Sentada num café, comendo meu delicioso waffle, comecei a observar um casal na mesa ao lado e pensar no casal que estará nessa mesma situação ainda essa semana (quer dizer, se ele me ligar né?).

Quanta expectativa colocamos numa xícara de café…sonhos…planos!

Quando duas pessoas assim se encontram a coitada da xícara se torna meracoadjuvante…às vezes até é deixada de lado…esquecida…pobre xícara!

Quando tudo corre bem entre o casal, é celebrada.

Quando tudo dá errado, serve de colo, consolo.

Mas, naquele momento crucial fica ali esquecida e nem reclama.

“”Quem diria?! Nós dois aqui hoje!”” – clássico né?

Não tanto quanto uma xícara de café!

Você pode achar besteira a frase acima, já que pra qualquer pessoa viajar é necessário um certo planejamento: o planejamento de quando tirar férias, ajustar a agenda pessoal pra viajar, separar o dinheiro para a viagem, que tipo de lugar ir (e que roupa levar), para onde ir. Sim, é verdade! Tudo que eu citei até agora faz parte de um planejamento, porém estou falando de outro tipo de planejamento, sobre como se planejar com antecedência para que a viagem saia mais $$$ barata!

Há 3 anos atrás quando eu buscava um lugar para viajar nas minhas férias fiquei abismada com os valores dos pacotes. Tudo bem que os lugares que eu queria visitar eram maravilhosos: Florianópolis, Arraial d’Ajuda, Maceió e Argentina. Porém, o meu orçamento não me permitia comprar esses luxos, isto porque a maior parte dos pacotes de Agências de Viagens, são curtos (de 2 dias há 8 dias) e custam caro, pois oferecem a você um sonho: viajar para um lugar desconhecido sem se sentir sozinho, onde não é preciso se preocupar com detalhes. No valor dos pacotes normalmente tudo está incluso: passeios, voos, almoços, jantares e um turismo um pouco diferencido do que eu venho propondo nesta sessão.

Turismo de pacote normalmente funciona assim: Eles te buscam no aeroporto, te deixam no hotel. Você toma aquele café maravilhoso e na saída tem um ônibus te esperando. Dai você vai até o local do passeio com um guia que conhece tudo do lugar e compartilha contigo algumas informações. Ele fala, fala, fala. Você ouve, ouve ouve (uma hora obviamente você vai parar de ouvir) e se cansa. Entre um momento e outro você senta, levanta e tira fotografias. Muitas vezes as pessoas acabam indo para lugares que não queriam estar, porque? Bem, porque como disse o vendedor no dia em que você decidiu comprar o pacote: Está incluso no pacote! Então aquilo que você se programou para ser as suas tão sonhadas férias, passa a ser mais uma obrigação a cumprir.

Pois bem. Em busca de algo diferente do que os pacotes me propunham, e com o bolso não tão cheio que me permitisse esse luxo, descobri que é possível planejar uma viagem inteira sozinha! E o melhor de tudo: com o dinheiro que eu gastaria para passar 5 dias em determinado lugar era possível passar: 30 dias! Perfeito não é mesmo? Quem olha este texto até o presente momento, pensa que estou trazendo aqui uma fórmula mágica de felicidade, pois não se trata disso. Planejar uma viagem sozinho (a) dá trabalho, muitas vezes é um pouco cansativo, mas prometo que a recompensa virá! Ainda mais quando você estiver ao lado do Sena – em Paris, num piquenique com queijos e vinhos se sentindo parte da paisagem.

Planejar uma viagem sozinho (a) envolve procurar passagens mais baratas – e normalmente elas devem ser compradas com antecedência. Procurar acomodações – seja em albergues, hotéis ou b&b (bed and breakfast – cama e café) antecipadamente para que o custo saia mais barato. isso significa que eu vou ter que ficar em lugares ruins? Não! De forma alguma, alguns albergues  – também conhecidos mundialmente por Hostels, colocam hotéis no chinelo. Oferecem serviços especializados como quartos só para mulheres, cafés continentais, lavanderia. A diferença é que você pode optar em ficar em quartos compartilhados, que são mais baratos. Mas estes lugares também tem quartos para casais (não se acanhe, você não terá que dividir seu marido/namorado com ninguém!). Hoje eles possuem tão boa referência e bons atendimentos que são citados até mesmo naquela revista de viagem que você vive namorando na banca. Além destes detalhes também é necessário procurar um bom guia de viagem (livros/revistas) e dicas na internet para os passeios.

