E ontem não fez sol.
Dia monocromático, em preto, já que ausentes a luz dos teus olhos e as cores do teu sorriso.E ontem não fez lua.
Noite gélida e deserta, já que ausentes o calor do teu abraço e a tua doce companhia.

Mas ontem fez chuva.
Uma chuvinha miúda, triste e constante, como se a natureza também chorasse a tua ausência.
Lá fora, chuva.
No meu rosto, tempestade.

O último feixe de luz se apagou por volta das 3h da manhã. O último suspiro. O último batimento.
Desde então, a sombria escuridão da madrugada vaga ao meu lado, rindo, talvez, da minha angústia, do meu desespero, da minha espera.

Mas eu ainda espero. Ainda espero pela aurora.
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