Entre longos respiros d’alma, as lembranças ergueram minha noite em muros muito altos. Aterrando-me.

Um mergulho profundo afogando o passado com a velocidade do tempo presente. Inundando qualquer barco que não saiba quão grande as ondas são no alto mar, no lugar onde até os olhos se perdem imprensados pelo horizonte.

Ficam mãos tateando a saudade tão certa que sabem que hoje ela não passa de cinzas. Que guarda em seu pó o que não consigo desvencilhar do peito.

Chovem as lágrimas lavando um rosto que finge um sorriso frágil, uma coisa humana.

Se é imperfeição sofrer quem ama, que a beleza fique nas coisas escondidas.

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