Minha “vó” faleceu em 1994. Eu tinha apenas 14 anos e ela 64. Foi cedo demais para quem sonhava conhecer a França. Cedo demais para que eu pudesse sentir sua falta. Quando completei vinte anos, decidi escrever sua história. Descobri traços de sua personalidade passados de mãe para filha. Traços passados de filha para neta. Comecei admirá-la como adulta. Lamentei não ter ficado mais tempo ao seu lado. Lamentei não tê-la visitado mais vezes. Não ouvi suas histórias pessoalmente. Não a abracei tanto quanto deveria. Já quase não lembro de sua fisionomia senão por retratos. Mas ela será eternamente a minha avó onde quer que esteja. E por isso jamais abandonou meus cadernos e escrita. Sua história de vida é tão linda quanto os romances que lia. E por isso precisei dez anos para concluí-la. [Apesar de não considerá-la terminada ainda.] Minha “vó” se tornou página, livro, narrativa e história. E se um dia ela quiser, agora posso levá-la através das palavras para passar uma tarde em um café de Paris.

Sopro-te
Respiro-te
Para estagnado sob ardor
Mente fixa

Suposições, alucinações, interrogações
Verdades, visões, certezas
Transporto-me ao vendaval
Faço chover poesia

Rimas incertas, e grafias assimétricas
Notas de música badalam o brochar da Flor
Cores murmuram sobre o preto no branco
Fazendo suprir Primavera, sobre as asas de um Condor

 

Pasmos os incrédulos descrentes
Não dançam a valsa da vida
Pesam mais a monotonia
E cegos ficam para sintonia

Ao cair da noite, leio a luz das sombras
Reluzente arte de brilho da Estrela Lua
Jorra fotografias de raios sob o chão pavimentado
Fazendo virar obras de arte, a artista Rua

Oiço refrões de poemas
Sob o assobio de uma ventania
Vejo que eu e você
Temos tudo, para ser a mais bela Poesia

 

“Você foi embora cedo
Não disse quando voltava
Passou por aquela porta cinza
Com seu amigo vizinho
E se foi…
Querendo olhar pra trás
Mas não podia
Sabia que talvez voltasse
Mas foi embora muito cedo
Foi sem ver a minha roupa nova
Foi sem ouvir meu canto
Foi como que por encanto
Quando dei por mim
Não estava mais lá
Essa sala hoje não é mais a mesma
Não vejo seu chinelo de couro
Sua camisa da Pool
E aquela da moto?
Seu sorriso escancarado
Às vezes meio de lado
Sua certeza de que tudo estava sempre bem
E ai de que não estivesse!
Mas foi embora cedo
E nem viu minha roupa nova!
E nem ouviu meu canto!
E nem disse quando voltava
Sabia que talvez voltasse
Sabia que talvez não voltasse
E você se foi
Foi embora
Muito cedo…”

 

Homenagem ao meu pai que faria 68 anos no último dia 17 de setembro.

 

“O amor é uma escolha! Ele era, racionalmente, a melhor coisa para mim!”

“Tenho um namorado, to procurando um marido!”

“Você já casou, se divorciou…agora é minha vez…também quero casar e me divorciar!”

– E eu continuo solteira…

 

Na vida, são tantos os que procuram a felicidade e não a encontram. Desde a infância, quando começamos a tomar consciência de quem somos. Na adolescência quando a todo tempo tentamos reafirmar essa nossa consciência. Na vida adulta, essa consciência atrelada à maturidade, nos permitindo reflexões sobre a vida, mas… e a morte?

Buscando a felicidade na vida e não a encontrando, me pergunto por que não tentar o inverso. De fato, muitos já tentaram e ainda outros mais tentarão, equivocando-se. Porque assim como nos equivocamos com o conceito de vida, ao aniquilá-la, biologicamente falando, também nos equivocamos com o conceito de morte.

O homem ainda apresenta dificuldades em lidar com a morte, e todas as crenças em torno desse conceito se perdem quando descobrimos o que de fato é verdadeiramente viver e morrer. René Descartes disse:

“Penso, logo existo”

Se existo, sofro. Se sofro, não vivo. Se não vivo, morro. Se morro, não mais existo.

Eu fiz diferente. Sofria vivendo em busca do que almejo, quando na verdade eu deveria matar o que não desejo. Parei de alimentar sonhos fora de mim e passei a aniquilar os pesadelos dentro de mim. Finalmente tive uma morte feliz.

Se morro, não mais existo, então morri. Morri em parte, porque nem tudo em mim era sofrimento. Um espaço abriu-se em mim para que tudo o que almejo pudesse entrar. Hoje sou a parte boa que sobrou de mim, antes sufocada, agora livre pra respirar. Respirar é vida. Respiro, logo vivo!

O medo da morte é ainda o medo do novo. A destruição faz parte do ciclo da natureza e é extremamente necessária para a transformação. A transformação em algo melhor.

Sobre a felicidade? Ah, sim! eu não fui mais buscá-la. Ela simplesmente veio, instalou-se e hoje posso afirmar que vivo de verdade, não aquela falsa, aquela imposta pela sociedade, mas a verdadeira felicidade.

 

Entre as certas escolhas da vida alheia. Entre! Seja bem vinda.
Desculpe as mentiras que tive que contar, até encontrar você.
Fingi ser, sentir, amar. Pequei.
No caso de não ser culpado. De não haver culpa. Estávamos apenas nós.
Esperando o momento certo de gritar ao Sol antes que ele se opunha:
Eu finalmente amo! Mesmo que seja de novo e mais uma vez!
E a Lua responde ao pé do ouvido esquerdo, por dentre os dedos macios que acariciam a nuca, sem desvencilhar ao olho, no olho:
Você sempre amou a pessoa certa. Crisálida…

  1. Arrume uma criança;
  2. Forneça colo e carinho;
  3. Brinque com ela.
  4. Cante pra ela dormir. Mesmo que sua voz pareça a da Simony ou do Mauricio Mattar;
  5. Coloque-a no berço e fique olhando-a deitada, até o seu sono chegar;
  6. Acorde no meio da noite, tendo seu descanso interrompido por um choro cortante;
  7. Pegue a mamadeira, com o leite já previamente aquecido e dê para criança;
  8. Apoie a criança em seu braço direito e lhe dê suaves tapinhas em sua região dorsal superior, para provocar eructação (vulgo arroto);
  9. Troque sua fralda;
  10. Cante mais um pouco;
  11. Coloque-a no berço;
  12. Repita do passo 6 ao 11 aproximadamente de 10 a 15 vezes por noite;
  13. Acorde pela manhã cansado, com aquela sensação de que não dormiu o suficiente;
  14. Tome seu banho com cuidado, sem fazer muito barulho, se arrume, tome seu café e vá trabalhar;
  15. Após o serviço, recomece do passo 2, e só vá para o passo adiante daqui a 3 anos;
  16. Se você chegou aqui, parabéns! Considere-se mais um que concluiu com êxito o adestramento infantil.

Sua criança fez um belo trabalho com você.