Minha “vó” faleceu em 1994. Eu tinha apenas 14 anos e ela 64. Foi cedo demais para quem sonhava conhecer a França. Cedo demais para que eu pudesse sentir sua falta. Quando completei vinte anos, decidi escrever sua história. Descobri traços de sua personalidade passados de mãe para filha. Traços passados de filha para neta. Comecei admirá-la como adulta. Lamentei não ter ficado mais tempo ao seu lado. Lamentei não tê-la visitado mais vezes. Não ouvi suas histórias pessoalmente. Não a abracei tanto quanto deveria. Já quase não lembro de sua fisionomia senão por retratos. Mas ela será eternamente a minha avó onde quer que esteja. E por isso jamais abandonou meus cadernos e escrita. Sua história de vida é tão linda quanto os romances que lia. E por isso precisei dez anos para concluí-la. [Apesar de não considerá-la terminada ainda.] Minha “vó” se tornou página, livro, narrativa e história. E se um dia ela quiser, agora posso levá-la através das palavras para passar uma tarde em um café de Paris.

Bolo de Chocolate

Quando os espanhóis aportaram em terras americanas, descobriram que alguns dos povos que ali viviam tinham por costume em seus rituais usufruir uma bebida amarga feita de um fruto estranho: o cacau.

Resolveram, então, levar o costume para a Europa, adicionando, contudo, o açúcar para tornar a bebida mais aprazível a seus paladares. Mais tarde os suíços adicionaram o leite e a mistura cremosa foi evoluindo para o que hoje conhecemos como chocolate.

O chocolate já foi condenado: muita gordura, muito açúcar e poucos nutrientes. Era a perdição de quem estava de dieta, a salvação de que sofria por amor, o presente romântico ideal. Hoje, após diversos estudos mundo afora, reconhece-se que estavam certos os astecas e afins: o ideal é consumir o chocolate com maior teor de cacau e menos gordura vegetal hidrogenada. São os conhecidos chocolates amargos.

Esses alimentos são ricos em flavonóides e anti-oxidantes, o que contribuem para a manutenção das células.

Caíram, também, os mitos de que o chocolate é responsável pelo aparecimento de espinhas. Eco isso surgiram os tratamentos estéticos a base de chocolate. São máscaras faciais, massagens corporais e até mesmo produtos capilares. Difícil é resistir à tentação de comer os produtos, já que o aroma marcante do chocolate nos impregna.

Vício

O chocolate, é claro, deve ser consumido com moderação. Uma vez que este não é feito somente de bons elementos, e contém substâncias que podem causar dependência. O perigo, então, não está necessariamente no excesso dessas substâncias, mas novamente, no excesso de gordura e açúcar que acaba-se por consumir junto. Uma recomendação é: coma bons chocolates! Leia sempre o rótulo e escolha pela menor quantidade de gordura vegetal hidrogenada (de preferência escolha aquele que não tiver este tipo de gordura) e maior concentração de cacau. Assim você poderá dizer que está consumindo um alimento saudável, quando te apontarem a questão: “mas você não estava de dieta?”

Receita: Brigadeiro

É óbvio que todo brasileiro deve saber fazer brigadeiro, principalmente se for pra comer de colher e não precisar acertar o ponto de enrolar, não é mesmo? Pois existem alternativas que podem deixar seu brigadeiro ainda saboroso, porém menos calórico e mais saudável: as substituições.

1 lata de leite condensado – 1 lata de leite condensado desnatado

4 colheres de sopa de achocolatado ou chocolate em pó – 4 colheres de sopa de cacau em pó sem açúcar

1 colher de sopa de manteiga – 1 colher de sopa de manteiga light (aquela que é menos gordurosa)

É só jogar tudo na panela, em fogo brando,misturar até começar a soltar do fundo da panela, esperar esfriar e se deliciar. Mas lembre-se de dividir o prato de brigadeiro com alguém, para não bater aquela culpa depois. Bon Apetit!

 

Vamos começar por partes. Definição. Afinal o que é música? Se recorrermos ao dicionário, encontraremos: “arte e ciência de combinar harmoniosamente os sons” ou “qualquer conjunto de sons agradáveis”. Combinar harmoniosamente? Sons agradáveis? Ora bolas… Se um indivíduo não acha harmonioso, tampouco agradável o ritmo frenético do funk carioca ou as guitarras ensurdecedoras do rock clássico ou os estrondos subgraves mais táteis do que audíveis do techno, ou  as milhões de notas por segundo enlouquecedoras do heavy metal, ou as melodias tachadas como “mela-cueca” do pagode, ou as viagens ininteligíveis do jazz ou do rock progressivo, ou qualquer outra particularidade não tão bem aceita de qualquer estilo ou gênero musical, bem… pasmem tudo isso é MÚSICA sim!