Sabemos que na internet há informações sobre tudo. Falando em viagens então é possível encontrar vastas informações de lugares com preços bem acessíveis e dicas preciosas – dicas essas que só tem, quem já foi. Dicas de albergues, restaurantes, passagens, como se locomover, para onde ir, como sair do roteiro tradicional do turismo local e conhecer lugares diferentes. Além das dicas, você encontra as histórias dos locais que irá visitar, e conhecer o lugar onde se vai garante um melhor aproveitamento do passeio, pois enxerga-se a história por trás da parede, ladeira ou paisagem.

O fato é que este planejamento antecipado vai garantir uma folga pro seu bolso e um descanso pra sua mente – mas somente depois que tudo estiver planejado heim!  Pois quem decide as férias uma semana antes de viajar paga o preço, ou pelo pacote ou pela falta de planejamento, com a certeza que a viagem sai mais cara.

Pra começar o seu “planejamento” ou melhor, pra começar a montar o “pacote de viagem dos sonhos” vão aqui alguns passos:

  1. Monte um roteiro. imagine-se no lugar e pense no que quer fazer
  2. Compre um guia de viagem – de preferência aos que são voltados pra quem não quer gastar muito
  3. Divida tudo em 3 partes: Calendário de dias – com uma descrição do que você quer fazer em cada dia de sua viagem, Transporte – para saber como você irá se locomover de um lugar para o outro e Hospedagem – Para saber onde você irá ficar durante a sua viagem.
  4. Seja audacioso! Não voe baixo: Se você quer ir a Paris, porque não visitar outros lugares? Dar aquela esticadinha em Londres ou em Cote D’azur. Com antecedência é possível achar passagens por até 50 reais para estes lugares
  5. Não pense que você está criando uma rotina, roteiros são apenas guias daquilo que queremos, provavelmente você irá mudar algo na sua viagem! Permita-se esses momentos!
  6. Divirta-se. Faça aquilo que te der na telha, mesmo que seja tirar um cochilo debaixo da rede ou um dia inteiro na cama, estas são as suas férias, porque não fazer o que VOCÊ quer?

É bom saber que mesmo com todo esse planejamento a gente costuma dizer que a viagem só começa mesmo, quando perdemos os Mapas…

Sites de ajuda:

  • Mochileiros (dicas de quem é escolado em viajar)
  • Skyscanner (pesquisa de voos em Low Cost)
  • Hostelworld (pesquisa de albergues e B&B)
  •  

    Mulher viajando
    imagems por www.corbis.com

     

 

Julho chegou e com ele as férias escolares. Muita gente aproveita o período para descansar também. Você já pensou no que vai fazer?

Pra começar, dê uma passada no site do Ministério do Turismo, que permanece com a campanha promovendo o turismo doméstico. Parece incrível, mas nosso país tem cantos e recantos maravilhosos e ainda pouco explorados, como as praias fluviais do rio Tapajós, em Santarém – PA. Eu fiquei morrendo de inveja de quem poderá usufruir desse nosso pedacinho de Alter do Chão.

Pra quem mora no Rio de Janeiro, eu sugiro uma passada longa noPlanetário. São tantas possibilidades que um dia será pouco. Além disso, é possível comemorar seu aniversários lá! Com a chamada “aqui a maior estrela será você”, fica difícil resistir. Certamente Bilac teria curtido a ideia. Aproveite pra curtir também o Cristo Redentor, que já teve sua restauração terminada. Visitar a cidade maravilhosa e não passar pelo Cristo Redentor é como torcer pelo Flamengo e não ir ao Maracanã em dia de jogo.

Há quem não pense em descansar nas férias. Como é possível? Sim, é a melhor época para estudantes realizarem atividades extras, como o intercâmbio. Várias oportunidades de estágios são oferecidas nesse período, principalmente em grandes empresas. Nesse caso, o descanso pode ficar pra depois.

O incrível mesmo é que tem gente que reserva esse tempinho para ajudar ao próximo. Programas de voluntariado internacional são uma ótima opção. Temas como a preservação ambiental, a educação e a saúde são as escolhas favoritas dos que se aventuram nesse tipo de atividade que une lazer à colaboração.

