É o nosso “Mondo” anda abandonado, eu sei. Eu mesma estava muito distante do mundo bloguístico, problemas pessoais? problemas interpessoais? Não sei, a única coisa que sei é que estava me sentindo muito sozinha. Acho que todo esse abandono, esse silêncio [que não é tão silencioso dentro dos nossos emails] me provocou a falar sobre algo muito presente na vida das pessoas da internet: a solidão.

Nessa situação, muito parecida com aquela frase “No meio da multidão a maior solidão” é que começo meu diálogo com vocês . Estamos aqui, conectados, milhões de pessoas, algumas trabalhando [a sua grande maioria], outras, estão em casa se divertindo na internet, tem gente pesquisando, gente namorando, algumas estão em plena luz do dia, outras estão por altas madrugadas conversando. Nem todos falam a mesma língua, mas nos entendemos muito bem, obrigado.

Mas apesar de estarmos todos aqui, nesta rede com milhões de pessoas, nada substitui o vazio que, estamos na maior parte das vezes, vivenciando. Em nossos quartos, ou salas ou banheiros, estamos sozinhos. Uma solidão quase que frenética. E buscamos aqui uma solução para cessar a solidão, cessar a falta. Todos os tipos de falta, por isso nossas caixas de email estão repletas de mensagens de carinho, piadas e coisas do tipo. Nos alimentamos de um tal ‘amor virtual’ achando que finalmente vamos preencher o vazio. É engraçado como somos, a menor retribuição de carinho e já estamos cheios de esperanças. [Quem nunca se sentiu assim, que atire a primeira pedra].

É neste canto [ou em outros] que escrevemos, divulgamos. Um diário pessoal e cativante que chega a viciar. Como blogueiros [desta forma somos chamados] nos sentimos parte da vida de cada um dos nossos amigos virtuais. Visitamos seus blogs como se tivéssemos visitando suas casas, ouvindo suas histórias, contando, dividindo histórias. Raiva, amor, paixão, choro e riso, a internet é uma mistura de sentimentos soltos por fios e cabos, que indiretamente nos acertam.

E na minha história [mal pontuada propositalmente], estou aqui, dividindo o meu vazio para ver se me encho um pouco de amigos, de amor, de loucura [um bem que cura o mundo].

Sim, eu parei de blogar. Talvez por falta de estímulo, talvez por pura desordem. Não sei ainda ao certo, dizem que todos nós passamos por crises, e estou passando pela minha crise, mas, eu volto. Aliás, eu sempre volto. Espero que todos voltem. Por enquanto, eu venho aqui, e ocupo esse espaço que me foi concedido [aliás com muita honra] dividindo o meu vazio e o meu cheio com vocês.

O mondo não morreu. Estamos dentro de uma U.T.I. Alguns abandonaram. Foram morrendo no caminho. Mas é natural, tudo é transformação. Por isso as coisas começam e acabam. Como já havíamos dito anteriormente, todos diferentes, histórias diferentes, localizações diferentes. Com tanta diferença, é normal que a uma certa altura do [campeonato] as coisas desandem.

Por que? Bem,por que somos humanos, e erramos e acertamos. E assim é a vida. Não precisamos de líderes, de administradores nesse momento onde todos estamos ‘doentes’, precisamos de amigos, de vontade. E não estou falando que os que desistiram não tem isso. Estou dizendo que alguns tomam caminhos diferentes na vida, e que devemos compreender, entender acima de tudo.

Quem quer continuar, continue, sem eira e nem beira. Recomeços são assim, difíceis, mas tenha a certeza que no final, tudo dará certo.

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