Senhoras e senhores, humildemente peço que desliguem seus telefones celulares e esqueçam a postura correta para que possamos prestar uma homenagem sincera à nossa infância, totalmente indolor e despida de qualquer tentativa de empurrar aos senhores qualquer de produtos de plástico vendidos numa loja pertinho de vocês. Por favor, esvaziem suas mentes de todos os problemas profissionais e/ou familiares para dar lugar às boas lembranças de quando nossas metas eram simples e não envolviam dinheiro, quando corríamos por gosto e não por causa do colesterol perigosamente alto, quando sorríamos apenas por sorrir.

Prontos? Então lembrem de como era bom sentir terra e grama entre os dedos dos pés, como era ver a paisagem do alto de uma árvore, como era colocar a cabeça para fora da janela do carro do seu pai para sentir o vento no rosto, em um dia de calor. Tentem ouvir o riso de todas as crianças com quem já brincaram e redesenhar seus rostos com hidrocor e giz de cera. Tentem ouvir suas mães gritando na janela, avisando que o almoço está pronto. Lembrem-se dos brinquedos e brincadeiras, de como a imaginação dava vida aos bonecos e bonecas e criava tramas inocentes que faziam as tardes passarem depressa. Vejam-se assistindo os desenhos animados e lendo os livros e revistas em quadrinhos que vocês tanto gostavam. Revivam as viagens em família, as festas de aniversários e as vésperas de Natal. Vejam, ouçam e sintam tudo outra vez e, se esta pequena viagem no tempo lhes foi agradável, façam uma grande reverência à infância e mantenham constante o contato com suas crianças interiores, porque um dos segredos de uma vida feliz é ver o mundo com os olhos de uma criança.

Feliz dia das crianças a todos!

Escrito ao som de: Piruetas – Chico Buarque & Os Trapalhões.

Um pensamento em “Para entender o erê, tem que estar moleque

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