Abdicar do direito de aproveitar horas de sono, as quais se perdem durante os dias úteis, viajar sob mau tempo e chuva forte, tomar café da manhã cedo demais e só alimentar-se novamente umas seis horas depois. Não é tortura. Pois, para que assim seja, o motivo precisa ser muito bom.

Vestir uma camisa de lycra apertada, alongar-se e correr por alguns minutos para tentar aquecer o corpo, entrar na água gelada, molhando primeiro a nuca e os punhos, movimentar os braços com remadas fortes para superar a arrebentação, se posicionar em relação à maré e ficar um bom tempo sentado na prancha, esperando. Não é tortura. Pois, para que assim seja, o motivo precisa ser muito bom.

E então, eis que vem a série. As maiores ondas, que se erguem em larga extensão, grandiosas, imponentes, destacando-se da homogeneidade do resto do mar. Escolhe-se uma, posiciona-se perante a mesma, rema-se e faz-se o drope.

Enquanto escuta-se o farfalhar da onda, que se despedaça aos poucos, é possível contemplar praia, barcos, pássaros e amigos. Tudo de um prisma diferente.

Então, assim sendo, depois disso, qualquer motivo vale a pena.

PS1: Rosa, minha longboard, obrigado, querida!
PS2: “Endless summer 2”, de Bruce Brown
PS3: tá vendo como surfar desestressa? Futebol é o caralho…

Deixe uma resposta

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> 

requerido