Experimente colocar um violão no colo de uma criança. Tudo que ela faz (e tudo que ela consegue fazer) é o famoso quem-qué-pão. Isso porque toda a noção que ela tem de violão é a movimentação da mão direita (a mão que vai sobre o corpo do violão – pode ser a esquerda, para os canhotos) sobre o instrumento.

Quando comecei a aprender a tocar, já com meus 17 anos, foi fácil notar que 90% da minha atenção deveria ser voltada à mão esquerda. É ela quem formará os acordes ou percorrerá as escalas, que é o que efetivamente dará a sonoridade ao tremular das cordas. Todo o treinamento, todo o ensaio, era baseado nela. Saber que acorde (ou notas) tocar, como montá-lo, e o quão rápido eu poderia trocar entre um e outro.

Hoje eu sei que, ainda que sofra para formar um E/G# e que não tenha prática o suficiente para discorrer sobre uma escala pentatônica que seja, o que separa o eterno violonista do lar e o frustrado animador de churrasco de um músico minimamente razoável é, novamente, a mão direita. A que dá vida, ritmo e cadência às músicas. E a que pode transformar uma simples base harmoniosa numa música completa! Sem precisar de mais nada! Apenas um banquinho e um violão…

Um pensamento em “A mão direita

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