Sobre Vana

Jornalista formada pelo Centro Universitário de Osasco - UNIFIEO. Nascida em São Paulo, é fotógrafa amadora em seu tempo livre. Vive hoje no Rio de Janeiro e descobriu uma nova paixão na vida : Viajar. Hoje em dia dedica-se a descobrir o atual mundo que vive, através de viagens, literatura e pelos amigos.

[simulação]
[professora] – O teorema de Pitágoras é dado pela equação tal…e patati e patata…parâram e pârâram
[aluno] – Mas professora, quem foi Pitágoras?
[sala] – DÂRRRRRRRRRRRRRRDD!
[o experto 1] – Vai seu burro isso nada tem relação com a aula!
[o experto 2] – Quer bancar o ser inteligente…vai bocozão!

Muita gente já passou por isso. Muita gente mesmo. Ou estando do lado que ofende, ou estando do lado de quem é ofendido, com certeza já passou. Perguntar ofende? [e não estou fazendo uma apologia ao livro de um famoso jornalista]. Não sei se ofende. Sei que minha infância foi regada a muitos DÂRDs e muita zona na sala. Só porque tinha sempre alguém querendo fazer perguntas, sanar dúvidas. E a tendência piora se o seu querido professor comete uma gafe, um erro na frente da sala, é o ponta pé inicial para eles esculacharem de vez com aquele sujeito que está tentando passar para você algum conhecimento.

Não sei quanto a vocês, mas a minha revolta para atitudes assim cresce a cada dia mais. Ninguém é suficientemente mais inteligente ou mais burro que a outra pessoa. Na faculdade tive a infelicidade de passar por uma situação assim e a minha primeira resposta a esse conhecido DÃRD foi abrir uma discussão sobre o assunto. Para se ter uma consciência do tamanho do problema vou colocar aqui algumas das conclusões que chegamos:

– Normalmente quem faz o DÂRD não sabe nem porque está fazendo aquilo
– Normalmente esse ser [infeliz] que faz o DÂRD adora fazer perguntas, mas tem medo de ser tachado de burro
– Algumas pessoas da sala [timidas ou não] não fazem perguntas porque tem um certo trauma desta manifestação idiota.

E a tendência é piorar….porque se você não pergunta, como é que vai saber?
Eu sempre fui muito, mas muito curiosa [acho que é por isso que me dou tão bem no jornalismo]. A minha curiosidade superou barreiras quando eu cheguei na faculdade, a tal ponto que não tenho medo nenhum de parar na frente de pessoas inteligentes [isto é , que sabem de determinado assunto que eu não entendo] e pedir para me explicarem sobre, para que meu conhecimento seja ampliado. E as perguntas invadiram as aula também, mesmo quando algum idiota levanta na sala e faz o famoso DÂRD.

A grande verdade, é que assumir que não sabemos de determinado assunto não é uma demostração de burrice, mas sim de simplicidade, é uma demonstração de que apesar de não sabermos sobre aquele assunto, estamos abertos a descobrir o que é, do que se trata, e isso com certeza nada tam relação a burrice. O maior problema é que, acostumados a sermos intimidados na frente de nossos colegas de classe no colegial ou no ginásio bloqueamos a nossa curiosidade e deixamos de ter esse interesse que será tão valioso na nossa vida, deixamos de ter interesse naquele assunto que não dominamos, pelo menos na frente dos ‘conhecedores do saber’.

Quantas vezes eu já não vi uma pessoa se passar por inteligente, quando no fundo no fundo ela não tem sequer noção do que está falando? Muito menos do que está sendo discutido? Quantas? Milhares..e aposto [e ganho] que vocês já viram também….é a coisa mais natural do mundo.Uma naturalidade [agora sim] burra.

A única verdade que sei é que, eu prefiro mesmo é parar para refletir e descobrir mais sobre determinado assunto que não sei, do que ficar aqui bancando “CARA DE QUEM TEM CULTURA”, porque isso só funciona mesmo em propaganda de jornal, na vida real são outros 500….

“Nada de nós dois como balinha tamarindo, um azeduro preto, envolto barato. Esses contratos sexuais: casamento, juntos para sempre até que aborte e nos separe. Fidel e fidelidade, provas de amor e eu querendo juntar você num meia-nove numa década de sessenta; Soma perfeita, dormir um mais um e de manhã, tesão ou cócegas. Não realizar nada, tarefa alguma. Divagar devagar, sumir a pressa. Estar disponível sem estar vulnerável (ou abrir o peito e deixar o golpe entrar).

