Após a promulgação do ‘Ficha Limpa’, uma gama de políticos se viu em desespero. Políticos que tenham sido condenados por colegiado (mais de um juiz) se tornaram inelegíveis.

Uma manobra picareta do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) para tentar salvar a pele de todos os atuais condenados não deu certo. Ele mudou o texto da lei de “”Todos os que tenham sido condenados”” para “”aqueles que forem condenados””.

Porém, em resposta, o TSE deu um golpe certeiro nos lisos representantes. Decisões subsequentes têm frustrado todas as tentativas de criar e encontrar brechas na lei do ‘Ficha Limpa’.

Nossos antigos coronéis estão fadados ao seu fim político. Suas práticas de manutenção do poder estão criminalizadas. A possibilidade de ocupar um cargo político se torna nula. Aos poucos veremos caindo, um a um.

A lei já trará a benesse de algumas figuras sujas e poucas espertas fora do baralho dessas eleições. TSE foi brilhante em considerar que a instantânea aplicação da nova lei não atrapalharia as eleições. Candidatos que nada devam a sociedade poderão disputar as eleições livremente.

Isso não significa que todos os crápulas estarão fora. Mas já elimina uma boa porcentagem. É evidente que alguns vão colocar apadrinhados, farão o possível para continuar no jogo de poder. Porém, aos poucos, esses não terão mais espaço, sua influência, sua força será cada vez menor. É um começo.

Porém, para o sucesso dessa lei, para um resultado efetivo que nos livre um pouco do câncer da corrupção, é preciso que o judiciário faça a sua parte.

O colegiado de juristas deve deixar de agir como o fez até hoje, em grande parte das vezes. É o momento de deixar de agir em favor de quem detém poder, de quem tem notoriedade social. Até o momento, a maioria das decisões dos figurões da justiça é em favor a manutenção da situação. É preciso que isso mude, partindo do STF, como órgão maior.

Se a justiça cooperar para com a sociedade, essa lei será um grande avanço. O TSE já tem feito sua parte. Agora, esperamos que os outros órgãos judiais também o façam.

“A internet é o futuro”: talvez seja esta a frase mais repetida da última década e não é preciso ser vidente para perceber que este é um fato incontestável. Muitas tarefas e prazeres do nosso dia a dia, como pagar contas, fazer compras e agendar viagens, já são feitas online. Com a produção e divulgação musical também não seria diferente.

Nos dias de hoje, a tecnologia de áudio avança a passos largos e fica cada vez mais acessível. Além disso, o surgimento de cursos de produção musical por todo o país, que ensinam desde o ABC aos truques de mestre da captura e tratamento de som, associado ao número cada vez maior de sites que divulgam gratuitamente o trabalho dos artistas independentes na rede, fica cada vez mais nítido que o processo de confecção e disseminação de conteúdo caminhe para o seguinte roteiro: produzir álbuns inteiros com qualidade profissional sem sair de casa, expor som, fotos, vídeos, release e agenda em sites como o MySpace e afins e, por fim divulgar, tudo isso utilizando as redes sociais. E a nitidez é tanta que a cada dia aumenta o número de artistas consagrados lançando seus trabalhos inéditos na rede, prensando cada vez menos álbuns em mídia física. Claro que o boom da pirataria e dos sites de transferência de dados peer-to-peer e a produção/consumo em massa de aparelhos eletrônicos com entrada USB (que lêem mídia digital direto de flash drives e HDs externos com muito mais espaço de armazenamento que os 750Mb dos CDs ou 4Gb dos DVDs) ajudaram bastante a solidificar esse novo processo, mas os altos custos de confecção e divulgação de álbuns em mídia física também foram decisivos para que a realização desses processos online ganhasse o gosto dos artistas.

