[simulação]
[professora] – O teorema de Pitágoras é dado pela equação tal…e patati e patata…parâram e pârâram
[aluno] – Mas professora, quem foi Pitágoras?
[sala] – DÂRRRRRRRRRRRRRRDD!
[o experto 1] – Vai seu burro isso nada tem relação com a aula!
[o experto 2] – Quer bancar o ser inteligente…vai bocozão!

Muita gente já passou por isso. Muita gente mesmo. Ou estando do lado que ofende, ou estando do lado de quem é ofendido, com certeza já passou. Perguntar ofende? [e não estou fazendo uma apologia ao livro de um famoso jornalista]. Não sei se ofende. Sei que minha infância foi regada a muitos DÂRDs e muita zona na sala. Só porque tinha sempre alguém querendo fazer perguntas, sanar dúvidas. E a tendência piora se o seu querido professor comete uma gafe, um erro na frente da sala, é o ponta pé inicial para eles esculacharem de vez com aquele sujeito que está tentando passar para você algum conhecimento.

Não sei quanto a vocês, mas a minha revolta para atitudes assim cresce a cada dia mais. Ninguém é suficientemente mais inteligente ou mais burro que a outra pessoa. Na faculdade tive a infelicidade de passar por uma situação assim e a minha primeira resposta a esse conhecido DÃRD foi abrir uma discussão sobre o assunto. Para se ter uma consciência do tamanho do problema vou colocar aqui algumas das conclusões que chegamos:

– Normalmente quem faz o DÂRD não sabe nem porque está fazendo aquilo
– Normalmente esse ser [infeliz] que faz o DÂRD adora fazer perguntas, mas tem medo de ser tachado de burro
– Algumas pessoas da sala [timidas ou não] não fazem perguntas porque tem um certo trauma desta manifestação idiota.

E a tendência é piorar….porque se você não pergunta, como é que vai saber?
Eu sempre fui muito, mas muito curiosa [acho que é por isso que me dou tão bem no jornalismo]. A minha curiosidade superou barreiras quando eu cheguei na faculdade, a tal ponto que não tenho medo nenhum de parar na frente de pessoas inteligentes [isto é , que sabem de determinado assunto que eu não entendo] e pedir para me explicarem sobre, para que meu conhecimento seja ampliado. E as perguntas invadiram as aula também, mesmo quando algum idiota levanta na sala e faz o famoso DÂRD.

A grande verdade, é que assumir que não sabemos de determinado assunto não é uma demostração de burrice, mas sim de simplicidade, é uma demonstração de que apesar de não sabermos sobre aquele assunto, estamos abertos a descobrir o que é, do que se trata, e isso com certeza nada tam relação a burrice. O maior problema é que, acostumados a sermos intimidados na frente de nossos colegas de classe no colegial ou no ginásio bloqueamos a nossa curiosidade e deixamos de ter esse interesse que será tão valioso na nossa vida, deixamos de ter interesse naquele assunto que não dominamos, pelo menos na frente dos ‘conhecedores do saber’.

Quantas vezes eu já não vi uma pessoa se passar por inteligente, quando no fundo no fundo ela não tem sequer noção do que está falando? Muito menos do que está sendo discutido? Quantas? Milhares..e aposto [e ganho] que vocês já viram também….é a coisa mais natural do mundo.Uma naturalidade [agora sim] burra.

A única verdade que sei é que, eu prefiro mesmo é parar para refletir e descobrir mais sobre determinado assunto que não sei, do que ficar aqui bancando “CARA DE QUEM TEM CULTURA”, porque isso só funciona mesmo em propaganda de jornal, na vida real são outros 500….

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