Elizeth, não deixe que eu pinte o seu rosto de branco, com pó de arroz e base. Não deixe que eu cubra sua pele inteira e só deixe de fora os olhos, a boca e o nariz. Não deixe que eu marque as suas bochechas com aquele alaranjado que simula o enrubescer.

Não deixe que eu passe batom nos seus lábios. No inferior e no superior, ao mesmo tempo, com as linhas de pintura arqueadas para cima, meio borradas, fora das proporções normais.

Não deixe que eu faça uma bola vermelha bem na ponta do seu nariz. Vermelho vivo, vermelho sangue. Uma bola lustrosa e volumosa de contornos certos.

E não deixe que eu faça com que riam de você. Não deixe, Elizeth.

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