Eu não estarei de férias em julho, mas isso não será problema. Pequenas viagens, passeios gratuitos, pra quem está com a grana curta ou simplesmente tem escorpiões nos bolsos, e até uma visitinha aos amigos que não vemos há algum tempo, combinam muito bem com esse clima de meio do ano. O importante é aproveitar a vida da melhor maneira que nos compete fazê-lo, mas principalmente, com muito estilo. Seja no exterior ou jogando sueca com o vizinho.

 

Sua vida mais parecia uma sopa de letras. Por mais que tentasse separar vogais e consoantes para formar frases completas na borda do prato, tudo o que conseguia era deixar a colher submergir em direção ao fundo do caldo como um grande submarino. Não sabia por onde começar, apesar de ter a completa certeza de que algo deveria ser feito.

Deixou o vapor atingir seu rosto e sentiu nos poros o calor que evaporava do centro do prato. Era como se cada um de seus sonhos fosse minúsculas gotículas de sopa tentando ansiosamente transformar-se em nuvens creme de cebola.

Queria furar cada uma destas nuvens de dentro de uma grande aeronave e fazer a chuva se formar em lágrimas salgadas. Queria estar abaixo delas quando os primeiros grandes pingos tocassem o solo e fizessem com que cada uma de suas peças de roupa se colassem para sempre junto ao seu corpo. Queria sentir os fios de cabelo unirem-se em pequenos bandos e cada bando tornar-se uma pequena goteira castanha em forma de espiral derramando sopa.

Ali estava ela, de volta, em frente ao prato. Bastou voltar para a realidade que aos poucos palavras foram se formando na borda do prato. E assim a sopa transformou-se em poesia circular. Sem início. Sem fim. Sugou com vigor todo o líquido que restava e deixou algumas poucas letras bagunçadas ao centro. Uma ou duas vogais. Quatro ou cinco consoantes. E nada mais. Apenas uma sopa de letras, como era sua vida.

Fernando Pessoa dizia que todas as cartas de amor são ridículas. Vai além, e conclui que se não fossem ridículas, não seriam cartas de amor. Há quem transfira os belos versos do poeta português para a sétima arte. Gente que caiu na armadilha da indústria cinematográfica e aprendeu, ao longo dos blockbusters, a se resignar com romances repletos de clichês que duvidam da capacidade intelectual do espectador.

Não se enganem: nem todo o filme de amor é ridículo. Vou além: se forem ridículos, peçam o dinheiro de volta na bilheteria. Apresento-lhes, pois, uma pequena lista com 10 filmes de amor que não subestimam o espectador. Bons roteiros, bons atores e quase nada de clichês baratos e romanescos.

Filmes para ver juntinho, debaixo do edredom. Ou não. Filmes para discutir a relação. O bacana é vê-los a dois.

