Às três e vinte e sete sentei-me à janela para ver o tempo passar pelas ruas desertas.
Para vê-lo visitar essas janelas abertas onde entra sol e calor, por onde vaza um pouco de cada alma.
Sentei-me porque esses viajantes custam a passar e poderiam levar-me uma vida inteira de espera.
De espera.
De espera.
E enquanto aguardava, bebia um copo de suspiros. De minutos. De absurdos.
E eu passeei os olhos pelos postes sem nenhuma luz ser acesa.
Mas, de repente, apagaram o sol.
E no instante que desviei o pensamento e encarei o céu, era noite.
Tudo escuro.
E eu não vi passar nada.
Nem o tempo.

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