Sobre Vana

Jornalista formada pelo Centro Universitário de Osasco - UNIFIEO. Nascida em São Paulo, é fotógrafa amadora em seu tempo livre. Vive hoje no Rio de Janeiro e descobriu uma nova paixão na vida : Viajar. Hoje em dia dedica-se a descobrir o atual mundo que vive, através de viagens, literatura e pelos amigos.

As palavras parecem nem ter um bom pretexto para sair do pensamento. ficam aqui permeando a borda dos dedos e se embaralham completamente na hora de serem colocadas no computador. da última vez que tentei colocá-las no papel, danou-se, foi ai que todas ficaram tímidas. desisti depois de alguns rabiscos. Elas ficam assim, loucas para explicitar tudo, beirando as letras do teclado. mas quando digito.cade? Sumiram. Escafederam-se. Acreditam que ficam assim paradas pelo cansaço fisico do corpo de alguém que trabalha. Mas a mente? Não..a mente não cansa, ela revira arquivos velhos, fotos velhas, coisas novas, músicas, letras, ela revira fotografias dos segundos anteriores a tudo isso. A mente não descansa, mesmo quando se cansa, ela fica lá…repetindo, repetindo,como a música de Maria Rita – é melhor colocar a música agora, quem sabe brota uma inspiração? – como um disco de vinil riscado ao meio enquanto a agulha tenta interpretar o que contém naquele espaço. a mente incendeia aquele amor correlato. pela ponta dos dedos desisto de escrever. vamos navegar na internet. navegar. queria saber quem inventou este termo. se surfar é assim troco isso pelo sapateado, é muito mais interessante. mas, vamos dando procedência, o que eu quero mesmo? Ah..lembrei,estou a procura de inspiração. Brutti, sporchi e cativi me levam a tentar falar de sexo, mas como falar de sexo se nem isso eu ando fazendo? Nada…a vida resume-se a trabalho. Uns flertes entre um sofá do Matrix e os bancos de ônibus da linha Peri Peri. Só trabalho..trabalho..trabalho..e lá vou eu novamente tentar achar um pretexto. ops, desculpem, um texto (não posso subjulgar meus leitores desta forma..me perdoem pela descrença) Mas fazer o que se tudo aquilo que eu leio neste momento me soa sem eira (acho que as pessoas não gostam de escrever em vésperas de feriado, tai uma boa desculpa)De repente um estalo:leio entre palavras, para tau. tal qual? tal qual esperamos que a vida aconteça.tai um bom tema (como se eu já não tivesse explorado ele o suficiente…mas vamos facilitar a sua vida leitor: assista o filme Elizabethtowm, e um dia na mesa de um bar, regados de algo líquido – mas não necessáriamente alcóolico, conversamos sobre) Basta começar assim: “Ih, olha a vida. olha ela pela janela acontecendo. AGORA!” Agora? Ops..trabalho. Toca naõ telefone. me dá um momento? Obrigada. Mas sabe,nem quero ó. Tem como me servir uma manhã desarmada ai? Ando precisando de coisas mais fáceis pra pensar. se der para não pensar, eu agradeço. sabe? algo assim, sem muito trabalho. Ops..e lá vai a mente….rasgando o verbo…Gentem se vocês pudessem caber aqui, dentro dela, ulá lá, não sei não se alguém sairia vivo dessa coisa de estar entre paredes e celas, mas é daqui que vou escrevendo este post para você, já que tanto você quer encontrar algo para ler.verdade é que eu fui gastando seu tempo, gastando, levando você a ler, mas estou aqui pra encher línguiça sabe? Porque a vida é assim, você acredita que está fazendo o possível para ser feliz, mas está só enchendo linguíça, porque quem é mesmo que é feliz assim? Preso a uma tela de computador? Feliz mesmo são aquelas pessoas que neste momento estão longe daqui, e nem perdem o tempo lendo as minhas baboseiras…e quer saber..vou indo..viver ali do lado e daqui a pouco eu volto.

Leia com essa música: breathless – corinne bailey rae
(baixe aqui: http://www.4shared.com/file/25247688/a6f7eb55/Breathless.html?dirPwdVerified=6f89d7c8)

Me parece que agora a tarde o sol diante da praia é mais suave sabe? Não sei explicar, parece que ele pode me confortar,me abraçar com todo o seu calor. Nem entrei na água, talvez ela esteja muito gelada neste momento. E estar aqui, sentada me parece ser a coisa mais certa a ser feita.

Estou aqui, sentada diante da praia admirando e pensando em como a vida nos coloca em algumas situações inesperadas. De tanto planejar, projetar, a vida resolveu de fato me colocar em uma situação inesperada. Foi exatamente quando eu resolvi dar uma chance ao destino que percebi que não era eu, era o próprio brincando comigo.

