Posso não vê-la
Mas sei quando aqui estás
Seu cheiro,
Seus passos,
Seu calor

Posso não vê-la
Mas adoro quando estás comigo
Seu perfume,
Sua voz,
Seu toque

Posso não vê-la
Mas adoro seu sabor
O contorno do teu rosto
Suas mãos
Seu amor.

 

Localizada no coração da Lapa, zona Oeste de São Paulo, casa especializada na gastronomia mineira encanta seus freqüentadores.

Situado no número 883 da rua Marco Aurélio – Vl. Romana – Zona Oeste de São Paulo, o Empório Sagarana vem se destacando por uma particularidade: produtos mineiros.

Aberto desde Agosto de 2009, o estabelecimento apresenta mais de 150 rótulos de cachaças, além de petiscos e cervejas das mais variadas.

INÍCIO

Motivado por uma lei de substituição tributária que dificultava o bom andamento de seu antigo negócio em Minas Gerais, o sócio-proprietário Paulo Leite, decidiu mudar-se para São Paulo e abrir um varejo.

Na cidade paulista desde o ano 2000, Paulo veio lapidando o local contando com a ajuda da também sócia e proprietária Priscila Vieira, na capital paulista desde 2003.

LOCAL

Com uma decoração tipicamente mineira, o Empório Sagarana conta com um grande acervo de aperitivos. Das compotas de doces oriundas de fazendeiros produtores, aos queijos produzidos de forma artesanal, o empório zela pela grande qualidade de seus produtos.

Nas paredes do local, podem ser vistas as inúmeras garrafas de cachaças, dos mais variados tipos e tamanhos.

Perguntado sobre qual seria a cachaça mais rara, Paulo diz: “ O nome dela é Vela Viola. O motivo para ser a mais rara, se deve ao fato de que além de se tratar de uma cachaça muito específica pelo seu envelhecimento e cuidados com fermentação, o produtor regula sua distribuição. Inclusive está em falta”.

Além da tradicional bebida mineira, o estabelecimento conta com um grande acervo de cervejas, de vários locais do mundo. Entre elas, Paulo destaca aABADESSA:”É uma cerveja viva, sem pasteurização e por isso, desde produzida, deve-se mantê-la em refrigeração. Ela vem de Pereci Novo – Rio Grande do Sul – em um caminhão frigorífico. Não podemos estocá-la para não prejudicar sua qualidade”.

CONVITE

Todas as particularidades do Empório Sagarana podem ser sentidas e vividas de Segunda à Sábado, sempre após às 17:00.

É um espaço para toda a família aproveitar. Freqüentado por muitos artistas plásticos da região, o local, além de apresentar uma grande variedade de bebidas e quitutes, apresenta um ambiente altamente familiar e de extremo conforto.

Aliando o bom atendimento dos proprietários à incrível qualidade de seu cardápio, o Empório Sagarana é recomendado para todas as pessoas que curtem compromisso com o bom atendimento, a qualidade de seus produtos.

 

É comum que a população com menos de 35 anos tenha certa repulsa pela política. Os destaques são as falhas, os erros, os problemas, o caos social. É absolutamente natural não ter apreço por isso.

Porém, na última quinzena o Brasil parou para aplaudir a ação do BOPE e das forças armadas no Complexo do Alemão. Muitos aplaudiam. Muitos adoraram. Muito se viu no Twitter e Facebook a repetição da frase “bandido bom é bandido morto”. A sociedade borbulhava de alegria ao transformar rifles em juízes.

É evidente que o tráfico de drogas não era bom para as comunidades do complexo. Era evidente que as comunidades são carentes e que eram oprimidas pelo crime e pela violência, além da repressão institucional por parte do Estado.

Porém, é inegável que as comunidades carentes se tornaram um terreno fértil para o crime e o tráfico de drogas pela ineficiência do Estado em planejar a sociedade e oferecer serviços públicos básicos com qualidade e eficiência.

