Um dos grandes buracos nominais na lei de discriminação é o direito do homossexual. Na lei 7716/1989, a lei de discriminação e preconceito, os homoafetivos não são citados.

Nos últimos 10 anos tramitam-se entre as Casas Legislativas propostas de alteração da lei 7716, algumas já efetivas, inclusive. Porém, a mais recente (e muito próxima de ser aprovada) é a alteração que inclui o homossexual e uma série de novos textos para especificar meios de discriminação.

Há 3 anos essa proposta de texto tem gerado rebuliço nos meios religiosos, principalmente nos cristãos não-católicos. O motivo é parte dos textos propostos ao artigo 8. Alguns juristas dizem que caso o texto proposto seja aprovado, ele geraria uma série de possibilidade de brechas que colocaria igrejas em uma situação complicada.

O mais polêmico é o trecho que classifica como discriminação coibir o homossexual de qualquer tipo de demonstração de afeto onde um heterossexual o possa fazer. Há uma interpretação jurídica de que isso incluiria a cerimônia de união religiosa, uma demonstração pública de afeto. Há juízes, como na vara de Campinas, que já se manifestaram favoráveis a esta leitura do texto proposto.

O problema se constrói no momento que isso iria de forma contrária a doutrinas comuns as igrejas cristãs, contrárias a prática de ato e relacionamento homossexual em seus dogmas.

Vale ressaltar que a única igreja cristã declaradamente baseada em tradição é a ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) e que suas crenças estão sujeitas a modificações segundo encíclicas e concílios. Ou seja, a partir do momento que as demais religiões se adaptam as necessidades seculares elas perdem seu vinculo dogmático, perdendo então seu sentido como religião, se tornam uma mera ferramenta instrumental de ética e valor moral (tema será aberto de forma mais profunda e explicativa em texto futuro).

E esse exato motivo gerou a carta da reitoria do Mackenzie, catalisador desta polêmica. O Mackenzie é gerido pelo Instituto Presbiteriano, o que advém que apesar de seus alunos, a instituição apregoa a si o caráter confessional, firmado em valores defendidos pela Igreja Presbiteriana.

O fato da carta se posicionar de forma contrária ao texto proposto é natural, já que a Universidade Mackenzie é gerida por uma igreja protestante. Porém, foi interpretado de forma equivocada, como fosse manifesto homofóbico. Porém, era preciso ler prolixidade do Chanceler para entender que por mais ortodoxo, o posicionamento da instituição era que para se assegurar os direitos dos homossexuais não fossem afetados os direitos de liberdade religiosa e de opinião, devido à ambigüidade e amplitude do texto proposto para a lei 7716.

É evidente que uma série de direitos ainda não é assegurada aos homossexuais e que tais devem ser. Porém, para tal, não se deve cometer retrocessos em outros segmentos sociais. É fundamental que avancemos nas questões de direitos civis e combate a discriminação em todos os âmbitos e campos sociais. Mas é preciso que a sociedade avance nessas questões de forma homogenia, sem comprometer conquistas anteriores e direitos civis de outros segmentos.

A ideia de assegurar de discriminação ao homossexual como crime é louvável. Porém, deve-se fazê-lo de forma equilibrada, para que não se cometam acessos combatem discriminação onde só há discordância.

A seguir a carta do Chanceler Augustus Lopes:

“Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

Leitura: Salmo
O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie”

 

Obra da categoria ficção científica (de J.J. Benítez, publicada pela editora Mercuryo, 558 páginas) na qual o autor narra, como verdadeiros, os eventos do diário de um Major da Força Aérea dos Estados Unidos onde constariam detalhes de uma missão secreta: uma viagem no tempo, até o ano 30, para acompanhar os momentos antecedentes e posteriores à crucificação de Jesus Cristo.

As primeiras páginas relatam a maneira que o autor conheceu o Major e a forma como teve acesso ao diário secreto da missão. A partir do acesso ao diário as páginas tornam-se, em primeira etapa, recheadas de detalhes de planejamento, tecnologia e comportamento dos homens envolvidos no projeto. Em segunda etapa, já no ano 30, os detalhes mudam para o cenário da cidade santa e os personagens que faziam parte do cotidiano de Jesus Cristo, além de detalhes específicos do próprio Nazareno. Ao longo da narrativa os eventos são comparados às escrituras sagradas, outros livros evangélicos e de historiadores.

Riquíssimo em particularidades que podem deixar alguns leitores intrigados entre ficção e realidade – independentemente de religião e crença pessoal – o livro proporciona leitura prazerosa introduzindo o expectador, ao longo da narrativa, em pequenas reflexões: comportamento humano, divindade, espiritualidade.