Os músicos que fazem parte da Geração Coca Zero podem não acreditar, mas quem possui mais de trinta primaveras lembra de que, não muitos anos antes de surgirem os primeiros mp3 players, ainda era preciso entrar em estúdio, gravar as músicas em fita e editar os trechos com lâminas de barbear e fita adesiva, até chegar ao produto final. Com a modernização do processo de gravação, o analógico deu lugar ao digital e os discos de vinil e a fitas-cassete foram depostos pelo CD, que reinou absoluto como a mídia padrão do mercado na última década do século passado. O processo mudou, mas os gastos continuaram os mesmos: o artista que não tinha o apoio de uma gravadora arcava os com os custos de pré-produção, gravação, mixagem, masterização, criação da arte do encarte, prensagem e divulgação do seu trabalho. Somando os valores de todas as etapas desse processo, chegamos a uma cifra com muitos zeros no final, quantia que a maioria dos artistas independentes não possui e que prefere investir em um home studio. E mesmo hoje em dia, com a mídia física perdendo espaço para a digital (seja ela legalizada ou pirata), as prensadoras – grandes culpadas pelo boom da pirataria que fez a mídia digital por em xeque o CD por conta dos altos custos de prensagem –, ainda acreditam que podem cobrar preços exorbitantes por um produto que correr risco de desaparecer das prateleiras, em tempos de entradas USB, flash drives, HDs externos e internet banda larga.

Sim, o CD está em xeque, mas não xeque-mate. O LP também foi desenganado várias vezes e ainda está por aí, graças aos poucos, porém fiéis apreciadores, que mantêm acesa a chama das mídias abandonadas pelo grande público. E não é preciso ser vidente para enxergar que o futuro das mídias físicas é virar tiragem limitada.

Em mês de Copa do Mundo de Futebol, o assunto principal na rede são os jogos, os bolões, as zebras e as vuvuzelas. Parece lugar comum falar em zebra numa copa em continente africano, mas as surpresas não param por aí; enquanto uma maioria aproveita para assistir aos jogos (alguns em fullHD), outros que não querem nem saber do assunto não precisam se sentir excluídos. A tecnologia também está presente no Xadrez e no Bilhar.

Imagine um tabuleiro de 12 pés (3,6 m), com peças de lego controladas por computador. Lembra o xadrez bruxo, mostrado no filme Harry Potter e a Câmara Secreta, com exceção da destruição das peças removidas. Confesso que essa seria a melhor parte, porém nem todos dispõem de 30 mi dólares sobrando, pra jogar somente uma única partida.

É possível conferir o Monster Chess (como é chamado) ao vivo no Brickworld 2010 durante o mês de junho; um evento criado por adultos que são fãs de lego.

Para aqueles que não estão nem pra lá nem pra cá como nerds, que tal um boteco com cerveja de qualidade, uma boa mesa de bilhar e um adversário à altura? Acredite, é possível. A cerveja não é garantida, mas o PR2 é um robô que com um taco nas mãos, ou melhor nas pinças, consegue fazer jogadas certeiras. O mais interessante é a tecnologia envolvida no desenvolvimento desse equipamento.

Na verdade você acredita que futebol ainda é o melhor negócio, mais barato e de fácil acesso, mas não suporta ouvir o zunido daquelas vuvuzelas. Em busca da sua satisfação – afinal agradar o cliente é o dom do negócio, saiba que um alemão não só se preocupou com isso como buscou uma solução para este problema, desenvolvendo uma maneira diferente capaz de filtrar o barulho das vuvuzelas! Com um “”plus”” – não é necessário ter computador!

Se você chegar à conclusão de que não é possível vencê-los, procure a TV mais próxima, convide os amigos e junte-se à vuvuzela deles!

Eu me lembro da minha primeira Copa. Não considero a primeira “”cronológica”” mas sim a primeira onde pude apreciar cada momento de cada jogo, sem contar nos preparativos… a ansiedade pelo primeiro jogo… os álbuns de figurinhas…

E percebo que isso não foi exclusividade minha. A grande parte dos apaixonados por futebol que conheço também lembram com carinho de sua primeira Copa. Com esse mote, escrevo essa série sob o ponto de vista de um futuro apaixonado pelo futebol, em relação à sua primeira Copa do Mundo da Fifa.

Espero que gostem.

Jorginho, com o olhar determinado e atitude na voz, comunica ao pai a decisão mais importante de sua vida:

– Pai! Eu quero uma bola!

– Bola? Pra quê, meu filho?

– Pra jogar futebol!

– Esqueça! Isso é coisa pra branco!

– Como assim, pai? O Tio Beto me levou pra ver um jogo do Vasco e tinha um negro que jogava muito! O Fausto[1]! Ele inclusive vai jogar hoje na Copa do Mundo!

– Copa do Mundo? O que é isso?