É um desserviço muito interessante para os representantes. Os serviços não são prestados, o que gera uma crescente necessidade de projetos novos. Sempre que se precisa do Estado, ele legitima a sua existência. Os governantes se fazem necessário para que continuem no poder.

O tráfico só caiu no complexo do Alemão não porque as autoridades se cansaram do crime. Mas porque passou a ser mais interessante. O Estado criou novas formas de exploração. O poder criou novas formas de eliminar o crime e desfrutar de novas formas de poder.

O ódio por política há anos atrás permitiu que a situação de desigualdade catalisasse o tráfico nos morros do Rio. Hoje, o seu, o meu, o nosso ódio por política permite o governo se livre do tráfico sob força e violência. Hoje, nossa inércia permite que o governo substitua a corrupção por um modelo mais conveniente.

Não é preciso envolvimento partidário ou com a política institucional. O que precisamos é da ações participativas, ações diretas, combatendo os problemas que geram as fendas sociais e que o poder público pouco se interessa em trabalhar.

Atuação pessoal pode se fazer através de projetos sociais, ONG´s sérias, trabalhos comunitários em escolas públicas, postos de saúde. Pequenas ações, individuais, comunitárias, de pequenas coletividades são diferenciais na sociedade. E isso, podemos fazer independente do poder público, com resultados muito mais eficazes, mesmo que para uma única pessoa.

Mudar um individuo é o começo para mudança de toda sociedade. Só se atinge um coletivo depois de um pequeno passo. Podemos continuar odiando a política, mas não podemos não ter ações políticas.

 

23 de janeiro daquele ano
Tarde quente da quarta-feira
Na praia, um sorvete de goiaba
Areia entre os dedos
E vento nos cabelos
O azul dos olhos dele
Disse-me em silêncio
Que o mar nunca foi
Ou sequer um dia será
Maior do que o amor
Que ele me tem no peito

A música alta, as luzes piscantes, a pista cheia, o calor infernal. Não sei por que insistia em frequentar discotecas. Não sabia dançar, não era divertido, nem saía direito do lugar. Elegia um canto, uma mesa, uma pilastra para apoio e pronto. Me restava usar drogas que afetassem o meu estado de inércia com o sexo. E com o sexo oposto também. Bebia cerveja, fumava maconha e, de vez em quando, tomava um ácido daqueles que dão tesão. Dão mesmo? Só me aproximava de alguém quando os lábios estavam dormentes, quando a língua enrolava e quando acreditava ser um exímio orador.

Falei muita merda. Xinguei várias mulheres – logo eu, um sujeito tão educado, que ainda hoje em dia dá dois beijos na avó materna e pede a bênção à paterna.

Pergunta se eu peguei alguém em uma discoteca?

Peguei só o braço de uma moça, que tratou de se livrar de mim depois que baforei uísque na cara dela. Foi sem querer. Ela me arranhou.

Discoteca, hoje em dia, é coleção de discos. Eu amo os discos. Até os arranhados. Odeio as outras discotecas. Vou vivendo o paradoxo cheio de ódio no coração. Sozinho, curto os meus discos deitado na cama de solteiro, mirando o branco do teto ou o verde do display do aparelho de som que indica o número da faixa e o tempo de reprodução transcorrido.

Eu amo as mulheres. Até as arranhadas, maltrapilhas, mal cuidadas. Queria fazer coleção delas também. Ficar deitado na cama de casal com elas, mirando o branco dos olhos delas ou a penumbra na porta do quarto – meu, e não delas – que denuncia o avançar da madrugada.

Vou me drogando, sozinho, no quarto, com os discos, longe das discotecas dos outros. Vou amando as faixas, os registros, as letras, as melodias.

Eu as odeio, discotecas. As dos outros. Eu odeio os outros.

