A idéia do sistema de cotas, como proposta inicialmente, visa equacionar socialmente, culturalmente e/ou financeiramente diferentes ‘raças’ (indo na contra-mão da evolução humana-histórica que cada vez menos diferenciaria pessoas pela cor da pele). “O estabelecimento de cotas pretende diversificar a composição racial da elite brasileira” (Folha de São Paulo).

Com o objetivo de que o corpo discente das universidades públicas seja um retrato da população local, reservarão vagas para “tipos definidos” de acordo com sua proporção na população da região. Ou seja, se 40% da população é negra, um número proporcional de vagas deve ser reservada para negros no vestibular. Para isto, em Brasília, já foi criado um comitê de classificação de pureza racial (e qualquer semelhança com o Apartheid não é mera coincidência).

Agora, a minha proposta: Se a intenção é diminuir a discriminação e incluir socialmente, não precisamos parar na questão racial. Tomando como base o mesmo Censo do IBGE, vamos além!

Que seja reservada uma cota de 73% das vagas exclusivamente para alunos católicos, ficando 15% para os evangélicos e o restante para as demais religiões.

Que 7% das vagas sejam reservadas para pessoas analfabetas com mais de 20 anos (Ué, por que não? Ninguém está interessado se vão conseguir acompanhar os estudos mesmo…).

Que haja 81% de estudantes da área urbana, e 19% da área rural.

Em cada faculdade, deverá haver oferta igualitária de vagas para homens e mulheres (Bom! Isso resolveria o problema da USP São Carlos, com maioria masculina esmagadora).

Devem ser destinadas 14% das vagas para portadores de deficiências.

E mais, vamos acabar com outros preconceitos, reservando novas cotas e gerando mais alguns comitês.

Já perceberam que a grande maioria dos universitários são pessoas bonitas? Que discriminação! Vamos reservar uma cota exclusiva para alunos feios, criando um Comitê de Beleza (ou de Feiura).

Reservemos um percentual proporcional também à população obesa. Afinal, os obesos também sempre sofreram preconceitos. Então vamos criar o Comitê de Controle de Obesidade – com mais de 100Kg, você pode reivindicar sua vaga.

Alguns comitês vão ter cotas reversas. Assim, os descendentes de orientais que costumam povoar em grande número as universidades, estariam com suas vagas restritas à sua proporção na população.

Podemos criar também um Comitê de Análise Psiquiátrica, para que os loucos também tenham seus espaços.

Enfim, podemos criar uma infinidade de cotas, para garantir que todos tenham sua representatividade. Assim, podemos ter percentual de canhotos , de hemofílicos aidéticos, de daltônicos, etc.

Certamente, o próximo tipo a ter seu percentual garantido (e por isso nem é preciso brigar) são os homossexuais.

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