Na verdade, não podemos definir o que é música basicamente porque sempre acabamos por terminar na parcialidade. O que é maravilhoso pra mim pode causar náuseas (acreditem, a música tem esse poder fisiológico) em outra pessoa.

Me pego as vezes lendo críticas de álbuns sobre determinado artista e me revolto ao ler quando o crítico em questão alcunha algum trabalho como fraco, ou previsível, ou complicado… Ora, ora… Quem é ele pra determinar se eu devo ouvir ou não alguma coisa? Ou me dizer se essa coisa é boa ou não?

Costumo dizer que a boa música é aquela que invade sem sua permissão. Aquela que lhe usa, abusa… Que lhe faz perder a razão (ou recuperá-la)… Quem nunca sorriu, ou chorou, ou enraiveceu, ou perdoou, ou se encorajou, ou se conformou ao ouvir uma canção? Platão já dizia que “a música é o remédio da alma” e a alma que é o grande pára-raio para essa invasão. E ainda me arrisco a dizer que não temos controle sobre isso. Quando a música “bate”, fica.

E além disso, é pessoal. Como qualquer outra forma de arte: pintura, escultura, cinema, teatro… E mais: vocês já imaginaram um pintor ou escultor que não se inspirasse ouvindo música? Ou um filme sem trilha? Ou uma peça sem ritmo? Música é isso: melodia, harmonia, ritmo. Juntos, separados, ou até ausentes, pois o silêncio também é música.

A música é tão pessoal que podemos produzi-la de qualquer maneira, em qualquer lugar e mesmo assim ainda ser música. Quem nunca assoviou fora do tom no metrô uma música que lembrasse a namorada? Ou cantarolou na fila do pão aquela música que ouviu quando seu filho deu seus primeiros passos? Quem nunca sonhou ser um astro da música quando pequeno? Onde está a ciência nisso? Onde estão os sons harmoniosos? Mas sei dizer onde está a emoção, confortando a razão.Diante disso, como podemos aceitar uma definição de que música é “qualquer conjunto de sons agradáveis ?”. Ora… Agradável é uma brisa no rosto, um dia aprazível, uma boa comida. Não música. Música é mais que agradável. Música é Vida.

 

O negócio é o seguinte: escolhi 10 vilões – cinco calcinhas furiosas e cinco cuecas ordinárias – que marcaram a história do cinema. Ao menos a mim.

Tarefa complicada, porque eu sempre torci para o Gargamel fazer um chá de trombeta com os smurfs, para o Tom cravar os caninos naquele rato metido a sabichão do Jerry, para um dos monstros turbinados pelo Satã-Goss botar no chão o Daileon… Enfim, sou um entusiasta dos antagonistas. Seguem, em ordem aleatória.

Varla Varla (Tura Satana), de Faster, pussycat! Kill! Kill!

Essa aí é o diabo em forma de mulher! Com direito a seios fartos, decote provocante, cintura fina e botas de couro.

Edna (Pat Ast), de Reform school girls

Todo reformatório para garotas que se preze precisa de uma inspetora grande, feia e com ar de sargentona. Pat Ast, com seus métodos nada convencionais, dá conta do recado!

Gogo Yubari (Chiaki Kuriyama), de Kill Bill V.1

Olha o fetiche: japonesa, em trajes colegiais, meias três-quartos e uma bola de metal com espinhos sinistros nas mãos. Gogo é a jovem delinqüente mais estilosa que a mente fértil de Tarantino já produziu.

Beverly R. Sutphin (Kathleen Turner), de Mamãe é de morte

A ex-sexy Kathleen Turner faz de sua mãe serial killer uma das figuras mais adoráveis do cinema underground de John Waters. Matriarca zelosa e preocupada com as questões ambientais. Porém, mexeu com ela, tá lascado!

Bruxa de Blair

Impressionante como uma vilã que não aparece na tela pode deixar o espectador tenso. Eu me lembro da pré-estréia do filme, meia-noite, cinema cheio. Sinistro! Saímos todos renovados com aquela vontade de pegar uma câmera e fazer um filme.

Darth Vader (David Prowse), de Guerra nas estrelas

De que adiantou creditar David Prowse nos letreiros dos três primeiros episódios de Guerra nas Estrelas? Nem a voz era dele. Pois impactante mesmo é a máscara negra de um dos meus vilões preferidos.

