEDITO DIAS Deputado PP-AP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

18 BENJAMIN MARANHÃO Deputado PMDB-PB Crime Eleitoral

19 BISPO WANDERVAL Deputado PL-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

20 CABO JÚLIO (JÚLIO CÉSAR GOMES DOS SANTOS) Deputado PMDB-MG Crime Militar, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

21 CARLOS ALBERTO LERÉIA Deputado PSDB-GO Lesão Corporal

22 CELSO RUSSOMANNO Deputado PP-SP Crime Eleitoral, Peculato e Agressão

23 CHICO DA PRINCESA (FRANCISCO OCTÁVIO BECKERT) Deputado PL-PR Crime Eleitoral

24 CIRO NOGUEIRA Deputado PP-PI Crime Contra a Ordem Tributária e Prevaricação

25 CLEONÂNCIO FONSECA Deputado PP-SE Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

26 CLÓVIS FECURY Deputado PFL-MA Crime Contra a Ordem Tributária

27 CORIALANO SALES Deputado PFL-BA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

28 DARCÍSIO PERONDI Deputado PMDB-RS Improbidade Administrativa

29 DAVI ALCOLUMBRE Deputado PFL-AP Corrupção Ativa

30 DILCEU SPERAFICO Deputado PP-PR Apropriação Indébita

31 DOUTOR HELENO Deputado PSC-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

32 EDSON ANDRINO Deputado PMDB-SC Crime de Responsabilidade

33 EDUARDO AZEREDO Senador PSDB-MG Improbidade Administrativa

34 EDUARDO GOMES Deputado PSDB-TO Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

35 EDUARDO SEABRA Deputado PTB-AP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

36 ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO Deputado PRONA-SP Falsidade Ideológica

37 EDIR DE OLIVEIRA Deputado PTB-RS Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

38 EDNA MACEDO Deputado PTB-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

39 ELAINE COSTA Deputada PTB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

40 ELISEU PADILHA Deputado PMDB-RS Corrupção Passiva

41 ENIVALDO RIBEIRO Deputado PP-PB Crime Contra a Ordem Tributária, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

42 ÉRICO RIBEIRO Deputado PP-RS Crime Contra a Ordem Tributária e Apropriação Indébita

43 FERNANDO ESTIMA Deputado PPS-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

44 FERNANDO GONÇALVES Deputado PTB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

45 GARIBALDI ALVES Senador PMDB-RN Crime Eleitoral

46 GIACOBO (FERNANDO LUCIO GIACOBO) Deputado PL-PR Crime Contra a Ordem Tributária e Seqüestro

47 GONZAGA PATRIOTA Deputado PSDB-PE Apropriação Indébita

48 GUILHERME MENEZES Deputado PT-BA Improbidade Administrativa

49 INALDO LEITÃO Deputado PL-PB Crime Contra o Patrimônio, Declaração Falsa de Imposto de Renda

50 INOCÊNCIO DE OLIVEIRA Deputado PMDB-PE Crime de Escravidão

51 IRAPUAN TEIXEIRA Deputado PP-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

52 IRIS SIMÕES Deputado PTB-PR Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

53 ITAMAR SERPA Deputado PSDB-RJ Crime Contra o Consumidor, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

54 ISAÍAS SILVESTRE Deputado PSB-MG Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

55 JACKSON BARRETO Deputado PTB-SE Peculato e Improbidade Administrativa

56 JADER BARBALHO Deputado PMDB-PA Improbidade Administrativa, Peculato, Crime Contra o Sistema Financeiro e Lavagem de Dinheiro

57 JAIME MARTINS Deputado PL-MG Crime Eleitoral

58 JEFERSON CAMPOS Deputado PTB-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

59 JOÃO BATISTA Deputado PP-SP Falsidade Ideológica, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

60 JOÃO CALDAS Deputado PL-AL Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

61 JOÃO CORREIA Deputado PMDB-AC Declaração Falsa de Imposto de Renda, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

62 JOÃO HERRMANN NETO Deputado PDT-SP Apropriação Indébita

63 JOÃO MAGNO Deputado PT-MG Lavagem de Dinheiro

64 JOÃO MENDES DE JESUS Deputado PSB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

65 JOÃO PAULO CUNHA Deputado PT-SP Corrupção Passiva, Lavagem de Dinheiro e Peculato

66 JOÃO RIBEIRO Senador PL-TO Peculato e Crime de Escravidão

67 JORGE PINHEIRO Deputado PL-DF Crime Ambiental

68 JOSÉ DIVINO Deputado PRB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

69 JOSÉ JANENE Deputado PP-PR Estelionato, Improbidade Administrativa, Lavagem de Dinheiro, Corrupção Passiva, Formação de Quadrilha, Apropriação Indébita e Crime Eleitoral

