Ando reavaliando minha obra, relendo meus escritos e reencontrando uma pessoa que pensei não mais existir. Impressionei-me com aquela maldita de tempos atrás que sabia extamamente o que pensava e o que dizia. Quando foi que tornei-me este ser tão confuso?

Seguindo esta proposta, andei revendo minha própria vida, e a pessoa que tenho sido nos dias de hoje, e pus-me a refletir sobre os porquês deste resultado que se apresenta sob esta alcunha hoje: Maldita Sophia!

Eu já tive sérias tendências comunistas, já livrei-me de todos os rótulos e rotulei-me a mim própria de inrotulável! Já quis explodir o mundo, já quis amar mais as pessoas, já quis até ter inúmeros filhos!

Hoje tenho sido um ser tão comum, banal e tolo, como eu mesma já desejei ser algumas vezes, quando acredita serem os idiotas mais felizes do que eu, aquele gênio indomável preso em uma garota com pinta de rebelde que só sabia desabafar em poemas de criado-mudo, despertando no meio da madrugada com idéias mirabolantes na cabeça, provenintens de sonhos fantásticos (e não precisava de nada químico para tê-las!).

Na verdade, ando medíocre! Com uam certa preguiça de realmente existir, e deixando essa coisa maldita toda meio de lado, procurando desesperadamente por algo que me defina, mais do que aquele diploma, do que aqueles velhos poemas e do que aquele mural no meu quarto. Aquele mural, com aquelas fotos e lembranças que me pertubam a cada amanhecer (atardecer no meu caso) e que me fazem refletir a cada vez que me preparo para tentar dormir e só conseguir rolar na cama até me cansar, levantar e faxinar meu guarda-roupa.

Já que tenho sido este ser de participação pífia na história, tenho pensado seriamente em regredir, já que não creio ser possível uma evolução saudável, se é que ainda me resta algo de bom nesta vida! Pode parecer até meu deprimente ou depressivo este papo todo, mas, como em toda reavaliação, há esta tendência a se arrpender, ou a se auto-julgar em exagero. Porém, tenho certeza de não estar esquecendo as coisas boas!

Espero que ano que vem cumpra com minha urgentes necessidades, e já que para a sociedade agora sou uma adulta capaz de me manter sozinha, e consciente do que sou, deixarei meus desabafos menos grandiosos para ser apenas mais uma ranzinza reclamando da vida!

Acho seriamente que talvez devesse falar mais de amor! (Sei que os mondanos entenderão isso aqui no final)

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