Anton Chigurh (Javier Barden), de Onde os fracos não têm vez

Javier Barden é um dos grandes atores do cinema contemporâneo. E seu vilão não poderia deixar de ser inesquecível. A caracterização de Anton Chigurh, com cabelo tosco e olhos esbugalhados, é assustadoramente perfeita!

Chong Li (Bolo Yeung), de O grande dragão branco

Van Damme teve que cortar um dobrado para vencer Chong Li, o terror dos ringues – sempre enfezado e cheio de marra. Ainda mexia os peitinhos só para tirar onda.

Biff Tannen (Thomas F. Wilson), de De volta para o futuro

Apesar de ter um final melancólico já nos primeiros minutos da trilogia, já que o filme começa no presente, Biff Tannen tem lá seus méritos. Com aquele jeito paspalhão, parvalhão, bobo-alegre, é impossível não criar empatia pelo personagem.

Zé Pequeno (Leandro Firmino), de Cidade de Deus

Dadinho é o caralho! O nome dele é Zé Pequeno, porra! O trabalho de Leandro Firmino é impressionante.

 

Desculpem o sumiço, aproveitei 8 meses de planejamento e fui fazer minha primeira viagem para o velho mundo. E depois de muito olhar, perceber, cheirar e absorver vim compartilhar algumas experiências com vocês.

Eis a grande descoberta da viagem: muitas expectativas podem fazer com que certos lugares te decepcionem. Aconteceu comigo em Paris. Não, Paris não é feia, não é suja, muito menos decepcionante. A cidade parece realmente ter saído de uma tela de cinema. E tem direitos absolutos de ser chamada de Cidade Luz por tanta luz mesmo que emana. Mas eles tem um sério problema em receber estrangeiros, e olha que brasileiros são bem queridos por eles, porém, no verão acho que a cidade fica tão entupida de turistas que os parisientes ficam com menos paciência ainda, então qualquer coisa é motivo para ouvir um clássico Je ne sais pas (eu não sei).

Torre Eifel iluminada

As estruturas dos albergues deixam bastante a desejar, e os mais próximos da região central são bemmmm caros, normalmente tem curfew (horário em que não é possível sair do albergue) e os cafés da manhã são horríveis. Porém Paris é a cidade da padaria! Então aproveite..coma muitos queijos (e varie..aliás..varie mesmo!). Pare numa banca de frutas e experimente. e se possível coma um clássico Croque-Monsieur é o mais famoso sanduíche francês. Se for viajar no verão eduque o nariz. É isso mesmo, no verão é complicadinho pois parisiense não gosta muito de tomar banho, então eles tem um cheirinho meio forte..rs..mas algo extremamente necessário a dizer eles são educados, e muito. Pra tudo é Bonjour, Bonsoir e Merci…então faça o favor de ser educado, você ganhará pontos com eles.

Como eu sou metropolitana de natureza descobri que a minha segunda casa no mundo fica em Londres. Isso mesmo. Um lugar onde é possível dizer com liberdade da expressão: VIVA A DIFERENÇA. E diferença mesmo! Você pode andar de ponta cabeça pelado que ninguém vai te olhar, pelo menos não os londrinos. Eles não estão nem ai com o mundo, são bem tranquilos com a diferença. Lá as casas são bem fofas e sem falar que a cidade tem um clima muito gostoso. Fui abençoada por ter pego dois lindos dias de sol, algo raríssimo em Londres. Mas ver a cidade cheia de vida com o sol me fez me apaixonar ainda mais. Sem falar que os tranportes públicos são muito bem sinalizados, uma das melhores malhas metroviárias do mundo e muito bem sinalizadas. Mesmo que você não conheça a cidade é fácil pegar um ônibus de dois andares pra dar uma conferida na cidade pelo ônibus, diferente do metro. Porém se você está com pressa..ande de metro..ele te levará em todos os lugares da cidade. Além disso há um esquema para conhecer cidades próximas por até 5 pounds. Isso mesmo, você pega um ônibus de viagem e paga 1 pond, as vezes, e outras até 5, porém você pode ir até Brighton. Ou até outras cidades, esse serviço é oferecido por duas cias:National Express e pela Megabus. Vale a pena conferir para fazer passeios diferentes.