[Rubens e Andrezza – Tricúspide]

Eu adoro textos assim sabiam? Em suas linhas temos diversos temas emaranhados, amarrados que conseguem fazer crescer toda a situação em nossas mentes. [ – mocinha do que você está falando? Calma! Vou explicar]. Quem conhece os relacionamentos de hoje em dia está entendendo do que estou falando, nada de namoros sérios, nada de relacionamentos eternos. Tudo vira uma questão de momento, os relacionamentos Carpe Dien, e se duram muito, não ultrapassam o casamento. Mesmo com filhos a mulher é muito mais mulher quando consegue criar seus filhos sozinha. E o homem é muito mais homem se conseguir conquistar várias ao seu redor.

O texto acima é um paradoxo de um momento histórico passado, onde existia o NAMORO de PORTÃO e o momento atual regado de curtos momentos de prazer é a novidade: Relacionamentos-fast-food. Que são aqueles que precisam de pouco tempo para o “consumo”. São express. Come-se. Não degusta-se. A fome volta logo e dá vontade de experimentar outro “fast food” logo em seguida.

Ao mesmo tempo o texto se contradiz ao nos remeter a uma imagem de um casal juntos na cama de manhã, tesão e cócegas. Dormir junto, acordar junto, coisa de relacionamento duradouro e não relacionamento fast food. Uma mistura textual de humor e paixão [ou tesão?]

O autor que deseja um relacionamento duradouro, não quer estar vulnerável. Uma brincadeira de palavras, um jogo de idéias. Várias entrelinhas e um gostinho de quero ler mais sobre isso..ou não?

Decidi colocar este texto porque no fundo acredito que a maioria dos jovens e até mesmo os não tão jovens vivem um momento parecido. Estar aberto ou não à um relacionamento duradouro? Querer ou não acordar de manhã e AMAR alguém? A palavra amor vira conflito, e as vezes até casos de vida ou morte [qual adolescente que nunca pensou em se matar em nome do amor?] O medo de sofrer ou de ficar sozinho percorre cada parte do corpo, seja ele masculino ou feminino, percorre porque entristece, porque corrói. Todos com um enorme medo de trocar momentos maravilhosos de alegria por momentos de tristeza.

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: “eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração “tribalista” se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria diz que não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim, por um tempo, um ciclo um período na vida.

E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e viver um sentimento… É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também… É não ser livre para trocar e crescer… É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão”.

Ps. O texto em itálico não é de minha autoria, eu encontrei ele dentro de um blog sem o nome da autora.

É o nosso “Mondo” anda abandonado, eu sei. Eu mesma estava muito distante do mundo bloguístico, problemas pessoais? problemas interpessoais? Não sei, a única coisa que sei é que estava me sentindo muito sozinha. Acho que todo esse abandono, esse silêncio [que não é tão silencioso dentro dos nossos emails] me provocou a falar sobre algo muito presente na vida das pessoas da internet: a solidão.

Nessa situação, muito parecida com aquela frase “No meio da multidão a maior solidão” é que começo meu diálogo com vocês . Estamos aqui, conectados, milhões de pessoas, algumas trabalhando [a sua grande maioria], outras, estão em casa se divertindo na internet, tem gente pesquisando, gente namorando, algumas estão em plena luz do dia, outras estão por altas madrugadas conversando. Nem todos falam a mesma língua, mas nos entendemos muito bem, obrigado.

Mas apesar de estarmos todos aqui, nesta rede com milhões de pessoas, nada substitui o vazio que, estamos na maior parte das vezes, vivenciando. Em nossos quartos, ou salas ou banheiros, estamos sozinhos. Uma solidão quase que frenética. E buscamos aqui uma solução para cessar a solidão, cessar a falta. Todos os tipos de falta, por isso nossas caixas de email estão repletas de mensagens de carinho, piadas e coisas do tipo. Nos alimentamos de um tal ‘amor virtual’ achando que finalmente vamos preencher o vazio. É engraçado como somos, a menor retribuição de carinho e já estamos cheios de esperanças. [Quem nunca se sentiu assim, que atire a primeira pedra].

