Reclamar de tudo e de todos, mas sem sair de cima da nossa zona de conforto (isso mesmo meu querido, o seu precioso sofá!), está virando um dos esportes favoritos do brasileiro. Talvez esteja virando não, com certeza, é a nova mania nacional.

Imagina só se eu, importante e preguiçoso (e presunçoso também, por que não?), vou sair de meu trono pessoal, para fazer valer os meus direitos? Jamais o faria, mas não por ter de brigar por algo, mas por medo de perder a novela, sabe? As últimas semanas e os próximos capítulos serão imperdíveis, então, não terei muito tempo de participar daquela passeata por um transporte público melhor, ou ainda, corrida para arrecadar fundos para o lar-asilo-escola panamenho Señor Gutierrez. O trocar de canais do controle remoto (da TV ou do meu cérebro, hein?) já me desgasta demais.

Mas prometo praticar algum esporte ainda esta semana, mas só após os jogos de futebol e a análise da rodada, que por sinal, vai ser mais curta, pois aquele repórter chato vai entrevistar um político qualquer, candidato a algum cargo sem importância (aliás, alguém aí quer ser presidente? Temos uma vaga para preencher!). Mas, depois dessa coisa sem sentido, vai rolar algum filme, tipo desses em que o cara vira um herói nacional, só porque lutou contra algum vilão ou regime governamental tirano! Onde já se viu isso? Só em filme mesmo, e olha, já to cansado de tanta agitação. Talvez só aquela bebida energética do comercial para me ajudar a espantar o já recorrente cansaço que me assola. Pode ser que eu saia para comprar uma lata, mas só depois de saber o que vai ter de bom na programação (ah, que deve ser minha, só pode!). Será que tem diet?

 

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