Hora e meia nos deparamos com situações que colocam em xeque a velha máxima de que, apesar do racismo ser realidade em nosso país, não temos uma cultura racista, ou seja, o mal existe, mas deve ser tratado como questão individual e não social, pois racistas se mostram presentes em qualquer lugar e devem ser coibidos através de lei, etc, etc, etc, e, em âmbitos gerais, o brasileiro não é racista. O americano sim, o brasileiro não, por causa disso, mais isso e aquilo, que você, leitor, deve estar cansado de ouvir ou mesmo repetir por condicionamento.

O programa Roda Viva de 4 de setembro, apresentado pela TV Brasil e disponível na internet, protagonizou uma dessas situações. O entrevistado era o sociólogo Demétrio Magnoli, crítico das cotas raciais e de políticas que incentivam um “racismo de Estado”, onde seres humanos são etnicamente definidos em lei pela cor da pele ou ancestralidade, como acontece nos Estados Unidos. Segundo Magnoli, a segregação oficializada encorajaria outra de cunho social de maneira inédita em nosso país, afastando-nos de nossa natureza etnicamente gregária, onde, no fundo, não dividimos pessoas em “raças” durante nosso interagir cotidiano. Lá pelo terceiro bloco do programa, o escritor Paulo Lins desafiou essa visão, e seu desafio culminou numa saia justa quando o mesmo declarou que todos na mesa sabiam porque ele era o único negro presente, enquanto, por trás das câmeras, havia muitos outros cumprindo funções subalternas. O mal-estar durou uns minutos até que ele e a apresentadora Marília Gabriela achassem um jeito de contornar a situação.

A dissonância entre Lins e Magnoli é a dissonância entre o Brasil das palavras e o dos fatos. Todos sabem que não existe raça. A genética já mostrou isso. Mas daí a imaginar que os costumes assimilaram ou assimilarão essa idéia em breve é outra história. O caráter cultural – em vez de natural – da etnia não diminui sua força de verdade, não nos faz reprogramar nossos inconscientes e apagar a carga histórica que nos foi implantada e para a qual servimos como elos no leito de um rio gigante iniciado muito antes de nascermos. Podemos sim, influenciar o fluxo e o direcionamento desse rio para as gerações seguintes, mas a discussão do tema não se limita a um futuro longínquo, a como será a vida dos netos e bisnetos de quem, no presente, requisita o auxílio de ações afirmativas. Em suma, não dá para falar no tema sem considerar a existência das “raças”, ou “cores”, ou “etnias” do Brasil, ainda que elas habitem mais a informalidade das relações do que os postulados e papéis timbrados. Isso não as torna menos presentes, ou reais. Pelo contrário. O que é a lei do papel sem a prática? Melhor o oposto, não? Admitir nossas idéias de cor, ainda que difusas ou contraditórias, nossos “quadros étnicos” para que se neutralize seu poder segregador no Brasil “de carne e osso” e se crie uma igualdade real em vez de abstrata, mesmo que para isso seja necessário realçar diferenças em vez de camuflá-las sob a fachada da miscigenação “que não vê cores”. A revista Raça Brasil, quando contrabalança a ínfima presença negra em publicações “multiraciais” de caráter similar, faz isso; e não é racista, como muitos dizem. A multiracialidade brasileira é uma verdade, como também é sua natureza desigual. Ela não prega as virtudes de todas as “raças” de modo equidistante, por exemplo. É viciada. Torta. Contaminada com séculos de um Brasil envergado, escravista, cheio de “complexos de vira-lata”, racista nas linhas e entrelinhas por duzentos motivos. Enumerar esses motivos, as diferenças, o tratamento diverso para com cada componente de nossa idolatrada mistura não é atentar contra a mistura, mas contra as injustiças que ela abriga.

