Com poesia nos olhos
Eu te via descer a rua
E o vento brincava em teus cabelos
Onde meus dedos sonhavam passear

O sol ardia teu ombro nu
O esquerdo
E teu andar lento
Era moreno e sereno

Na tua saia as curvas da imaginação
Eram vontade
Ou muito mais saudade

E na esquina tu te perdias
E meu olho fechava
Como quando acaba a poesia

 

De nada valeria o tudo se não houvesse como traduzi-lo. Ou ao menos tentar chegar perto. Até gosto assim, indefinido. E gosto mais, principalmente, por ser o indefinível já uma definição.
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(i.m.e.n.s.i.d.ã.o)

Ao despertar-me encontro
A vista mais linda
De uma perfeição simétrica
De inspiração divina

Ao despertar-me enxergo
A mais pura beleza
De colorido supremo
De criação da natureza

Ao despertar-me vejo
Desperta em alegria
Ou tranqüila adormecida
O seu rosto, Luisa

 

Uma menina moça
Com batom pinta a boca
Belisca a bochecha pra ficar rosa
E calça sapato alto pra ir à feira

Uma menina moça da sorriso de graça
A conversa é sempre alta
E a saia florida rodada

A menina moça sonha sempre
Com o príncipe que não chega
Parece que atrasa
Mas na verdade não existe

Foi de brincadeira que falei de amor

E o peso das promessas foi tão doce

Musicando de azul o que acreditei

Enchi você de delicadas flores

E contei os dias que passavam lentos

Saboreando teu sorriso largo

Tocando de leve teus sentimentos

Com vontade de um beijo sereno

Te ver

É como um bálsamo para os olhos

Te sentir

É como uma melodia suave roçando em minha pele

Te cheirar

É como um denso veludo em minhas narinas

Te ouvir

É como um céu de outono para os ouvidos

Te provar

É perder os sentidos e entrar em colapso total.

[general system failure: reboot]