70 JOSÉ LINHARES Deputado PP-CE Improbidade Administrativa

71 JOSÉ MENTOR Deputado PT-SP Corrupção Passiva

72 JOSÉ MILITÃO Deputado PTB-MG Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

73 JOSÉ PRIANTE Deputado PMDB-PA Crime Contra o Sistema Financeiro

74 JOVAIR ARANTES Deputado PTB-GO Improbidade Administrativa

75 JOVINO CÂNDIDO Deputado PV-SP Improbidade Administrativa

76 JÚLIO CÉSAR Deputado PFL-PI Peculato, Formação de Quadrilha, Lavagem de Dinheiro e Falsidade Ideológica

77 JÚLIO LOPES Deputado PP-RJ Falsidade Ideológica

78 JÚNIOR BETÃO Deputado PL-AC Declaração Falsa de Imposto de Renda, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

79 JUVÊNCIO DA FONSECA Deputado PSDB-MS Improbidade Administrativa

80 LAURA CARNEIRO Deputada PFL-RJ Improbidade Administrativa e Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

81 LEONEL PAVAN Senador PSDB-SC Contratação de Serviços Públicos Sem Licitação e Concussão

82 LIDEU ARAÚJO Deputado PP-SP Crime Eleitoral

83 LINO ROSSI Deputado PP-MT Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

84 LÚCIA VÂNIA Senadora PSDB-GO Peculato

85 LUIZ ANTÔNIO FLEURY Deputado PTB-SP Improbidade Administrativa

86 LUPÉRCIO RAMOS Deputado PMDB-AM Crime de Aborto

87 MÃO SANTA Senador PMDB-PI Improbidade Administrativa

88 MARCELINO FRAGA Deputado PMDB-ES Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

89 MARCELO CRIVELA Senador PRB-RJ Crime Contra o Sistema Financeiro e Falsidade Ideológica

90 MARCELO TEIXEIRA Deputado PSDB-CE Sonegação Fiscal

91 MÁRCIO REINALDO MOREIRA Deputado PP-MG Crime Ambiental

92 MARCOS ABRAMO Deputado PP-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

93 MÁRIO NEGROMONTE Deputado PP-BA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

94 MAURÍCIO RABELO Deputado PL-TO Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

95 NÉLIO DIAS Deputado PP-RN Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

96 NELSON BORNIER Deputado PMDB-RJ Improbidade Administrativa

97 NEUTON LIMA Deputado PTB-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

98 NEY SUASSUNA Senador PMDB-PB Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

99 NILTON CAPIXABA Deputado PTB-RO Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

100 OSMÂNIO PEREIRA Deputado PTB-MG Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

101 OSVALDO REIS Deputado PMDB-TO Apropriação Indébita

102 PASTOR AMARILDO Deputado PSC-TO Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

103 PAULO AFONSO Deputado PMDB-SC Peculato, Crime Contra o Sistema Financeiro e Improbidade Administrativa

104 PAULO BALTAZAR Deputado PSB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

105 PAULO FEIJÓ Deputado PSDB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

106 PAULO JOSÉ GOUVEIA Deputado PL-RS Porte Ilegal de Arma

107 PAULO LIMA Deputado PMDB-SP Extorsão e Sonegação Fiscal

108 PAULO MAGALHÃES Deputado PFL-BA Lesão Corporal

109 PEDRO HENRY Deputado PP-MT Formação de Quadrilha, Lavagem de Dinheiro e Corrupção Passiva, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

110 PROFESSOR IRAPUAN Deputado PP-SP Crime Eleitoral

111 PROFESSOR LUIZINHO Deputado PT-SP Lavagem de Dinheiro

112 RAIMUNDO SANTOS Deputado PL-PA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

113 REGINALDO GERMANO Deputado PP-BA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

114 REINALDO BETÃO Deputado PL-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

115 REINALDO GRIPP Deputado PL-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

116 REMI TRINTA Deputado PL-MA Estelionato e Crime Ambiental

117 RIBAMAR ALVES Deputado PSB-MA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

118 RICARDO BARROS Deputado PP-PR Sonegação Fiscal

119 RICARTE DE FREITAS Deputado PTB-MT Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

120 RODOLFO TOURINHO Senador PFL-BA Gestão Fraudulenta de Instituição Financeira

121 ROMERO JUCÁ Senador PMDB-RR Improbidade Administrativa

122 ROMEU QUEIROZ Deputado PTB-MG Corrupção Ativa, Corrupção Passiva e Lavagem de Dinheiro

123 RONALDO DIMAS Deputado PSDB-TO Crime Eleitoral

124 SANDRO MABEL Deputado PL-GO Crime Contra a Ordem Tributária

125 SUELY CAMPOS Deputada PP-RR Crime Eleitoral

126 TATICO (JOSÉ FUSCALDI CESÍLIO) Deputado PTB-DF Crime Contra a Ordem Tributária, Declaração Falsa de Imposto de Renda e Sonegação Fiscal

