Na vida, são tantos os que procuram a felicidade e não a encontram. Desde a infância, quando começamos a tomar consciência de quem somos. Na adolescência quando a todo tempo tentamos reafirmar essa nossa consciência. Na vida adulta, essa consciência atrelada à maturidade, nos permitindo reflexões sobre a vida, mas… e a morte?

Buscando a felicidade na vida e não a encontrando, me pergunto por que não tentar o inverso. De fato, muitos já tentaram e ainda outros mais tentarão, equivocando-se. Porque assim como nos equivocamos com o conceito de vida, ao aniquilá-la, biologicamente falando, também nos equivocamos com o conceito de morte.

O homem ainda apresenta dificuldades em lidar com a morte, e todas as crenças em torno desse conceito se perdem quando descobrimos o que de fato é verdadeiramente viver e morrer. René Descartes disse:

“Penso, logo existo”

Se existo, sofro. Se sofro, não vivo. Se não vivo, morro. Se morro, não mais existo.

Eu fiz diferente. Sofria vivendo em busca do que almejo, quando na verdade eu deveria matar o que não desejo. Parei de alimentar sonhos fora de mim e passei a aniquilar os pesadelos dentro de mim. Finalmente tive uma morte feliz.

Se morro, não mais existo, então morri. Morri em parte, porque nem tudo em mim era sofrimento. Um espaço abriu-se em mim para que tudo o que almejo pudesse entrar. Hoje sou a parte boa que sobrou de mim, antes sufocada, agora livre pra respirar. Respirar é vida. Respiro, logo vivo!

O medo da morte é ainda o medo do novo. A destruição faz parte do ciclo da natureza e é extremamente necessária para a transformação. A transformação em algo melhor.

Sobre a felicidade? Ah, sim! eu não fui mais buscá-la. Ela simplesmente veio, instalou-se e hoje posso afirmar que vivo de verdade, não aquela falsa, aquela imposta pela sociedade, mas a verdadeira felicidade.

 

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