O autor revela-se um exímio estudioso da época, fato que leva o leitor a viajar para uma emocionante aula de história. É como se transformasse o livro em uma janela, permitindo partilhar de paisagens e aromas do passado. Alguns detalhes podem ser tidos como verdadeiros. Outros, porém, deixam dúvidas pairando no ar…

 

Cara, não querendo ser estraga prazer ou coisa do tipo, lá vem ele. De novo. Esqueça tudo o que conhece ou aprendeu. Ele é intolerante, insolente e megalomaníaco. Sim, ele que tudo vê e tudo sabe. Ele. Não se iluda com os livros de Kafka, Sartre ou mesmo os de culinária que ele carrega debaixo do braço. Se a discussão se enveredar por um lado mais, digamos, real e árduo (idéias que façam você e o meio em que vive se moverem, meu caro), pronto, o assunto acaba voltando para o lançamento do último filme do novo cinema tanzaniano (tá bom, admito, é o efeito Copa do Mundo). Por quê é tão importante se afirmar como uma pessoa culta, mas sem uma consciência social e política realmente importante, ou mesmo interessante? E todo esse conhecimento vale alguma coisa de verdade, ou é apenas status perante outras pessoas que não são ligadas nesse “mundinho descolado legal único de minha vida”?  Será que o não votar é tão descolado assim? E colocar a culpa dessa situação (sua, do país, tanto faz, você faz parte de todas) em alguém, estrategicamente falando, com uma porção de palavras bonitas e frases feitas de grandes pensadores, (alternativos, é claro!) também é ser legal?

Esse culto ao cérebro anabolizado de idéias e conceitos vagos podia muito bem ser proibido (por quem, eu não sei, mas que deveria ser feito rápido, deveria), pois mostra um dos piores comparativos que eu já vi na vida: O que é pior, uma pessoa culta, inteligente, que sabe que pode mudar o panorama da sua sociedade, mas que nada faz (sem motivo aparente, apenas não o faz) ou o ser humano que nada faz, pelo simples motivo de não saber o poder que tem, ou por não ser descolado o suficiente?

Mas vamos deixar de lado todo esse papo de ser adulto, chato e responsável, o que vale é garantir o lugar na fila para comprar o último disco do coral banda jazz-rock-samba-soul Nasci em Montevideo (é, se a ortografia está certa eu não sei, mas que é descolado, é!).  Não me leve a mal, mas estou indo embora, antes que eu fique culto demais!

 

Sinto saudade de você
Quando me pego a falar sozinha
Você é aquele que me entende e
Me explica.
Nunca consegui encontrar alguém
Que concordasse comigo como você
Que me dissesse tudo o que você diz
Sem que pareça obrigado
Se não o é
E nisso tudo há verdade
Você não lembra o que não esqueço
E me recorda o que me falha
Não somos opostos que se atraem
Porque “amar não é olhar um para o
Outro: é olharem ambos na mesma Direção.”

O fim do ano está aí e com ele o bacalhau à doré, o chester defumado, em algumas casas a carne de carneiro, frutas cristalizadas, castanhas, nozes e toda a sorte de guloseimas natalinas, e a promessa do regime sempre adiada o ano inteiro é logo postergada para o ano que vem.

Há também os que já vão para a ceia natalina com a tabelinha na mão: meio bolinho de bacalhau, 1 porção de arroz integral, 3/4 da fatia do peito de peru e olhe lá! Mas o inevitável é que uma hora ou outra, o terrível momento de subir na balança chega e nem sempre o resultado é agradável. Mas não se desesperem: há muito a ser considerado sobre essa informação ponderal. Nem sempre ela é verdadeira. Vamos lá?

Quando nos pesamos, o valor registrado na balança nos informa apenas a força com que a gravidade está nos atraindo para o centor da Terra. desta forma não temos como avaliar o quanto desse peso em excesso está armazanado em forma de gordura, ou músculos, ou ossos, vísceras ou até água.

Raciocinando desta maneira encontramos o porquê de mesmo após um árduo período de treinamento de musculação e atividade aeróbica, nota-se algumas vezes pouca diferença no peso registrado na balança e o quanto isso é um fator desmotivante. Ou até mesmo não entender quando você claramente perde roupas por reduzir cintura ou quadris por exemplo, e não encontra diferença no peso da balança. este é um caso bastante comum e de fácil conclusão.

A diferença estre a gordura e o músculo está na DENSIDADE; a gordura é menos densa do que o músculo e por isso é mais leve e ocupa mais espaço. essa comparação é análoga à história do chumbo e do algodão quando se é perguntado: Qual é mais pesado: 1kg de chumbo ou 1kg de algodão? Todos sabemos que o peso entre os dois é igual, mas 1 kg de algodão terá um volume infinitamente maior do que a barra de 1kg de chumbo.

Entre dois indivíduos também se é notada a diferença de densidade entre as gorduras armazenadas, ou seja, segundo sua genética, um indivíduo pode ter uma gordura mais densa do que outro indivíduo, mas essa gordura mais densa nunca terá a densidade semelhante à muscular. Chamamos vulgarmente de “gordura mole” e “gordura dura”, características estas que não poderão ser modificadas.