É neste canto [ou em outros] que escrevemos, divulgamos. Um diário pessoal e cativante que chega a viciar. Como blogueiros [desta forma somos chamados] nos sentimos parte da vida de cada um dos nossos amigos virtuais. Visitamos seus blogs como se tivéssemos visitando suas casas, ouvindo suas histórias, contando, dividindo histórias. Raiva, amor, paixão, choro e riso, a internet é uma mistura de sentimentos soltos por fios e cabos, que indiretamente nos acertam.

E na minha história [mal pontuada propositalmente], estou aqui, dividindo o meu vazio para ver se me encho um pouco de amigos, de amor, de loucura [um bem que cura o mundo].

Sim, eu parei de blogar. Talvez por falta de estímulo, talvez por pura desordem. Não sei ainda ao certo, dizem que todos nós passamos por crises, e estou passando pela minha crise, mas, eu volto. Aliás, eu sempre volto. Espero que todos voltem. Por enquanto, eu venho aqui, e ocupo esse espaço que me foi concedido [aliás com muita honra] dividindo o meu vazio e o meu cheio com vocês.

O mondo não morreu. Estamos dentro de uma U.T.I. Alguns abandonaram. Foram morrendo no caminho. Mas é natural, tudo é transformação. Por isso as coisas começam e acabam. Como já havíamos dito anteriormente, todos diferentes, histórias diferentes, localizações diferentes. Com tanta diferença, é normal que a uma certa altura do [campeonato] as coisas desandem.

Por que? Bem,por que somos humanos, e erramos e acertamos. E assim é a vida. Não precisamos de líderes, de administradores nesse momento onde todos estamos ‘doentes’, precisamos de amigos, de vontade. E não estou falando que os que desistiram não tem isso. Estou dizendo que alguns tomam caminhos diferentes na vida, e que devemos compreender, entender acima de tudo.

Quem quer continuar, continue, sem eira e nem beira. Recomeços são assim, difíceis, mas tenha a certeza que no final, tudo dará certo.

Você já teve a sensação de estar em uma realidade que não é sua? Que está faltando alguma coisa. Quando vc se pergunta assim
– Será que á vida é isso? Só isso mesmo? Parece que falta alguma coisa.

Eu sou uma pessoa inquieta. Costumo mudar as minhas coisas com muita facilidade. Meu quarto por exemplo, eu mudo as coisas de dentro dele (do lugar) pelo menos umas 300 vezes ao ano. Meu blog ? Meu layout vive mudando. E nada disso é para me mostrar, mas sim para não deixar que as coisas permaneçam sempre iguais. Eu tenho a sensação de que nada muda, a vida está parada, e não consigo fazer com que ela ande, se não mudar.

Muitas pessoas tem medo de mudar, porque mudar de perspectiva significa, sair da situação que está agora para encará-la de outra forma. VocÊ quer mudar, mas há muito medo, e não é todo mundo que trabalha bem com essa sensação.

– Eu odeio meu trabalho, mas não vou mudar. Eu odeio o meu chefe, mas pelo menos eu tenho um trabalho. Estou trabalhando, ganhando meu dinheiro. Trocar de trabalho ou mudar a forma e executá-lo seria trabalhoso demais, eu teria que encarar tudo de novo, ou procurar um novo emprego, passaria nervoso, tanta coisa. Ah! Nem penso em mudar, sei que a situação não é a das melhores, mas pelo menos pago minhas contas em dia.

– Sim, eu estou fazendo faculdade, eu não gosto do curso, mas já estou quase terminando e não quero encarar tudo de novo. Seria muito chato. Sei la, talvez o novo curso seria mais interessante. Mas não tem problema, eu acabo a faculdade e faço um curso especializante e exerço a profissão que quero.

Todos esses discursos, ilusórios que está tudo bem. Desistindo dos sonhos, das vontades, porque a outra opção é dificil, é complicada. E a vida vai passando, e tudo vai uma hora acabar. Muitas vezes as pessoas não mudam, porque costumam olhar o jardim do vizinho, acostumados com a mesma imagem. Sabe? Aquelas pessoas que tudo está perfeito para elas? Mesmo não estando. A rotina da novela. Elas te olham e falam – Bom dia, e o tempo, como vão tais coisas, vc viu o que aconteceu ontem?
E o mesmo se repete ao telefone, no ICQ, mail, MSN, o mesmo papinho que enche o saco (me desculpem o termo).