A rota principal para se fugir dessa questão é mantê-la no âmbito individual. “Existe racismo no Brasil, mas o Brasil não é racista.” Quando dizemos isso, afirmamos categoricamente que o racismo é um problema do outro, não meu, não “nosso”, e isso funciona como um álibi para mantermos seu lado institucional intocado. O grande racismo a se combater no Brasil não é o de meia dúzia de neo-nazistas, que levam a culpa por todo o resto, mas o do dia-a-dia, da “patroa e empregada”, da Casa Grande e Senzala, onde todos “se dão bem” e cada um conhece seu lugar. “Sinhozinho”, “coroné”, o Brasil colonial que se repete na letra miúda do cotidiano. O olhar torto de desprezo, o guarda desconfiado, uma frase mal dita ou interpretada, idéias de limpo e sujo, feio e bonito, burro e inteligente, “melhorar a raça”, cabelo ruim, elevador de serviço, exclusão dos referenciais de desejo coletivo refletidas na auto-estima de quem neles não se vê, admissão de um negro para excluir os demais “sem ser racista”, cabeças baixas por inércia, postura indignada quando o preto foge do script, e, claro, a irrupção do racismo coletivo velado no comportamento individual declarado. Nessa hora, vemos a sujeira sair e culpamos o autor, que, na maioria das vezes, era só mais um elo da grande rede, não tão diferente dos demais, mas que se permitiu romper. O racismo da rede cai matando sobre ele; expurga-o de seu seio para purificar a imagem e a idéia que tem de si, mostrar-se correto, “do lado bom”, e que o racista era uma exceção. Não era. E enquanto nossa relação com esse preconceito se limitar aos flagrantes, aos “casos isolados”, manteremos sua força no inconsciente coletivo que ampara as palavras do detrator. No fundo, pouco mudará, a não ser para quem cometeu o pecado de quebrar o silêncio. O problema de saias-justas como a do Roda Viva é o medo que todos têm de ser o próximo, e nos esquecemos que o mal maior não é o indivíduo, mas as idéias que ganham vida dentro dele e transitam impunes depois do “hospedeiro” ser exposto. Não defendo, claro, a não-punição para o crime de racismo, previsto em lei, já que se deve atribuir reponsabilidade ao autor por sua coduta e papel na manutenção do estado geral das coisas. Tampouco alego que somos racistas em igual proporção. Somos, sim, igualmente vítimas de um mesmo “ar cultural” que carrega o veneno em suas entranhas e nos faz absorvê-lo na educação e interação, comumente sem saber, até que, em ato falho ou descontrole, o racismo emerja da fonte mais insuspeita. Talvez nem ela conhecesse esse seu lado. Por isso, é insuficiente atribuir aos flagrados todo o peso de um problema que possui seu lado pessoal, mas tem raízes e causas culturais. Se não as conhecemos, fica complicado combatê-las com a postura individual adequada, e acabamos por alimentá-la com o silêncio ou com discursos vazios.

 

Um dos grandes buracos nominais na lei de discriminação é o direito do homossexual. Na lei 7716/1989, a lei de discriminação e preconceito, os homoafetivos não são citados.

Nos últimos 10 anos tramitam-se entre as Casas Legislativas propostas de alteração da lei 7716, algumas já efetivas, inclusive. Porém, a mais recente (e muito próxima de ser aprovada) é a alteração que inclui o homossexual e uma série de novos textos para especificar meios de discriminação.

Há 3 anos essa proposta de texto tem gerado rebuliço nos meios religiosos, principalmente nos cristãos não-católicos. O motivo é parte dos textos propostos ao artigo 8. Alguns juristas dizem que caso o texto proposto seja aprovado, ele geraria uma série de possibilidade de brechas que colocaria igrejas em uma situação complicada.

O mais polêmico é o trecho que classifica como discriminação coibir o homossexual de qualquer tipo de demonstração de afeto onde um heterossexual o possa fazer. Há uma interpretação jurídica de que isso incluiria a cerimônia de união religiosa, uma demonstração pública de afeto. Há juízes, como na vara de Campinas, que já se manifestaram favoráveis a esta leitura do texto proposto.

O problema se constrói no momento que isso iria de forma contrária a doutrinas comuns as igrejas cristãs, contrárias a prática de ato e relacionamento homossexual em seus dogmas.

Vale ressaltar que a única igreja cristã declaradamente baseada em tradição é a ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) e que suas crenças estão sujeitas a modificações segundo encíclicas e concílios. Ou seja, a partir do momento que as demais religiões se adaptam as necessidades seculares elas perdem seu vinculo dogmático, perdendo então seu sentido como religião, se tornam uma mera ferramenta instrumental de ética e valor moral (tema será aberto de forma mais profunda e explicativa em texto futuro).

E esse exato motivo gerou a carta da reitoria do Mackenzie, catalisador desta polêmica. O Mackenzie é gerido pelo Instituto Presbiteriano, o que advém que apesar de seus alunos, a instituição apregoa a si o caráter confessional, firmado em valores defendidos pela Igreja Presbiteriana.

