A ele

Que, enquanto passa, rouba todos os meus curtos minutos
E, quando cansa e para, congela esses medos tao profundos

Que nunca volta, mas se enche sempre de absurdos
E, voce sabe, transforma uma dor humana em algo d’outro mundo

E depois engole o dia, as lembrancas e meu pulso
Restando a saudade que bate num peito avulso

De uma alma ida, sem volta, talvez perdida
De umas rugas nas maos, dele sempre amigas

Um brinde que o eleve a sua infinitude
E que, na minha vida, seu efeito nunca mude

Ao tempo.

Deixe uma resposta

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> 

requerido