Cai a chuva e umedece o chão quente
E o seco vira poça
E vira lama

E sobe o cheiro de terra molhada
E já há água no capim tórrido, nos restos das flores, nas tentativas da semente
E o silêncio tem barulho de gotas estourando com o peso de mil nuvens
Parece o suor do céu escorrendo pelos dedos de Deus
E pingos são lançados ao finito para cavarem mini-crateras em qualquer superfície que os detenha

Quando fecho os olhos, cessam as lágrimas e passa o temporal, restando, aos sentimentos cansados, a noite cinza de um dia meu.

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