para Raphael Motta

não quero os terços. nem os quadruplos. nem o eu te amo falso sobre um travesseiro coberto de lágrimas. eu ainda quero, perto de uma janela. você por inteira. não quero os segundos, nem tampouco minutos esvaidos. quero vagarosamente o que era meu, seu sorriso largo. o beijo que nunca mais me esqueci. quero uma mão leve sobre meu peito. e o respirar profundo dos meus pulmões. e eu que ainda posso sentir seus passos saindo de minha vida. levando consigo metade de mim. o que sou eu antes de voltardes? sou metade.

não quero presente. nem presentear eu vou. *quero teu sonho visível (…) quero gotas pequenas molhando a pedra mais alta, quero a música rara, o som doce choroso da flauta. quero você inteira e minha metade de volta
e quando retornar. as tardes que passarão ao lado do toque, nalgum canto qualquer, que ela traga um sorriso, uma lágrima. que ela me faça perder o rumo. incandescer de desejo e aspirar febris tardes de vento ao teu lado.

trecho da música A pedra mais alta do Teatro Mágico

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