Se fosse apenas pela poesia
Penso que o silêncio se calaria
Para admirar o infinito
E a saudade na qual habito

Eu, que persigo tanto o momento
Sento
E já nao sei se agüento
Porque no final o tempo sempre ganha
E em meu corpo a vontade ainda é tamanha

Eu me projeto no universo
Como moléculas de suor
Para escrever em pobres versos
O que gira ao meu redor

Se prolongo o pensamento
A caneta solta centelhas
Escreve com tinta vermelha:
“Pode mandar que eu agüento”

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