– É um torneio de futebol, pai. Cada país do mundo faz um selecionado dos seus melhores jogadores e se confrontam! Esse ano é o primeiro torneio, no Uruguai. Daqui a pouco já começa o primeiro jogo!

– Hmmm… Interessante. Mas esqueça. Não é esporte pra gente como a gente.

– Como assim pai? O Fausto está sendo deveras elogiado! E é negro que nem a gente.

– Não sei de quem se trata. Agora vá estudar. Futebol não leva ninguém a lugar nenhum.

– Mas pai… O Fausto…

– É um pobre coitado no meio daqueles brancos. Não vai tardar e vão colocar ele pra correr dali rapidinho.

Mas Jorginho, do alto de sua sabedoria adquirida ao longo de seus oito anos de idade, não iria desistir fácil. Como poderia seu próprio pai não admirar o Fausto, que era o maior exemplo de que os não-nascidos em berço de ouro pudessem ser bem-sucedidos no futebol? Isso não fazia sentido! Revoltado, Jorginho se encaminha à Mercearia do Seu Pepe onde tem o rádio da vila. Todos os meninos da vila já estão lá reunidos e alvoroçados, aguardando o início do match entre Brasil e Iugoslávia.

– Vamos lá, Fausto! Toca essa bola! Joga pro Prego[2]!!!

Não deu sorte. O Brasil foi derrotado por 2×1. Mas teve gol de Prego.

(…)

– Garoto, aonde vais?

– Vou pro Seu Pepe, pai. Hoje tem jogo contra a Bolívia!

– Ainda nessa história de futebol, filhote? Tá bom… Vá, mas não se atrase pro jantar.

O segundo jogo do Brasil teve melhor destino. Vitória brasileira por 4×0, mas a eliminação foi inevitável. Os iugoslavos também bateram a Bolívia pelo mesmo placar e avançaram na competição.

Mas Jorginho estava radiante, o futebol já o havia conquistado. Fausto era o seu embaixador. O “”Maravilha Negra””, alcunha dada ao fantástico meio-campista pela imprensa uruguaia, devido ao futebol estonteante apresentado nas duas partidas jogadas pela seleção era premonitória: os negros iriam dar o que falar no esporte bretão. Os negros como Jorginho.


E quem diria que depois de quase 100 anos teríamos uma Copa do Mundo sediada pelo país do Apartheid. Ponto para a evolução do Homo Sapiens.

[1] Fausto dos Santos – Recebeu da crônica esportiva uruguaia o apelido de “”Maravilha Negra””, por causa da sua exuberante atuação na Copa de 1930, (…) Nada mal para um maranhense de Codó que havia chegado ao Rio com a mãe, que arrumou emprego de lavadeira enquanto o garoto batia bola. Com o seu elegante estilo de matadas no peito, exímio controle de bola e passes longos, esse mulato alto e forte foi o primeiro de uma escola brasileira de jogadores clássicos de meio-campo.(…) Fausto impressionou tanto os espanhóis durante a excursão do Vasco em 1931, que foi imediatamente contratado pelo Barcelona. Logo depois, foi transferido ao Young Boys, de Berna(…) Fausto ganhou muito dinheiro na Europa, mas gastou tudo na vida boêmia, talvez compensando a discriminação que sofria e a sua origem humilde. Já declinando fisicamente, encerrou sua carreira no Flamengo, como zagueiro central. Tuberculoso, faleceu num sanatório, esquecido e na miséria, em 1939. (Fonte: Netvasco)

[2] João Coelho Neto, o “”Prego””, posteriormente “”Preguinho”” – Jogador do Fluminense, foi autor do primeiro gol do Brasil em copas do mundo. Foi um atleta completo. Disputou oito modalidades de esportes pelo Fluminense: futebol, vôlei, basquete, pólo aquático, saltos ornamentais, natação, hóquei e atletismo. Tais façanhas fizeram dele o mais festejado herói tricolor e, em 1952, o clube concedeu a ele o primeiro título de grande benemérito atleta, o que mais o orgulhou até a sua morte, em 1979. Um busto na sede do clube e o nome do ginásio são merecidas homenagens. Preguinho participou ativamente da política do Tricolor, sendo figura muito importante na política interna do Fluminense Football Club.(Fonte: Wikipedia)

imagem de sandaliamelissa.blogspot.com

Com formas, desenhos, cores e cheiros para admiradoras cobiçarem a coleção inteira, a melissa é o objeto de desejo de muitas mulheres. Seu conforto por vezes é questionável, mas não o suficiente para sair dos pés de quem a possui. Em vez de deixadas para escanteio, o que ocorre é uma vasta procura para solucionar a dor e curar as feridas ocasionais. Há opções que vão de bandaid até plaquinhas da borracha EVA, moldadas no calcanhar.

