eu me perco. simplesmente quando ele me olha meio de lado. surrupiado. roubado. ou quando deitada ele se deleita da minha pele e me enche de beijos. eu me encontro quando percebo que minha metade é assim, humana demais. que ferve demais. grita. não se acalma. eu me disperso, quando ele chega manso. ou quando com palavras me enche de rubor. eu me importo, quando estas podem ser mais fortes do que aquilo que eu suporto. são tão duras que me faltam algumas para a resposta. eu fico inebriada, anestesiada ao ser despida com os jeito malandro ou quando ele se encaixa em meus quadrantes. com seu jeito de homem menino que me encanta. sou menina, criança quando ele me gasta, irrita, só pra me fazer montar uma careta na face. a gente se diverte, ri a beça mas silencia. cala. e nosso silêncio desta vez não grita. ele cala com a gente. eu me despedaço, quando vejo que logo termina. que tão logo não vou sentir seu gosto em minha saliva, que não vou manter-me quente logo de manhã e percebo que não cabe em mim mais o que tanto lutei pra não ter. esse amor bandido surrado, vedado e sincero que com ele vem e tanto me satisfaz.5

Porque ele é poesia.

Porque lança olhares
E sorrisos
Que compõem a estrofe mais mágica
Que já existiu.
E seu riso
É de fazer rir o coração.

Porque seus abraços
Encaixam
Como rimas.

Porque seu corpo
Tem a harmonia
De rendondilhas.

Porque seu toque acalma
Ou agita.

Porque ele me faz bem.

E eu não me atrevo a escrever além
Desses versos sem métrica
Pois ele
É que é a poesia.

Não acreditem em tudo o que lhes dizem os livros; o caminho que descrevo agora não é um ciclo.

Sinto meu coração partido.
Partido em três pedaços grandes e bem definidos: o átrio direito, o ventrículo direito e todo o lado esquerdo.O átrio direito recebe o que há de pior em mim, até porque não saberia lidar com o que há de melhor. Recebe meu sangue pobre, meu amor pobre. Sem oxigênio. Sem valor. Sem nada. E, também sem muito esforço, manda meu amor pobre pro ventrículo direito. Ele não sabe, mas a valva não permite que esse meu amor volte.

O ventrículo direito recebe esse sangue sem saber por que, mas percebe logo que é um amor sem vida. Um amor sem amor. Mas o ventrículo entende e, num ato de piedade, se esforça pra tentar enriquecer esse amor, enviando-o aos pulmões. Ele sempre sabe do que preciso.

E, então, tenho agora um sangue rico; um amor cheio de vida.

E tu és o lado esquerdo deste meu coração partido. És quem recebe o melhor de mim, o meu melhor sangue, o meu melhor amor. Acolhes meu sangue com carinho em teu átrio e, cuidadosamente, me lança ao teu ventrículo. Num abraço forte e confiante, teu ventrículo faz com que esse amor bom se espalhe por todo o meu corpo.

E renova-me. E faz-me bem.
Renovas-me. Fazes-me bem.

Fizeste com que eu me amasse mais.
E por isso, mas não só por isso, amo-te.
Sempre. E pra sempre.