A bela adormecida despertou daquela noite como o hálito de quem dormiu uma eternidade. Seu sorriso amarelo deixava transparecer que havia sonhado com o doce beijo de um príncipe encantado. Abriu a janela do quarto permitindo que suas longas tranças embaraçadas dançassem ao vento da manhã, como se fosse a rapunzel. Escovou os dentes, colocou seu chapéuzinho vermelho e foi pela estrada afora, bem sozinha. No caminho, cruzou com uma velhinha enverrugada que comia com gosto uma maça avermelhada. Entrou em uma loja de doces e se encantou com uma casa feita de balas e chocolates. Lá, encontrou duas amigas gordinhas que não via há muitas eternidades. A primeira tinha o rosto tão branco quanto a neve e a segunda tinha espinhas e se chamava Maria. Juntas, as três decidiram passear e se divertiram naquela tarde no parque comendo Mc Donalds como se fossem três porquinhas. À noite combinaram de sair para um grande baile de aniversário que não foram convidadas. Depois de escolher os vestidos e apertar a cinta liga, se olharam no espelho e disseram não haver no mundo ninguém mais bela do que elas. Chegando ao palácio, Maria apresentou seu irmão João, para a bela adormecida que se apaixonou à primeira vista. Os dois dançaram a noite toda a som de uma banda cover dos sete anões. À meia-noite cantaram parabéns para a fada madrinha, comeram dois pedaços de bolo recheado e João a convidou para conhecer o país das maravilhas. Os dois foram para o motel e na euforia a bela acabou deixando pra trás um de seus sapatos de cristal. Depois de uma noite intensa de amor, João virou sapo e a bela virou abóbora. E assim eles foram felizes para sempre…

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