Era de se esperar que aquela fúria interna que mantinha explodisse em algum momento, de preferência inoportuno, e a transformasse de mulher tranquila em monstro degenerado isolada na dor dos seus arrependimentos.

E aconteceu como nunca imaginara, ou como sempre desejara inconscientemente, mas de uma forma mágica e realmente modificadora, que transmitiu ao mundo toda aquela angústia há muito enrustida e espremida dentro de um ser não tão pequeno, porém nem muito grande para contê-la por muito mais tempo.

Foi de toda uma intensidade que não sobrou mais espaço para histórias a serem contadas, acabou de vez com vidas inteiras, porém não era tão imprevisível já que tudo o que é vivo tende a morrer algum dia.

A morte para alguns é uma espécie de salvação, e foi assim que procurou encarar como sua rendição depois de tanto tempo desperdiçado com bobagens necessárias e cansativas.

Agora o mundo era só dela, e os desafios ainda maiores para que superasse o fato de ser sua maior e principal vítima.

Agora era enfrentar tudo de cabeça erguida e pagar as contas daquela explosão, além das contas do mês que chegam antes do fim do mesmo e levam todos os sonhos embora.

A vida enche! Bom que a gente morra aos pouquinhos!

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