Por isso, caros amigos e amigas, muito cuidado na hora de subir na balança e antes de acreditar piamente no que ela disser, lembre-se de que você tem uma composição corporal e ela não é composta apenas por gordura!

Como descobrir o quanto no seu corpo é gordura, músculos, ossos e outras estruturas? Procure um avaliador qualificado na sua academia ou consultório.

Boa ceia!! Feliz Natal!
BIBLIOGRAFIA:
POLLOCK, Michael L; WILMORE, Jack H. Exercícios na saúde e na doença. 2ª ed. Rio de. Janeiro: medsi, 1993.

 

Seguem algumas dicas de lugares visitados em Buenos Aires:

Lili em Buenos Aires Livraria El Ateneo – há várias espalhadas pela cidade, mas a famosa e turística é El Ateneo Grand Splendid ,localizada onde antes funcionava o Teatro Grand Splendid. O charme do local está no fato de que todo o interior do teatro foi mantido, servindo o palco de local do café e os antigos balcões as salas de leitura. Vale a pena!
Puerto Madero Puerto Madero– nas margens do rio de la Plata vale a pena por seu requinte a noite e beleza natural durante o dia, principalmente no fim da tarde para ver o pôr-do-sol. Aqui ficam situados prédios comercias (empresas como 3M, por exemplo) e o Hotel Hilton de Buenos Aires, além de baladas e restaurantes. Considerada uma das regiões mais caras da cidade e também cada da Puente de La mujer (foto).
San Telmo San Telmobairro de Buenos Aires onde, aos domingos, acontece uma feira de artesanato, antiguidades e souvenirs. Lembra muito Benedito Calixto (em São Paulo) e Embu das Artes. Aconselho fazer desse passeio uma manhã ou tarde inteira, para nadar nos arredores , sentar em um restaurante ou bar, tomar uma Quilmes e apreciar as tão famosas empanadas argentinas.
Plaza de Mayo Plaza de Mayo e Casa Rosadadois lugares que até os mais desavisados sobre Buenos Aires tem em mente quando programando uma visita a cidade. A Casa Rosada serve até hoje como palácio do governo e aos finais de semana está aberta para visitação (grátis). O interior é muito bonito, porém a conservação deixa a desejar.

A Plaza de Mayo, em frente a Casa Rosada é palco de todas as grandes manifestações argentinas , felizes ou não , e também muito conhecida por ser onde às quintas-feiras há a tradicional volta dada pelas “madres de la plaza” em protesto e memória de seus filhos e netos desaparecidos e mortos durante a ditadura argentina.

Outra coisa que faz com que esses dois lugares sejam famosos é que do balcão da Casa Rosada Eva Duarte Perón , Evita , proclamava seus discursos ao povo reunido na Plaza de Mayo.

Recoleta Recoletaoutro bairro de Buenos Aires onde encontramos feira de artesanato (parecem praga pela cidade mas, na minha opinião uma praga boa). Essa na foto é a Igreja Nossa Senhora de Pillar. Aqui na Recoleta está o famoso cemitério onde fica o túmulo da Evita (visita totalmente dispensável!). Na frente dessa igreja, um pouco mais para o lado esquerdo da foto, há cafés e bares (inclusive o Bullers Pub mencionado no post anterior). Paisagem muito bonita, vale passar uma tarde aqui, porém não é necessário gastar tanto tempo para conhecer bem o local.
Caminito Caminito – esse é aquele famoso ligar colorido que vemos em todos os panfletos turístico sobre Buenos Aires. Mais uma vez encontramos feiras de artesanatos e souvenirs além de mesas espalhadas na rua em frente aos bares e restaurantes. Em alguns restaurantes é possível assistir a shows de tango, mas shows menores e não cheios de mega produções como os das casa turísticas. Muito perto do Caminito está o estádio do Boca Juniors, porém a dica dada pelo taxista foi a de não ir a pé, de modo algum, pois é um bairro muito perigoso quando fora do complexo “Caminito”.

Serviço:

Livraria El Ateneo Grand Splendid – Avenida Santa Fé 1860 , Recoleta.

Puerto Madero – www.puertomadero.com

Feira de San Telmo: Praça Dorrego, Rua Humberto Primo e Defensa

Madres de La Plaza:  www.madres.org

Casa Rosada: Plaza de Mayo

Recoleta : pedir ao taxista para ir ao cemitério da Recoleta

Caminito: bairro La Boca

 

É na madrugada
Quando cessam-se os passos
E o rugir dos motores,
Quando cerram-se os olhos
E as línguas cansadas
No repousar das TVs
E dos velhos discos de vinil,
Ao calar de todo som
E no morrer de toda luz
O silêncio revela sua verdadeira voz.