De todas as coisas que nos acontecem, de todas as turbulências que passamos, de todas as perdas, as crises, os cansaços… De todas as injúrias, de todas as ofensas, de toda injustiça, de todo o mal, nada me afeta mais que o respeito das pessoas que amo. Nada. Por isso, sou capaz de não derramar uma lágrima por um acidente, ou uma perda material grande. Mas, talvez por egoísmo ou orgulho, um sermão, uma reclamação, uma crítica… Não, acho que não estou preparado para isso. Não suporto decepcionar, de alguma forma, ou deixar alguma má impressão a alguém especial.

A poesia abaixo foi publicada por mim originalmente no Rapsódia, há um ano, e trata mais ou menos sobre isso.

Não chore mais, meu bem

Você pode me xingar,
se quiser.
Pode me arranhar até,
se puder,
e deixar-me em sangue
a manchar
toda a pureza do teu pesar.

Mas não,
não derrame uma lágrima por mim,
não derrame, não
por minha culpa.

Posso não te agradar,
não ligo.
Se não me quiser,
não choro.
Mas não me diga, não,
não me deixe
te decepcionar.
Não me deixe te ferir.
Não derrame uma lágrima,
não, por minha culpa,
não derrame uma lágrima por mim.

Não chore mais, vem
pra mim, vem
Não sofra, não pense
Não chore mais meu bem

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