Há muito se sabe de mulheres que compram sapatos – mesmo que estes não sirvam – apenas por sua beleza. Se antes o motivo era exclusivamente a antiga paixão feminina por calçados, hoje temos novos bons motivos para adicionar a esta paixão: estilo e meio ambiente.

Estilo reforçado por famosos, como Alexandre Herchcovitch e Thais Losso, entre outros, que eleva o sapato, de um simples calçado, para um acessório que coloca sonhos nos pés. O modelo severine vermelho, por exemplo, lembra uma joaninha, que na cultura chinesa representa a sorte e o amor.

Já em meio ambiente o assunto é mais delicado. As melissas de plástico são produzidas em PVC. O Greenpeace é contra o uso do PVC, pois em sua composição pode haver componentes tóxicos que são liberados na natureza quando incinerados ou quando decompostos em aterros sanitários. A boa notícia é que, de acordo com uma matéria divulgada pela revista Época Negócios, a empresa Grendene, fabricante dos calçados melissa, encontrou uma alternativa a favor do meio ambiente: eliminar os componentes tóxicos do PVC utilizado, além de práticas de reciclagem do material, resíduos industriais e água utilizada no processo.

A notícia é uma boa aliada para o consumo consciente, afinal, não torna o sapato perfeito? Bonito, cheiroso, fashion, e caminhando em direção ao ecologicamente correto.

 

Referências

Grendene e o meio ambiente:
http://www.grendene.com.br/www/company/community.aspx?language=0

Matéria da revista Época:
http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/1,,EDG84932-8384,00.html

Greenpeace:
http://www.greenpeace.org.br

A África do sul está colorida. Bandeiras de todos os 32 países que participam desta edição da Copa do Mundo de Futebol se espalham por esquinas, avenidas, supermercados, shopping centers e lojas de todo o tipo. Os Sul-Africanos manifestam por toda a parte sua receptividade aos espectadores do evento, sejam eles de qualquer origem. Mas há quase uma unanimidade na torcida: Bafana Bafana. Não porque eles acreditem ser a melhor seleção, ou a que mais merece ganhar (em termos de bom futebol), mas devido ao seu grande orgulho sul-africano.

Não é difícil para eles torcerem para sua seleção. O futebol não é o esporte favorito por aqui, a maioria das pessoas não entende nada das regras desse esporte e não se interessa em assistir os jogos. Eles apenas torcem.

É tão pequeno seu conhecimento sobre o assunto, que alguns chegam a arriscar que a final será disputada por Brasil X EUA. Chute fácil. Brasil é a seleção mais famosa, e os EUA sempre se dão bem em qualquer esporte, qualquer competição, etc. Com exceção, é claro, do futebol masculino. Mas isso, os sul-africanos na média geral, nem imaginam!

A hospitalidade sul-africana é fator importante para esta Copa. Considerando falhas graves da infra-estrutura receptiva do país para o evento. A ausência de transportes públicos faz com que se criem imensos congestionamentos nos arredores dos estádios nos dias dos jogos. Não há opção além de ir de carro. Não há ônibus de circulação municipal nas cidades (com exceção dos recentemente e mal instalados), não há táxis (a não ser nos aeroportos), não há metrô.

Além disso, a falta de UH’s – unidades habitacionais (vagas em hotéis e pousadas, etc.) – fez com que a organização do evento realocasse moradores de bairros bons das cidades, para usar suas residências como UH. O problema é que uma casa não possui necessariamente a infra-estrutura que um hotel deveria oferecer.

Mas como todo evento, as falhas da organização e de infra-estrutura são corriqueiras. Sempre haverá algo que não funcionará como o previsto. Torçamos para que os problemas dessa Copa da África sejam menores que seu sucesso! E que o espetáculo fique por conta do bom futebol!