Eu sou igual criança quando acaba o Natal. Fico tristonha, conto os dias pro próximo e o ano que segue vira uma eterna espera.

Tenho até meus motivos para não gostar tanto dessa data, mas talvez por ter essa festividade como algo tão especial que tenha sido capaz de suportar os motivos que poderiam te-lo estragado.

Tenho coleção de enfeites de natal. Cada ano invento um tema diferente para decorar minha árvore (esse ano foi verde e dourado, mas o vermelho teve que acabar entrando pra complementar).

Uma das coisas que mais amo nessa época são as músicas natalinas, internacionais e ou nacionais.

Inclusive não estranhe se em pleno Junho entrar no meu carro e estiver tocando um belo cd de natal… rssss

Sendo assim vou deixar aqui uma pequena contagem regressiva musical. Espero que gostem!

Obra da categoria ficção científica (de J.J. Benítez, publicada pela editora Mercuryo, 558 páginas) na qual o autor narra, como verdadeiros, os eventos do diário de um Major da Força Aérea dos Estados Unidos onde constariam detalhes de uma missão secreta: uma viagem no tempo, até o ano 30, para acompanhar os momentos antecedentes e posteriores à crucificação de Jesus Cristo.

As primeiras páginas relatam a maneira que o autor conheceu o Major e a forma como teve acesso ao diário secreto da missão. A partir do acesso ao diário as páginas tornam-se, em primeira etapa, recheadas de detalhes de planejamento, tecnologia e comportamento dos homens envolvidos no projeto. Em segunda etapa, já no ano 30, os detalhes mudam para o cenário da cidade santa e os personagens que faziam parte do cotidiano de Jesus Cristo, além de detalhes específicos do próprio Nazareno. Ao longo da narrativa os eventos são comparados às escrituras sagradas, outros livros evangélicos e de historiadores.

Riquíssimo em particularidades que podem deixar alguns leitores intrigados entre ficção e realidade – independentemente de religião e crença pessoal – o livro proporciona leitura prazerosa introduzindo o expectador, ao longo da narrativa, em pequenas reflexões: comportamento humano, divindade, espiritualidade.

O autor revela-se um exímio estudioso da época, fato que leva o leitor a viajar para uma emocionante aula de história. É como se transformasse o livro em uma janela, permitindo partilhar de paisagens e aromas do passado. Alguns detalhes podem ser tidos como verdadeiros. Outros, porém, deixam dúvidas pairando no ar…

 

imagem de teiaportuguesa.com

Desde os primeiros manuscritos, o surgimento da impressão, até a exploração dos livros digitais ocorreram grandes mudanças.

No princípio os livros eram exclusividade de quem possuía maior poder, como a igreja e o governo. Posteriormente, com o progresso de novas tecnologias para a fabricação de papel e o surgimento da impressão, estes passaram a romper barreiras e alcançar maior quantidade de leitores. Atualmente, com o avanço tecnológico, os livros estão disponíveis em formatos digitais, prontos para serem lidos em diversos suplementos eletrônicos.

A real importância dos livros para a história da humanidade é evidente: dividir conhecimentos adquiridos por outras pessoas que jamais conhecemos, ou ainda partilhar nossos conhecimentos com estas mesmas pessoas. Sem as informações registradas nos livros nós perderíamos parte da história, de nossas experiências tecidas, como já ocorreu com grandes civilizações antigas em que, até hoje, seus feitos são cercados de mistérios. Perder a história é como perder a memória, parte de nós…

Com a febre digital e o acesso gratuito aos livros eletrônicos (e-books), os livros físicos perdem cada vez mais espaço. A grande difusão de informações que ocorre com os modelos digitais acaba sendo importante, pois o conhecimento deve ser partilhado. Por outro lado, sua exploração obriga a sociedade a refletir sobre questões éticas, autorais, e o futuro dos livros impressos e digitais.

A tecnologia pode fornecer imensa praticidade, mas não se compara ao prazer de se ter um livro físico nas mãos, poder folhear suas páginas e sentir o cheiro da história que carrega.