O albergue que fiquei lá foi um dos que eu mais gostei, o Palmers Lodge. Apesar dele ficar um pouco distante da área central de Londres, ele fica num bairro chamado Swiss Cottage, bem próximo do Hampstead, um dos bairros nobres de Londres, onde é possível encontrar pequenos e gigantescos palácios, um inclusive tem uma gigante bailarina na frente em homenagem a primeira pessoa que morou nele. Além disso, estamos em Camden Town, onde há vários pubs bacanas. O albergue tem várias barganhas como um bar otimo e barato, é possível também comprar bilhetes de metro direto no albergue, eles tem uma espécie de convênio com a 3a. melhor balada do mundo Ministry of Sound. Normalmente paga-se 15 Pounds pra entrar, porém o albergue consegue por 6! Além do albergue ser grande, as camas vem com uma cortina pra você ter sua privacidade, o albergue conta ainda com uma IMENSA sala de descanso, , e uma cozinha que serve almoços e jantares por 5 pounds, outra coisa que você não encontra em Londres..pois comer fora significa gastar um pouco mais. Cuidado com a comida..os londrinos adoram uma pimentinha..rs..mas é bem comum ter peixe com batatas.

Vana em Londres

Volto na próxima pra mostrar mais algumas impressões que tive da viagem!

 

Sopro-te
Respiro-te
Para estagnado sob ardor
Mente fixa

Suposições, alucinações, interrogações
Verdades, visões, certezas
Transporto-me ao vendaval
Faço chover poesia

Rimas incertas, e grafias assimétricas
Notas de música badalam o brochar da Flor
Cores murmuram sobre o preto no branco
Fazendo suprir Primavera, sobre as asas de um Condor

 

Pasmos os incrédulos descrentes
Não dançam a valsa da vida
Pesam mais a monotonia
E cegos ficam para sintonia

Ao cair da noite, leio a luz das sombras
Reluzente arte de brilho da Estrela Lua
Jorra fotografias de raios sob o chão pavimentado
Fazendo virar obras de arte, a artista Rua

Oiço refrões de poemas
Sob o assobio de uma ventania
Vejo que eu e você
Temos tudo, para ser a mais bela Poesia

 

Mesmo após 200 anos de estudos que só comprovaram sua ineficácia, a Homeopatia se popularizou e tem, cada vez mais, pacientes satisfeitos.

MedicamentoEm meados do século XIX, o médico alemão Samuel Christian Friedrich Hahnemann (1755-1843), insatisfeito com as práticas médicas da época, desenvolveu um tratamento alternativo chamado de Homeopatia (do grego: homeo, de semelhante e pathos, de sofrimento).  As principais leis, ainda que metafísicas, da Homeopatia são a Lei dos Semelhantes e a Lei dos Infinitesimais.

Hahnemann, como bom discípulo de Hipócrates, defendia que o semelhante cura o semelhante. Digamos que o paciente tem febre; na medicina convencional é usado um medicamento que elimine o sintoma, ou seja, um antitérmico. No caso da Homeopatia, o paciente seria tratado com um medicamento que induzisse a febre, por exemplo, a cinchona. Em vez de testar a eficácia da droga numa pessoa doente, Hahnemann teve a idéia de observar os efeitos da droga numa pessoa sadia, e então passou a experimentar várias substâncias em si próprio. Com base em experimentos como este, Hahnemann concluiu que a cura deveria causar os mesmos sintomas da doença, estabelecendo, então, a Lei dos Semelhantes.

Como complemento, Hahnemann também desenvolveu uma diluição seriada particular seguida de vigorosas agitações para a preparação dos medicamentos homeopáticos; o processo foi chamado de dinamização. Hahnemann acreditava que as agitações (chamadas por ele de sucussões) liberavam uma energia “imaterial e espiritual” responsável pela cura, sendo que a potencialização dessa energia dependia diretamente da quantidade de sucussões que o medicamento sofria. Esse processo de dinamização deu origem à Lei dos Infinitesimais.

A polêmica que ronda a prática homeopática desde a sua descoberta é de como seus medicamentos demasiado diluídos podem promover algum efeito farmacológico no organismo. São 200 anos de estudos científicos que, por unanimidade, comprovam a ineficácia do medicamento contra relatos de pacientes que só conseguiram a cura na homeopatia. Os mais céticos creditam a cura aos mecanismos naturais do organismo, à crença do paciente no medicamento inerte (efeito placebo) ou ainda ao efeito do homeopata no paciente.

A homeopatia se expandiu largamente nos últimos anos, atingindo pacientes insatisfeitos com a alopatia ou que procuram medicamentos economicamente viáveis e, ao contrário do que se pensa, suas desvantagens não provêm de seus medicamentos teoricamente ineficazes, porém seguros; os perigos da homeopatia consistem no incentivo à auto-medicação e na substituição de um tratamento convencional por um homeopático em casos mais graves, como infecções severas e câncer.