Pessoas que são incapazes de mudar. Mas é necessário ver a mudança acontecer em algum momento. Você arricar um momento, para fazer algo que você nunca faria, mas que te causaria a melhor sensação de felicidade? Então.

– Eu quero ver a perspectiva mudar, não que isso siga de exemplo para alguém. Aliás eu não me acho um exemplo, do tipo – Se quiser ser feliz, faça isso!. Não é nada disso. Mas sim, arriscar, e entrar no jogo, que a meta não é o GANHAR X PERDER, mas o que isso causará a você. A vitória, que vem com facilidade, não é a mesma coisa que a vitória que vem com sacrificio.

E se eu conseguir tirar do seu rosto um sorriso sincero, fazer com que vc saia de dentro do seu problema e veja ele de outra forma, ou mudar a sua vida, nem que seja por um mísero segundo, eu já me considero feliz, porque sei que consegui fazer você olhar o mundo pela minha perspectiva, que pode não ser a ideal, pode não ser a mais perfeita, mas é o que me faz feliz, aliás MUITO FELIZ.

Beijos

cena do filme Cidade de Deus

Ataque do império online, Cidade Alerta, Museu da Morte, “Cidade de Deus”, e a lógica nessa história? Mais um espetáculo chamado violência
Sempre gostei muito de cinema, aliás, artes em geral. Nunca gostei de filmes violentos, tenho um certo repúdio com cenas violentas [provavelmente alguma sequela psicológica], e hoje fico chocada com a quantidade de pessoas que adoram ver atos violentos.

Se você está dizendo assim: Eu não? Pergunto eu, quantas vezes você viu o ataque do WTC? Quantas vezes você viu ante ontem a morte do policial na frente do Palácio do Governo? Quantos filmes, novelas, desenhos, video gaimes você viu e condicionou isso a uma realidade normal?

Muitas vezes eu me questiono sobre isso, quando me deparo com uma criança passando fome na rua – e sem demagogia nenhuma viu gente – quando vejo alguém com aquele olhar de ‘cadáver ambulante’. Você se questiona, como pode, dentro de um país tão grande haver tanta gente seduzida pela violência? É a violência de todos os aspectos. E a maior violência, não te machuca, mas sim, tira seu senso crítico, inibe sua capacidade de reflexão.

Muitas pessoas que assistem a esses programas ‘violentos’, assistem para ter informação, para saber qual é a situação atual, como anda a violência. Muitas delas ficam tão paranóicas que adoecem, com uma famosa doença psicológica chamada Sindrome do Pânico, algumas dizem – Não vou sair mais de casa. – Minha filha, nunca, balada jamais, com a violência lá fora, ela pode ser estuprada… E por ai seguem todas as ações de quem está condicionado a sedução do medo, porque faz parte do cotidiano, porque ilustra a realidade daquela pessoa, do mundo no qual ela vive.

É só observar, e notar. As pessoas que assistiram a cena do WTC, tornou-se uma ação tão ‘robótica’ que era considerada uma naturalidade – lembrando que estamos falando de violência, um assunto que não retrata beneficíos – e aquela cena ia se repetindo, repetindo, como se o próprio Bush estivesse dentro da cabeça de cada um dizendo “MATEM OS TERRORISTAS…MATEM OS TERRORISTAS”.
Não aceito as ações terroristas, condeno-as mais do que ninguém, mas a violência que a mídia causou em cada uma das pessoas que assistiam a cena, foi muito maior que um ato terrorista. Por sinal, essa “guerra da mídia” em tirar todo mundo da órbita já vem sendo disputada há muito tempo, e ganha proporções cada vez maiores com o decorrer do tempo.

1% da população brasileira tem acesso as universidades, 0,025% desse pessoal conclui a faculdade, como é que o resto se vira? Com o que podem, com o que tem. E se vivenciamos uma situação de caos total no mundo hoje é porque aceitamos. É a velha frase “quem cala, consente” e se consente não reclama.

Toda a ação, sujeita uma reação. Sei que é uma utopia pensar em um mundo melhor, sei que é uma utopia sonhar com uma sociedade com menos violência – porque não existe sociedade sem violência. Mas posso me chamar de utópica, sonhadora, pelo menos eu continuo apostando no meu país.