– O próximo!
– Bom dia, doutor.
– Ah, Sr. Villas… sente-se, por favor. Eu já estou com o resultado dos seus exames.
– E então, doutor?
– Eu vou lhe ser sincero, Sr. Villas… o resultado é bem preocupante. Não é fácil dizer isso, Sr. Villas, mas o senhor sofre de licantropia.
– …
– A boa notícia é que existe tratamento.
-… licantropia?
– Eu sei, os casos de licantropia são raríssimos, mas infelizmente, ainda existem registros.
– … de licantropia?
– Sim, senhor. Inclusive no ano passado foi registrado um no interior do Pará. Mas, como eu dizia, existe tratamento.
– … licantropia? O senhor tem certeza que eu sofro de licantropia?
– Sr. Villas, eu entendo o que o senhor está passando por um momento complicado, mas o senhor foi diagnosticado com licantropia não apenas por mim, um colega meu confirmou o diagnóstico.
– Licantropia é a maldição do lobisomem, doutor! Quem mais seria maluco de confirmar um diagnóstico absurdo desses?
– Absurda é essa sua atitude de questionar o meu diagnóstico! Fique o senhor sabendo, Sr. Villas, que eu exerço medicina faz trinta anos. E saiba também que o meu colega, o Pai Totonho de Campinho é um profissional do mais alto gabarito!
– …
– Bom, o importante é que eu tenho aqui comigo o tratamento, o senhor vai querer ou não?
– Doutor… abaixa essa arma, por favor…
– Sr. Villas, o senhor tem licantropia e o único jeito de curar licantropia é com balas de prata.
– Olha… calma, doutor. Vamos conversar… não tem outro remédio?
– Infelizmente o genérico está em falta…

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