Como eu queria morar em um rio…
Não às margens, mas submerso
E ficar por lá o resto dos meus dias
Esquecendo tudo que dói

Flutuando

Esquecendo os dias de chuva
Esquecendo os dias de luta

Flutuando

Nascemos sem guelras
Nascemos sem fôlego
Nascemos sem escrúpulos
Nascemos sem compaixão

Flutuando

Não, eu não queria o céu
Não o céu de jatos e fumaça,
De relâmpagos,
De chuva ácida,
De cogumelos atômicos

Prefiro as águas claras do rio
Sem tristeza, sem ilusões,
Sem escuridão, sem dor
Onde posso passar o resto dos meus dias

Flutuando.

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