O fato da carta se posicionar de forma contrária ao texto proposto é natural, já que a Universidade Mackenzie é gerida por uma igreja protestante. Porém, foi interpretado de forma equivocada, como fosse manifesto homofóbico. Porém, era preciso ler prolixidade do Chanceler para entender que por mais ortodoxo, o posicionamento da instituição era que para se assegurar os direitos dos homossexuais não fossem afetados os direitos de liberdade religiosa e de opinião, devido à ambigüidade e amplitude do texto proposto para a lei 7716.

É evidente que uma série de direitos ainda não é assegurada aos homossexuais e que tais devem ser. Porém, para tal, não se deve cometer retrocessos em outros segmentos sociais. É fundamental que avancemos nas questões de direitos civis e combate a discriminação em todos os âmbitos e campos sociais. Mas é preciso que a sociedade avance nessas questões de forma homogenia, sem comprometer conquistas anteriores e direitos civis de outros segmentos.

A ideia de assegurar de discriminação ao homossexual como crime é louvável. Porém, deve-se fazê-lo de forma equilibrada, para que não se cometam acessos combatem discriminação onde só há discordância.

A seguir a carta do Chanceler Augustus Lopes:

“Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

Leitura: Salmo
O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie”

 

Canetas

Pegar uma caneta e rabiscar algo: situação comum que nos acompanha desde antes dos tempos de escola. Mas nem sempre foi assim, fácil. As primeiras escritas foram feitas com objetos de madeira ou ossos pontiagudos que marcavam tijolos. Na era do papiro usavam-se objetos – como penas de ganso e bambu – molhados em tintas vegetais. Tempos depois surgiram outros modelos que foram aperfeiçoados até a maneira que conhecemos hoje.

Para muitos profissionais é uma preciosa ferramenta, necessitando estar sempre à mão. Para poucos representa capricho, estilo, coleção. Para outros, inspiração: facilita o processo de transformar pensamentos e sentimentos em letras num papel. Caneta é um objeto simples que pode custar de centavos a milhares. Pode ser industrializada, artesanal, improvisada e, agora, ecológica.

No mercado já existem disponíveis modelos feitos com material reciclado, como: papel, papelão, embalagens tetra park, pet, serragem de madeira, reflorestamento de eucalipto, etc., e material plástico biodegradável. A principal diferença é que a embalagem de uma caneta comum pode demorar 400 anos para se decompor na natureza. As canetas biodegradáveis levam em média 180 dias.

A função é a mesma. A vantagem é que a utilidade e a inspiração podem se unir à responsabilidade.

O planeta agradece!

 

Referências:

Plásticos Biodegradáveis:

http://www.resbrasil.com.br/

http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=LBIt-iJC_NU

Canetas ecológicas:

http://www.canetasecologicas.com.br/

Bic ecolution:

http://www.bicgraphic.com/servlet/OnlineShopping/bgb?DSP=670

 

Acredita-se que o ser humano é movido por uma força universal. A saga Star Wars (Guerra nas Estrelas) utiliza este mesmo nome: a força. Algumas religiões classificam como Deus, fé, amor, etc…; Freud como pulsão; Schopenhauer como vontade; enquanto outros denominam lei mística, poder do pensamento e assim por diante.

Dentre todas as criaturas do planeta Terra, o homem é o detentor da consciência, de sua condição como vivente. O fato de conter essa força o torna, em parte, um “super ser”. Porém, acima de tudo, humano. O lado humano, teoricamente, justifica as fraquezas. Sabemos das coisas. Sabemos como funcionam, porém, não há esforço de massa para alterar uma realidade, a menos que sejamos diretamente afetados por esta de forma negativa. É ilusão pensar que não somos. Mas enquanto não acontece o pior do pior do pior, nos acostumamos a esperar um pouco mais.

Dessa tolerância vem a degradação. Falo de pessoas, do meio ambiente, de valores, de ideais, de sentimentos… Nos enchemos, dia após dia, de algo demasiadamente raso. Mas, nem tudo está perdido. Não vamos esquecer o nosso “super” que permite realizar boas façanhas. Com ele sabemos que “yes, we can”!

Sabemos que para mudar é simples: basta começar. Basta darmos o primeiro passo na mesma direção.