127 TETÉ BEZERRA Deputado PMDB-MT Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

128 THELMA DE OLIVEIRA Deputada PSDB-MT Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha

129 VADÃO GOMES Deputado PP-SP Improbidade Administrativa e Crime Contra a Ordem Tributária

130 VALDIR RAUPP Senador PMDB-RO Peculato, Uso de Documento Falso, Crime Contra o Sistema Financeiro, Crime Eleitoral e Gestão Fraudulenta de Instituição Financeira

131 VALMIR AMARAL Senador PTB-DF Apropriação Indébita

132 VANDERLEI ASSIS Deputado PP-SP Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

133 VIEIRA REIS Deputado PRB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

134 VITTORIO MEDIOLI Deputado PV-MG Sonegação Fiscal

135 WANDERVAL SANTOS Deputada PL-SP Corrupção Passiva

136 WELLINGTON FAGUNDES Deputada PL-MT Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

137 ZÉ GERARDO Deputado PMDB-CE Crime de Responsabilidade

138 ZELINDA NOVAES Deputada PFL-BA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

139 ÂNGELA GUADAGNIN Deputada PT-SP Dançarina do Plenário da Câmara, comemorando absolvição de corrupto

140 ANTÔNIO PALOCCI Ex-Ministro PT-SP Quebra de Sigilo Bancário

141 CARLOS RODRIGUES Ex-Deputado PL-RJ Corrupção passiva

142 DELÚBIO SOARES Tesoureiro PT-GO Mensalão

143 JOSÉ DIRCEU Ex-Deputado PT-SP Coordenador do Mensalão

144 JOSÉ GENOÍNO Ex-Deputado PT-SP Mensalão, Dólares na Cueca

145 JOSÉ NOBRE GUIMARÃES DeputadoEst. PT-CE Dólares na Cueca (Agora Candidato a Dep. Federal)

146 JOSIAS GOMES Deputado PT-BA Mensalão, CPI dos Correios

147 LUIZ GUSHIKEN Ex-Ministro PT-SP CPI dos Correios

148 PAULO SALIM MALUF Deputado PPB-SP Corrupção, Falcatruas, Improbidade Administrativa, Desvio de Dinheiro Público, Lavagem de dinheiro

149 PAULO PIMENTA Deputado PT-RS Compra de Votos, Mensalão, Escândalo Correios

150 PEDRO CORRÊA Ex-Deputado PP-PE Cassado em associação ao Escândalo do Mensalão, Compra de Votos

151 ROBERTO BRANT Deputado PFL-MG Crime Eleitoral, Mensalão, CPI Correios

152 ROBERTO JEFFERSON Ex-Deputado PTB-RJ Mensalão

153 SEVERINO CAVALCANTI Ex-Deputado PP-PE Escândalo do Mensalinho (Renuncio para evitar a cassação)

154 SILVIO PEREIRA SecretárioPT PT Mensalão

155 VALDEMAR COSTA NETO Exc-Deputado PL-SP Mensalão (renunciou para evitar a cassação)

 

Cada nome desta lista que mantivermos longe do poder é uma vitória para o Brasil.

 

De início, pretendo esclarecer que não sou contrário ao PT, nem favorável. O texto a seguir se referirá ao projeto de gestão pública registrado pelo Partido dos Trabalhadores no TSE para a campanha da candidata Dilma Rousseff. A análise é sobre o projeto petista por dois motivos simples: 1- Foi o único projeto que tive acesso até o momento. 2- O projeto mal foi registrado causou polêmica dentro do próprio TSE.

Um dos tramites naturais do registro de qualquer candidatura a cargos no executivo é a entrega de um plano de governo. O PT, porém, causou certo tumulto em Brasília ao registrar um projeto polêmico e poucas horas substituí-lo.

O projeto prevê uma série de iniciativas – não explicitadas, tampouco citadas – que concentrariam determinados pontos relevantes a liberdades individuais ao poder público. Entre eles, a tratativa da reforma agrária, o sistema organizacional de comunicação e a questão ambiental aparecem como os mais polêmicos.

O projeto retoma uma série de processos que eram do planejamento do projeto de estruturação e consolidação do PT no poder, outrora encabeçado por José Dirceu. Os dois pontos mais fortes são a posição surpreendente quanto à reforma agrária e cerceamento da liberdade de imprensa.

É notório que uma força que auxiliou o PT em sua caminhada política foi o MST. Porém, desde que ascendeu ao poder, pouco se tem visto do partido de Lula no que se diz a esforço para acelerar a reforma agrária. O projeto inicial apresentado ao TSE intrigou até mesmo técnicos do Tribunal, afinal, era difícil imaginar que o governo petista exporia apoio a médios e grandes produtores rurais.

