“E de tanto calar, eu me solto
arrebento o peito e grito.
esperneio. não sei calar.

E de tanto doer eu sangro
e do meu sangue vermelho ácido
plaquetas de amor

E de tanto morrer é que eu vôo
me faço viagem dos continentes
sou rio
margem
miragem
sou ventre

E de tanto querer eu não tenho
Não venço
Não morro
Só espio
candidamente a cinza
e entorpecida tarde que
c
a
i

Amanheço gélida
Fria descompassada
E o lençol esquenta
o que nada mais esquenta
ocupa o vazio
do que não preenche

De tanto
ser
o que eu nunca
fui”

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