Nos olhos ainda queima a morna chama das guerras seculares.
A alma.
Suor e sangue de exércitos tantos que lutaram por grandes reis.
Nobres ideais.
Eram as incessantes batalhas mortificando famílias inteiras e o tilintar de espadas se enfrentando que abriam passagens eternas pela carne humana.
Ainda sangra.
E a inesgotável força advinda de uma admiração incondicional, quente e fulgaz, veste uma armadura nobre refletindo coragem, pensa.
Pura devoção.
Obediência aos imperiosos reis e suas precisas ordens, ecoando por largos salões de ouro e rubis.
Cegueira.
Esse guerreiro tem certeza de que vive.
Engana-se.
Eu digo que ele vaga perdido pelo mundo.
Que busca sua quase glória nas grandes vitórias do passado findo, nas suas batalhas perdidas, talvez, e ainda mais no amor que lhe foi arrancado à força da voz de um mufino rei.

E voce, obedece ao seu rei? Ou pensa ser um?

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