Historicamente, é um posicionamento estranho. Porém, extremamente coerente com o que PT e seus aliados, como Aldo Rebelo, têm feito quanto a proposições e alterações da lei ambiental. Aldo tem sido o testa de ferro do PT na encruzilhada para deturpar e estuprar a lei ambiental, anistiando quem desmatou até 2008, isentando de multas e punições por 5 anos aqueles que cometeram crimes ambientais de diversos níveis e reduzindo os limites de proteção do meio ambiente. Pequenos rios e florestas ficarão completamente a mercê do interesse econômico se o texto de Aldo for aprovado no plenário, o que se mostra uma realidade concreta após a aprovação em comissão especial.

E todo esse movimento sob forte manobra do partido dos trabalhadores. Deputados petistas fizeram grande esforço para aprovar a agenda defendida por uma organização de latifundiários do Norte e Centro-oeste. Nem mesmo reservas ambientais precisaram ser respeitadas por pontos do projeto.

Porém, o déjà vu é que uma das batalhas mais ávidas de Dirceu quando Ministro da Casa Civil está no caderno de projetos de Dilma; A fundação de um órgão controlador de mídias e comunicação. Leia órgão que censurará os meios de comunicação, seja jornalismo, entretenimento ou publicidade. O texto apontava que era objeto de interesse público defendido pela candidatura de Dilma que o monopólio da comunicação deveria sofrer intervenção do governo. É evidente que isso se dirige às organizações Globo.

Independente de qualquer juízo de valor, quanto o poder público ameaça interferir na imprensa ou parte dela, isso não parece ser um ponto interessante para o jogo democrático.

Uma proposta que acredito ser mais adequada seria a flexibilização da legislação para que a concorrência tenha condições de evoluir tecnicamente ao mesmo patamar da dita monopolista Globo. Creio que seria a solução viável, adequada pois a legislação hoje dificulta a evolução de empreendimentos midiáticos e limita o poder da comunicação de massa indivíduos ou grupos com grande poder de investimento. São poucos os privilegiados por conta das regras utilizadas pelo próprio governo para concessão pública do sinal e banda.

Porém, os textos foram retirados. Todos os pontos ficaram na língua de todos do TSE e hoje* pela manhã já eram ponto alto de discussão ampla por todos os meios e centros.

Basta saber se isso realmente se refletirá em algo ou simplesmente se perderá no esquecimento em poucos dias, com tantas perguntas a serem respondidas quando um eco daquilo que houve de pior do governo petista de 8 anos parece atormentar a candidatura do PT.

Após a promulgação do ‘Ficha Limpa’, uma gama de políticos se viu em desespero. Políticos que tenham sido condenados por colegiado (mais de um juiz) se tornaram inelegíveis.

Uma manobra picareta do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) para tentar salvar a pele de todos os atuais condenados não deu certo. Ele mudou o texto da lei de “”Todos os que tenham sido condenados”” para “”aqueles que forem condenados””.

Porém, em resposta, o TSE deu um golpe certeiro nos lisos representantes. Decisões subsequentes têm frustrado todas as tentativas de criar e encontrar brechas na lei do ‘Ficha Limpa’.

Nossos antigos coronéis estão fadados ao seu fim político. Suas práticas de manutenção do poder estão criminalizadas. A possibilidade de ocupar um cargo político se torna nula. Aos poucos veremos caindo, um a um.

A lei já trará a benesse de algumas figuras sujas e poucas espertas fora do baralho dessas eleições. TSE foi brilhante em considerar que a instantânea aplicação da nova lei não atrapalharia as eleições. Candidatos que nada devam a sociedade poderão disputar as eleições livremente.

Isso não significa que todos os crápulas estarão fora. Mas já elimina uma boa porcentagem. É evidente que alguns vão colocar apadrinhados, farão o possível para continuar no jogo de poder. Porém, aos poucos, esses não terão mais espaço, sua influência, sua força será cada vez menor. É um começo.

Porém, para o sucesso dessa lei, para um resultado efetivo que nos livre um pouco do câncer da corrupção, é preciso que o judiciário faça a sua parte.

O colegiado de juristas deve deixar de agir como o fez até hoje, em grande parte das vezes. É o momento de deixar de agir em favor de quem detém poder, de quem tem notoriedade social. Até o momento, a maioria das decisões dos figurões da justiça é em favor a manutenção da situação. É preciso que isso mude, partindo do STF, como órgão maior.

Se a justiça cooperar para com a sociedade, essa lei será um grande avanço. O TSE já tem feito sua parte. Agora, esperamos que os outros órgãos judiais também o façam.