 

Eu curto cinema, do meu jeito, claro! Como crítica de cinema eu sou uma ótima nutricionista, mas  a conversa aqui é outra, ou seja, não os filmes, mas suas respectivas trilhas sonoras. Tem filme que só vale a pena pela trilha, enquanto outras seriam tranquilamente dispensáveis. Alguns filmes me marcaram, algumas canções também. Veremos se consigo relacionar as  minhas músicas favoritas:

10 – Twist and Shout – Curtindo a vida adoidado

Ah, como eu queria ter feito o que Ferris Buller fez. Eu quase dancei junto com ele no filme.

9 – Can’t buy me Love –  Namorada de Aluguel

Eu ficava pensando como um cara tão feio poderia se dar tão bem, mas então o Patrick cresceu, e … ô!

8 – Can’t Take My Eyes of You –  10 coisas que eu odeio em você

My Girl, Mrs Robinson, Wouldn’t it be Nice, can’t take my eyes of  you, Always on my mind, entre outras da década de 60; imagine seu primeiro amor, um pouco mais velho (ou mais novo), fazendo das tripas, coração, só pra te reconquistar diariamente e que te amasse ao ponto de fazer loucuras? Sim, é quase um triller assustador, mas nada que desabone a gracinha dessa década e dessas canções. A-do-ro!

7 – The Goonies Are Good Enough

Quem nunca quis encontrar um tesouro perdido, levante a mão! Pra quem nasceu na década de 80, Os Goonies marcaram a infância. Clássico da sessão da tarde.

6 – Accidentaly in Love – Shrek 2

Um príncipe desencantado, que se encaixa perfeitamente em uma história de amor um pouco mais realista. A criatura imperfeita, ou seja, alguém normal. Acho o Shrek uma graça e, definitivamente, estou cercada por ogros de todos os tipos. Ah, amo todos eles!

5 – Time of the Season – Querida Wendy

Peter Pan?? que nada! Imagine uma música se encaixando perfeitamente em uma cena de filme… imaginou? Aí está. Não preciso dizer mais nada.

4 – In the Arms of an Angel – Cidade dos Anjos

Amo o filme, amo a canção. Meu Anjo Guardião sabe do que estou falando.

3 – Sunday Morning – Doze é Demais

Eu amo meu irmão. Tenho mais dois Rimãos (primos-irmãos) e mais um tantão de amigos que são mais do que uma família pra mim.  Esse filme e essa música representam isso. Meu irmão, meu melhor amigo, minha companhia favorita numa manhã de domingo. Claro, tirando a parte dos lençóis e etc (risos).

2 – http://www.youtube.com/watch?v=O15x-B8PgeE

Onde tudo começou. Minha primeira ida ao cinema, aos 4 anos de idade, foi para assistir  ET. Lembro de estar sentada no corredor, cinema lotado e eu depois com medo de encontrar um alienígena por aí (mais risos). Essa me fez chorar.

1 – Harry Potter’s Theme Song

Essa musiquinha na abertura de cada sequência é de fazer as borboletas do estômago baterem as asas. Não sei o motivo de tanto frisson, mas ao assistir o sétimo filme e ouvir essa melodia novamente,  senti algo muito bom. Talvez porque eu amei os livros e me identifiquei tanto com personagens, com a história, com a magia, enfim,  creio que essa deve ficar em primeiro lugar. Merecidamente.

 

Toda trilha sonora tem uma faixa bônus, então, aí vai:

Sei que “Friends” é seriado e por isso não entrou na lista, mas achei esta versão muito interessante. Eu recomendo!

 

Os papéis estão caindo
As máscaras quebraram
As flores foram embora
Eu não sei o que fazer
Eu não sei mais o que dizer
O baralho foi cortado
Os cães estão latindo
Todas as pessoas choram
Eu não sei o que fazer
Eu não sei mais o que dizer
Perdidos, achados
Eu não encontro as verdades
É fevereiro, o ano inteiro
Não dá mais, não dá mais, não dá mais
Onde foram todos?
Onde estão os copos, os cacos?
Onde estão os fatos?
Mentira! Eu não sei!
O caixão está descendo
A cova está fechada
As pessoas foram todas embora
Não há lágrimas
Não há! Mais nada!