Foi quando eu percebi que não era o cara perfeito do outro lado da linha, mas este que está aqui do meu lado neste momento. Quando percebi que seríamos mais do que amigos. Você nem sequer faz meu tipo. As vezes em estresso com sua tamanha inteligência. Me pego pensando nas suas mensagens ao longo do dia, ou da ligação a tarde. Em como tantas das suas palavras, muitas vezes plantadas, podem me incomodar. Queria entender porque as vezes eu simplesmente não queria atender o seu telefonema, nem responder as suas perguntas. Me pego pensando em quantas vezes isso pode acontecer daqui pra diante…

Dai me lembro que assistimos muitos filmes, nos divertimos tanto..demos tantas risadas. Quantas confidências! Quanto pra perder e pra ganhar. Quantas vezes se achando e se encontrando. E foi exatamente quando estávamos perdidos, na cidade andando em algum canto na Vila que de repente, nos encontramos de fato. acho que foi exatamente isso. Uma quimica, alguma coisa assim…que não posso dizer.

Não estar preparada pra tudo aquilo foi o que me espantou mais. Aquele beijo inesperado! Ainda consigo sentir os pés formigando enquanto descobria que gosto tinha sua boca entre a minha. Uma morte lúcida e instantânea inesquecível. E me pergunto se você já sabia que você seria capaz mesmo de me deixar sem folego. E agora estou aqui. Pensando, tentando entender, o que eu jamais vou de fato. Como aquela sua frase,solta, no meio de uma conversa qualquer: “a vida não é pra ser entendida baby, mas sim vivida”

“Sometimes in a relationship,
going through hell isn’t so bad
if you come out of it a little stronger.
The same is true about friends. – Sally

Our best decisions,
the ones that we never regret,
come from listening to ourselves”*

As vezes em um relacionamento
Passar por momentos muito dificeis não é tão ruim
Se você sai deles um pouco mais forte
O mesmo funciona com os amigos

Nossas melhores decisões
São aquelas que nunca vamos nos arrepender
Porque vieram quando escutávamos nós mesmos”

e foi de um amasso meio dado no domingo que acabei me lembrando deles. dai cheguei em casa e fui fuçar nas minhas coisas soltas. achei alguns. histórias? algumas várias. tenho algumas que fariam qualquer um ficar vermelho vermelho de ler. mas é melhor não divulgar. alguns eu perdi dançando. outros eu perdi na pressa de encontrar com alguém. outros..bem outros se perderam no meio de mãos, rostos e bocas. esses sim são os melhores. aquele que a gente perde e só se dá conta quando está dentro do carro voltando pra casa. dai a cabeça faz um esforço danado pra saber onde foi que ele se perdeu…mas não funciona. o instinto está tão aguçado pelo efeito açucarado que é se perder nas mãos e nas coxas de alguém que nem depois de muito esforço conseguimos dar conta onde é que foi parar aquele brinco. Teve alguns que eu até chorei por perder. não que me senti arrependida. mas poxa…havia gostado tanto do tal brinco que eu sabia que ele me faria falta. Mesmo porque ele combinava muito bem com aquela roupa que eu adorava vestir. ainda me lembro do brinco branco grande que perdi numa parede estranha de algum lugar. logo depois dançando uma amiga disse – Ué..cadê seu outro brinco, então eu pensei rápido..Nada amiga..isso aqui é pra fazer moda e não é que a tal moda pegou…acho que acabei fazendo de certa forma um hit..rs..

então está bem
a gente se amarra bem forte
e se segura
– tá amarrado?
– tá sim…bem forte
blz…agora o furacão pode passar…

Ei…vai dar tudo certo. viu?

pois é. acabou. não vou mais ter de chegar em casa numa sexta feira correndo, ter uma hora pra descansar e depois me arrumar de novo para ir trabalhar. não vou mais aturar você gritando no meu ouvido que você odeia tanto as pessoas que eu gosto. que você detesta a música que eu escuto. não vou mais nem ter que ouvir seus chiliques. nem seus trambiques achando que és a pessoa mais correta do mundo. não vou ter que ser condizente com seu pensamento pequeno que tudo é uma droga e que nada vai mudar. desta vez não vou precisar esperar até amanhecer o dia para poder ir embora. não vou tomar banho de chuva no ponto de ônibus 5 horas da manhã imaginando como teria sido se eu tivesse dançado só mais uma com aquele carinha interessante. nem vou mais curtir baixinho as canções que gritavam dentro de mim e nem vou me privar de cantar só porque o seu ouvido é tão sensível a isso.

vou poder gostar de verdade do som que sai daquele instrumento musical. também não vou poder mais esbanjar dinheiro no final de semana. não vou poder contar com aqueles R$40,00 sagrados das noites torturosas de sexta e sábado. vou ter que me apertar durante o mês, só até eu ser promovida mesmo – e isso tão logo vai acontecer. diferente. muito diferente de você, eu não vou esperar que as coisas aconteçam, eu não vou ficar aguentando aquilo que eu não suporto. não vou conviver com gente que eu detesto. vou agora mesmo me levantar deste tombo da vida e dar a volta por cima, enquanto você fica ai….reclamando.