imagem de sandaliamelissa.blogspot.com

Com formas, desenhos, cores e cheiros para admiradoras cobiçarem a coleção inteira, a melissa é o objeto de desejo de muitas mulheres. Seu conforto por vezes é questionável, mas não o suficiente para sair dos pés de quem a possui. Em vez de deixadas para escanteio, o que ocorre é uma vasta procura para solucionar a dor e curar as feridas ocasionais. Há opções que vão de bandaid até plaquinhas da borracha EVA, moldadas no calcanhar.

Há muito se sabe de mulheres que compram sapatos – mesmo que estes não sirvam – apenas por sua beleza. Se antes o motivo era exclusivamente a antiga paixão feminina por calçados, hoje temos novos bons motivos para adicionar a esta paixão: estilo e meio ambiente.

Estilo reforçado por famosos, como Alexandre Herchcovitch e Thais Losso, entre outros, que eleva o sapato, de um simples calçado, para um acessório que coloca sonhos nos pés. O modelo severine vermelho, por exemplo, lembra uma joaninha, que na cultura chinesa representa a sorte e o amor.

Já em meio ambiente o assunto é mais delicado. As melissas de plástico são produzidas em PVC. O Greenpeace é contra o uso do PVC, pois em sua composição pode haver componentes tóxicos que são liberados na natureza quando incinerados ou quando decompostos em aterros sanitários. A boa notícia é que, de acordo com uma matéria divulgada pela revista Época Negócios, a empresa Grendene, fabricante dos calçados melissa, encontrou uma alternativa a favor do meio ambiente: eliminar os componentes tóxicos do PVC utilizado, além de práticas de reciclagem do material, resíduos industriais e água utilizada no processo.

A notícia é uma boa aliada para o consumo consciente, afinal, não torna o sapato perfeito? Bonito, cheiroso, fashion, e caminhando em direção ao ecologicamente correto.

 

Referências

Grendene e o meio ambiente:
http://www.grendene.com.br/www/company/community.aspx?language=0

Matéria da revista Época:
http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/1,,EDG84932-8384,00.html

Greenpeace:
http://www.greenpeace.org.br

O homem desmata um local. A vida ali presente foge ou morre. A falta das árvores desequilibra os solos, as chuvas, agrava o processo de poluição – já que não há método mais eficaz e barato para a absorção do gás carbônico – entre outros fatores.

Com o avanço tecnológico e todo o excesso de consumo dos recursos naturais de modo insustentável, tendo os resíduos lançados na atmosfera, no solo e nos rios, o planeta adoeceu, apodrece, superaquece. O gelo dos oceanos derrete rapidamente, o que acelera o total desequilíbrio do clima.

A ministra dinamarquesa de Clima e Energia, Connie Hedegaard, em uma entrevista para a Veja, revelou que em 2004 recebeu informações de que em 30 anos o derretimento do gelo no Ártico iria permitir a navegação do Mar do Norte com o Oceano Pacífico. Em 2008, 4 anos depois, a passagem já era livre do gelo.

Por todo esse ciclo, um a cada cinco mamíferos, entre outras espécies, está ameaçado de extinção. As baleias que passeavam pelas praias brasileiras do sul estão vindo para o sudeste. Os pingüins se perdem em correntes marítimas e vão parar no Rio de Janeiro. Como se não bastasse tudo isso, em volta do nosso planeta está repleto de lixo espacial.

As coisas estão muito erradas aqui gente! E o mais irônico é que estamos destruindo o planeta, a natureza que existe nele sem compromisso algum! E quando ele quiser se vingar? Acredito em todo o poder que a natureza possui. E em algum momento ela vai retribuir. Vai nos expulsar como um vírus – que de fato somos – e vai continuar existindo.

Até quando vou esperar para agir com consciência? Não gosto de tomar banho rápido, levar sacola de feira para o supermercado nem tampouco lavar os plásticos para reciclagem. Mas sei que não tenho mais escolha. Sei que posso fazer diferença junto com outros que já começaram.

A vida pede vida.