O clássico Prince of Persia (1989) foi o primeiro game que joguei em PCs, e junto com Stunts foi o que mais joguei naquele robusto e poderoso 386, o primeiro PC que tivemos em casa (antes disso, tive um MSX, que basicamente era meu video game também).
O jogo tem, desde sua primeira edição, uma jogabilidade incrível! Para quem não conhece, o enredo é simples: um homem vestido com roupas básicas, brancas, apenas conhecido por “o príncipe”, com habilidades físicas excepcionais, tem que percorrer castelos e templos persas, desviando de armadilhas e enfrentando guardiões, para salvar sua “princesa” (Farah).
Apesar das habilidades incríveis, com movimentos muito similares a movimentos reais, a primeira edição do jogo diferenciava-se de outros jogos de aventura por não ter super poderes, magias, raios e etc. Era o príncipe, sua habilidade e sua espada.
Hoje já são pelo menos sete novas edições diferentes do jogo. A primeira reedição saiu pela própria Brøderbund, produtora inicial do jogo. Mas tanto essa quanto a terceira, não pegaram muito. Porém, em 2003 a Ubisoft assumiu o desenvolvimento do game, lançando a edição The Sands of Time (em português, as areias do tempo), com várias modificações, algumas bastante controversas. A primeira delas foi passar para a terceira pessoa (na verdade, outra empresa já havia tentado isso antes, mas sem sucesso). E, para atender ao novo público, foram inseridos também alguns novos “poderes” e magias, que o príncipe recebe ao logo do jogo, como, por exemplo, o controle parcial do tempo.
Nota: Em 2007, a parte ao desenvolvimento da Ubisoft, a Gameloft lançou uma reedição da versão clássica para XBOX, com os mesmos cenários e movimentos, porém aperfeiçoados.
Prince of Persia: The Forgotten Sands (2010)
A edição lançada em maio deste ano já é a quinta da Ubisoft. Se comparada à versão de 2003, parece muito diferente, mas para quem acompanha a série edição a edição, não há mudanças substanciais. O que não é necessariamente ruim, afinal, você já sai jogando sem perder muito tempo aprendendo os comandos, movimentos, e etc. Melhoram os gráficos, e aparecem alguns novos poderes. Por exemplo, nesta edição, o príncipe recebe em dado momento o poder de controle do estado da água. Com isso ele consegue “solidificar” cascatas ou colunas de água, e escalá-las.
The Forgotten Sands segue a linha básica, sem muitas novidades, mas é bacana pros fãs da série. Mas a Ubisoft peca nos detalhes. Bugs como portas que não se abrem, por exemplo, é algo que não havia sequer na primeira clássica e inesquecível edição.
O Filme
Neste ano foi lançado também o filme baseado no game: Prince of Persia: The Sands of Time. Confesso que ainda não vi. Na verdade, não gosto muito de filmes baseados em games, talvez porque não me lembre de nenhum que tenha ficado realmente bom. Mas como fã do game, desde sempre, quero ver este, aí volto para colocar minhas impressões em nossa seção decinema.

Jake Gyllenhaal faz o príncipe no cinema