* título emprestado da frase do autor Aldous Huxley

 

Acaba nesse domingo (22/08) a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que teve como homenageados Monteiro Lobato e Clarice Lispector.

Depois de andar por umas boas 3 horas pelo pavilhão do Anhembi, segue minhas impressões.

-Homenageados: o stand destinado a Monteiro Lobato estava ok, não mais do que isso. Com informações sobre a vida do autor que qualquer interessado acha na internet, o ponto alto foi ver a primeira edição de “As reinações de Narizinho” com correções feitas pelo autor. Clarice Lispector… zero…isso mesmo, quer dizer, uma das salas destinadas as palestras do evento tinha seu nome, fora isso apenas no stand de uma editora um espaço destinado aos livros de Clarice, sem nada de muito extraordinário, nem os preços.

-Preços: algumas pechinchas, outros preços iguais aos das livrarias.

-Variedade: muitos stands, editoras diversas e títulos dos mais variados dentro dos mais variados temas… ponto positivo!

-Localização: fácil acesso de carro, ônibus e metrô.

Fiz umas comprinhas bacanas, livro de Fonoaudiologia por R$ 10,00, livrinhos de crônicas natalinas e guia sobre curiosidades lusitanas por R$ 3,00 e o tão esperado “Comprometida” da autora Elisabeth Gilbert (continuação de “Comer, Rezar, Amar” por R$ 24,00… fiquei feliz!

 

Mantenha o SistemaLivro de George Orwell (editora Hemus, 257 páginas, com tradução de Maria Judith Martins), conta a história de Gordon Comstock, um jovem escritor (cuja família patrocinou com esforço seus estudos), que abre mão de um “bom emprego” em uma agência de publicidade e passa a trabalhar como vendedor em uma pequena livraria. A narrativa, dada em Londres, tem como foco central a revolta do rapaz contra o sistema capitalista e a maneira que é afetado pelas conseqüências de suas próprias decisões, abordando conflitos psicológicos, emocionais e sociais, além da degradação física.

O personagem principal não é um herói a quem passamos a admirar – talvez por ser demasiadamente humano, com todos os defeitos do ser – e Orwell claramente não teve a intenção de explorar outras possibilidades para abdicar do sistema capitalista, a não ser o exemplo na vida de Gordon (este sim, explorado minimamente em todas as fases).

Apesar disto, o livro se mostra interessante e convidativo. Abre inevitavelmente os olhos do leitor para uma realidade que afeta o mundo, sem fronteiras. Faz refletir sobre o destaque que o dinheiro tem na vida das pessoas, a dependência provocada por ele e o estrago que sua falta pode causar.

 

Sonho de Uma Noite de Verão
foto retirada do site www.objetivo.br

Obra de William Shakespeare (Objetivo, 71 páginas, adaptação e apresentação Izabel de Lorenzo), uma agradável comédia com cenário dividido entre Atenas e um bosque próximo, que tem seu enredo recheado pela convivência harmoniosa entre a realidade dos homens e a fantasia dos mitos gregos e célticos.

Dois jovens que se amam e querem se casar, são impedidos pela rigidez do pai da moça – que já a havia prometido a outro rapaz – e pelas leis da cidade, em que a desobediência acarretaria na morte da moça ou no seu confinamento em um convento.

No desenrolar da história, entre o desejo de se libertar das grandes repressões sociais e viver este amor, ocorrem diversos encontros e desencontros amorosos entre outros casais, todos com divertidas intervenções dos espíritos mágicos.

Há também um grupo de artesãos que ensaiam precariamente a fim de representar uma peça para um importante casamento no palácio, onde os noivos recebem o espetáculo com consideração, pois “… às vezes a simplicidade e o silêncio dizem mais do que a eloqüência planejada…”.*

Para resolver os desencontros e trapalhadas, os elfos fazem com que todos sintam a sensação de ter tido apenas um sonho, confuso, mas com final feliz. Destes em que temos delírios febris como em uma noite bem quente de verão.

*Frase retirada do livro.