Pessoas andando
Imagem retirada do site www.jubarreto.wordpress.com

 

 

1 GOALJunte Jessica Alba, Matt Damon, Shakira, John Legend, Pelé, Bono Vox e Rainha Rânia apoiando uma causa, qual seria ela? Aproveitando a edição africana da Copa da FIFA foi criada uma iniciativa interessante: 1GOAL, Education for all.

A Campanha reúne artistas, jogadores de futebol e outras personalidades mundiais com a intenção de realizar uma petição que sensibilize os governos de toda parte do planeta a investir no acesso à educação para todos. Ao menos a educação básica.

A idéia é reunir o máximo possível de assinaturas on-line no sitewww.1goal.org e apresentar a petição aos governantes. Diz a petição “This World Cup I support 1GOAL: Education for All and call on world leaders to provide education for 72 million children worldwide by 2015”. (Nesta Copa do Mundo eu apoio 1GOAL: Educação para todos e convoco os líderes mundiais a prover educação para 72 milhões de crianças ao redor do mundo até 2015).

Participe você também. Basta acessar o supra citado site e realizar sua assinatura. Você pode ainda optar por receber atualizações sobre a campanha.

Até agora foram 14.918.675 assinaturas, e contando…

 

A primeira impressão é a que fica! Um currículo bem elaborado é um diferencial que poderá não apenas estimular o entrevistador a convidá-lo para participar de um processo seletivo, mas também diferenciá-lo dos seus concorrentes, portanto, investir tempo e prepará-lo com capricho não é nenhum tipo de perda de tempo, mas sim uma importante estratégia para sua recolocação. Sendo assim segue algumas dicas de como elaborar seu currículo e evitar algumas incoerências que podem eliminá-lo em um processo seletivo:

  1. Os “Dados pessoais” colocados no início de um currículo facilitam a identificação do candidato. É totalmente desnecessário colocar número de documentos como CTPS, RG, CPF ou referências pessoais, exceto quando solicitado pela empresa. Geralmente documentos são solicitados em etapa de admissão. Antecipá-los em seu currículo passa freqüentemente a imagem do famoso “encher linguiça”.
  2. Crie um e-mail com topografia profissional. Evite e-mails do tipo Boy_pegador@provedor.com.br, edugostosao@provedor.com.br, vivian_gata_da_nigth@provedor.com.br . O e-mail é o seu endereço eletrônico e passa um micro recorte de sua seriedade profissional / credibilidade.
  3. Indique somente uma área de interesse. Caso queira se candidatar a oportunidades de áreas diferentes, é recomendável ter mais de um currículo com objetivos distintos. Com esta medida, você transmite uma conduta de assertividade e foco em resultados ao invés de desespero e confusão.
  4. Lembre-se de que o campo de “qualificações” é um espaço para confecção de um resumo e não um livro. Destaque no máximo quatro ou cinco principais qualificações adquiridas em experiências de trabalho formais e informais. Suas inúmeras habilidades certamente serão avaliadas ao longo do processo seletivo, ou seja, nas entrevistas, nas dinâmicas, nos testes, etc.
  5. Ordene o campo 5 de sua atual ou última graduação para a primeira, obedecendo a seqüência: Curso, Instituição de Ensino, Ano de conclusão ou ano de início e término. Coloque nível técnico ou ensino médio apenas quando for relacionado á formação atual ou área de interesse. O mesmo vale quando já tiver cursado mais de uma graduação.
  6. Mencione o nome da empresa e o período em que atuou lá. Colocar informações sobre a empresa mostra que você se preocupou em contextualizar informações (Por exemplo, empresa XX fabricante de tintas onde atuei como analista de….) para quem analisa o currículo. Não colocar a data de entrada e saída é uma dica para o selecionador elaborar hipóteses como: a sua falta de atenção, uma tentativa de esconder que ficou pouco tempo naquela empresa, etc.
  7. Descreva sua experiência de forma objetiva, sempre respondendo Contextos, Ações e Resultados.
  8. Ao citar idiomas, detalhe seu nível de proficiência. Não coloque “básico” só para preencher espaço no seu currículo.
  9. Experiências de intercâmbio também são muito valorizadas, principalmente se a vaga for para empresas multinacionais.
  10. Inclua no campo de formação complementar os treinamentos e cursos que fez, desde que tenham afinidade com a futura área de atuação. Reflita: ninguém se candidata a uma vaga de auxiliar contábil demonstrando que fez curso complementar de cabeleireiro ou auxiliar de cozinha…Pense sempre na coerência daquilo que você está escrevendo.
  11. Aproveite o campo de atividades complementares para valorizar atividades exercidas por você no meio acadêmico e social, seja a participação em congressos, estágios, etc.

