Você já ouviu falar em biotipo? Quantas vezes você já falou ou ouvir falar “ele é magro de ruim?” Ou que “se ele comer um bombom, desanda a engordar?” Ou até mesmo “como ela consegue ter esse corpo tão bem feito sem fazer dieta?”. Logo colocamos a culpa no biotipo, mas será que isso é válido? Existe uma explicação científica a respeito dessa máxima de que temos tendência para engordar, emagrecer ou até mesmo ganhar massa muscular com mais facilidade que outros.

Primeiramente, vamos utilizar a palavra SOMATOTIPO, proposta por Sheldon, que é o termo mais adequado para se referir às classificações físicas do corpo humano, ao invés de BIOTIPO.

Quando nascemos, carregamos informações genéticas de nossos pais que nos impõem uma séria de características como: predominância do tipo de fibra muscular, tamanho dos ossos, número e tamanho dos adipócitos (células onde são armazenadas as gorduras excedentes), entre outras inúmeras que nos dão o caráter mais importante ao homem: a individualidade.

De acordo com o somatotipo, todos nós nos enquadramos mais ou menos em uma dessas classificações:

– ENDOMORFO – se caracteriza pela harmonia e regularidade do corpo. Geralmente apresentam arredondamentos principalmente na região do tronco e nos quadris e tem como principal característica à tendência para o armazenamento de gordura. Ex: Jô Soares, Fausto Silva.

– MESOMORFO – apresenta corpo anguloso com musculatura dura e proeminente. Os ossos são grandes e recobertos por músculos espessos. Apresentam geralmente um tórax mais largo e cintura esguia, antebraços largos e abdômen espesso. Apresentam uma facilidade extrema de ganho de massa muscular. Ex: Mike Tyson, Arnold Schwarzenegger.

– ECTOMORFO – apresenta corpo esguio, os ossos são pequenos e os músculos finos, sem apresentar muita proeminência. São os indivíduos magros. Ex: Marco Maciel, Gandhi.

Os exemplos acima foram citados apenas para visualização e assimilação dos conceitos de endo, meso e ectomorfia, não significando que eles apresentem apenas estes componentes. Não existem indivíduos que apresentem apenas uma das classificações. O que acontece é que uma dos somatótipos é mais predominante do que outros.

Sheldon apresenta um valor numérico para as morfias plenas igual a 7 e então classifica como suposto endomorfo pleno com proporção 7-1-1, como mesomorfo 1-7-1 e como ectomorfo 1-1-7.

Dentro dessas relações acontecem as variações e tendências como, por exemplo: se um indivíduo apresenta uma proporção 3-6-2, ele é um mesomorfo, com características boas para ganho de massa muscular, mas também apresentando uma característica de armazenamento de gordura. Um indivíduo de proporções 1-3-6 é um ectomorfo, magro, com alguma tendência para ganho de massa muscular, mas com tendência irrisória para armazenar gordura. Um indivíduo 5-2-1 é um endomorfo, engorda com extrema facilidade.

Através dessas informações, Heath e Carter desenvolveram um formulário para a concepção desse somatotipo proposto por Shledon, levando em consideração diâmetros ósseos, dobras cutâneas de gordura e perimirias, para chegar a um resultado mais próximo do real.

Como descobrir seu somatotipo? Procure um profissional de avaliação funcional em sua academia. Talvez assim descubra porque seu amigo malhou 2 meses e já ganhou 2 cm de braço e você não, ou porque sua amiga é magrinha, come horrores e não engorda e você faz dietas e não perde um mísero quilo sequer.

Cada um de nós tem sua individualidade e temos que respeitá-la, aceitá-la e fazer o possível para melhorá-la e não modificá-la.

 

BIBLIOGRAFIA

FOX & MATTHEWS. Bases Fisiológicas da Educação Física e dos Desportos. pp 373-376

 

2 pensamentos em “Biotipo x Somatotipo

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