Currículo

Eduardo Alencar destaca ainda, outros importantes aspectos a serem observados:

Conteúdo geral – O currículo deve ser o mais objetivo e conciso possível, evidenciando suas habilidades, conquistas e experiências. Mencionando apenas o necessário para demonstrar que você tem o perfil desejado. Evitando mentiras ou informações que possam colocar você em uma saia justa nas demais etapas do processo seletivo.

Layout / aparência – Logo após dados pessoais, objetivo e qualificações, o profissional que opta por colocar a experiência profissional primeiro, demonstra valorizar esse aspecto. Quem prefere colocar formação acadêmica, dá ênfase a esse ponto. Dê ênfase ao que você tem de melhor…nos casos de ser o seu primeiro emprego por exemplo, opte por priorizar a formação acadêmica! Não há modelo certo ou errado de lay out, o que prevalece para sua confecção é a descrição. Seja discreto, seu currículo não é um outdoor, ele é um cartão de visitas que resume as suas qualificações e trajetória profissional.

Fontes e cores – Para um currículo mais tradicional, opte por letra Arial, tamanho 12 cor preta impressos em folhas brancas A4. Profissionais de outras áreas como o marketing e a publicidade podem variar um pouco mais.

Atualização – O currículo é o primeiro contato da empresa com você. Insira as informações mais recentes e relevantes. Parece brincadeira, mas recebemos inúmeros currículos cujo candidatos se esqueceram de colocar ou atualizar os telefones.

Número de páginas – O currículo deve ter 01, no máximo 02 páginas para profissionais em início de carreira e 02 para profissionais mais experientes e sem limites para vagas acadêmicas (professor, pesquisadores, cientistas, etc).

Para quem não tem experiência profissional – Aproveite o campo Atividades Complementares para mencionar trabalhos voluntários, trabalhos acadêmicos premiados, monitorias na faculdade, atividades em centro acadêmico, empresa Junior ou comissão de formatura, entre outros.

Foto – Coloque sua foto somente se for solicitada pela empresa. Nesse caso, use o bom-senso e evite imagens de regatas, óculos escuros, fotos com a família, decotes, maquiagem exagerada, fotos em família, etc.

Estética – O texto limpo permite uma leitura agradável. Se você for imprimi-lo, capriche no papel e o modo de apresentação. Se enviar por email, envie em formato doc. Nunca esqueça de justificar o texto / formatá-lo adequadamente.

Assinatura – Não é necessário assinar o currículo, pressupõe-se que você assume uma vericidade junto as informações mencionadas no ato da entrega.

Ortografia – Tenha cuidado com esse aspecto extremamente relevante. Use um corretor ortográfico, revise a digitação ou peça para pessoas mais experientes revisarem o conteúdo. O recrutador perceberá quando o erro foi de digitação ou de ortografia, principalmente se a vaga exigir competências técnicas voltadas a língua portuguesa.

Lattes – Profissionais da área acadêmica devem inserir o link para acesso ao seu currículo em plataforma lattes.

Seguindo estas orientações, seu currículo agregará maior probabilidade na convocação das etapas de entrevistas. Volte e relate-nos sobre as suas experiências de recolocação.

Boa Sorte!

 

Água
foto retirada do blog Jornalismo Unip Vergueiro

Muito se tem falado sobre o consumo consciente dos recursos naturais do nosso planeta, pois são de grande importância para o equilíbrio da vida na Terra. A água, em particular, vai além, classificada como essencial para a manutenção de toda a vida.

Em geral os assuntos de preservação ambiental são abordados enfatizando o futuro do planeta para as próximas gerações. Mas já que estamos aqui vamos pensar no presente, onde longe das nossas rotinas diárias, nossas atitudes já afetam a natureza, os animais e até mesmo as pessoas. Não podemos esquecer que somos parte deste ciclo.

Imagine um lugar bonito, um ponto turístico em meio à natureza, onde seja possível visitar ou levar a família para passear. Imagine este mesmo lugar com as águas poluídas. É inevitável a degradação de tudo ao redor…

Mudanças no hábito de consumo são necessárias para o início da grande transformação que o planeta exige. Consumir de maneira responsável para a qualidade de vida hoje, amanhã e sempre.