Brilho eterno de uma mente sem lembrança Brilho eterno de uma mente sem lembrança (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004), de Michel Gondry
Ouso aqui escrever que este filme é a mais bela e instigante história de amor já levada à tela grande. Aí você me pergunta: “melhor que Casablanca?”. E eu respondo, sem titubear, usando advérbio de intensidade: “muito melhor!”. O roteiro, de Charlie Kaufman, é absurdamente incrível. Conta a história de um homem que, após descobrir que sua ex-namorada se submeteu a um tratamento que eliminou as lembranças do finado relacionamento, decide fazer o mesmo. Jim Carey interpreta com bastante contundência dramática o pobre protagonista. É de arrancar lágrimas do espectador mais durão.
Apenas o fim (500) dias com ela ((500) Days of Summer, 2009), de Marc Webb
Sim, é possível fazer uma comédia romântica engraçada, emocionante e, ao mesmo tempo, ousada. O roteiro de (500) dias com ela é uma pequena aula sobre o tema. Acompanhamos o período do relacionamento entre o casal citado no título, em ordem completamente aleatória – do primeiro encontro à separação, passando pelas reviravoltas. Trilha sonora descolada, fotografia caprichada, montagem eficiente e elenco afinado, com a queridinha Zooey Deschanell (um ícone das comédias românticas inteligentes) fazendo par romântico com o outrora petiz Joseph Gordon-Levitt.
Hiroshima, meu amor Hiroshima, meu amor (Hiroshima, mon amour, 1959), de Alain Resnais
Filme de amor também pode ser denso, angustiante e, no fim das contas, revolucionário. Alain Resnais, um dos grandes expoentes do cinema francês, é o autor deste filme antibelicista que fala sobre o relacionamento intenso entre uma atriz francesa e um arquiteto japonês. O casal se encontram durante as filmagens de uma produção pacifista na cidade arrasada pela bomba atômica. Lançado em 1959, a produção é até hoje considerada uma das obras mais profundas sobre o amor e a tolerância em tempos de guerra.
Apenas o fim Apenas o fim (2008), de Matheus Souza
Dirigido por um estudante de cinema da PUC-Rio, este filme comprova que o cinema nacional tem muito a oferecer. Uma boa ideia, bons atores e uma câmera na mão bastaram para que Matheus Souza filmasse a bela história de uma jovem que decide se mudar para o exterior e comunica a decisão ao então namorado. Prestes a dar cabo à relação, os dois passam uma tarde juntos reavaliando o namoro. Mesmo quem não é carioca representante da classe média-alta da Zona Sul vai se sentir envolvido com o belíssimo roteiro.
Prova de Amor Prova de amor (All the real girls, 2003), de David Gordon Green
Eu escrevi ali em cima que Zooey Deschanell era figurinha fácil em comédias românticas. Na verdade, Prova de amor não chega a ser uma comédia. Está mais para drama romântico. E o mais importante: um drama romântico inteligente. Ambientado no interior dos Estados Unidos, conta a história de um jovem que se vê apaixonado pela irmã mais nova do melhor amigo. Obviamente, a relação do casal coloca não só a amizade em xeque, como também gera uma série de conflitos existenciais. Um belo filme, com ritmo mais cadenciado, argumento denso, sequências bastante sensíveis e diálogos muito bem trabalhados.
Amantes Amantes (Two lovers, 2008), de James Gray
Joaquin Phoenix alegou que este foi seu último trabalho no cinema. Se a afirmação do ator vier a se confirmar, ele encerrou sua carreira com chave de ouro. Amantes é um excelente filme. Denso, angustiante e inteligente. O roteiro conta a história de um jovem judeu, abandonado pela noiva, que tenta retomar a rotina após ser internado por tentar cometer suicídio. De uma hora para outra, se vê diante de um impasse amoroso: viver uma aventura com a misteriosa vizinha loira (Gwyneth Paltrow, nada mal, hein?); ou se deixar acomodar num relacionamento mais conservador com a filha de amigos dos pais. O desfecho é dolorosamente brilhante.
De olhos bem fechados De olhos bem fechados (Eyes wide shut, 1999), de Stanley Kubrick
Me lembro que, depois da sessão desta obra complexa e polêmica do mestre Kubrick, muitos casais discutiram a relação ainda no foyer do cinema. Inclusive, nem o relacionamento do casal protagonista, Tom Cruise e Nicole Kidman, passou incólume por essa experiência cinematográfica devastadora. O filme conta a história de um homem que conhece uma suposta organização secreta que promove luxuosas orgias em uma mansão. Filmaço! Uma aula de direção. E um roteiro fantástico, capaz de deixar qualquer casal com uma pulga atrás da orelha.
Manhattan Manhattan (1979), de Woody Allen
Quando Woody resolve fazer cinema erudito, pode se tornar prolixo e pedante a certas plateias. Em Manhattan, assim o faz. Porém, o roteiro não deixa de ser bacana, tratando com humor bastante contundente os caminhos inesperados dos relacionamentos amorosos. Aqui, um homem bem casado resolve empurrar a amante, com quem acabou de romper o caso, para o melhor amigo. Fotografia p&b caprichada, locações encantadoras, trilha sonora refinada e aquela infindável enxurrada de referências sobre arte e filosofia.
Antes de Amanhecer Antes de amanhecer (Before sunrise, 1995), de Richard Linklater
Na minha modesta opinião, Richard Linklater é atualmente o cara que mais bem trabalha os diálogos. Prova disso é o belíssimo e irrepreensível roteiro de Antes do amanhecer: simples, estiloso e encantador. O filme conta a história de um sujeito estadunidense que conhece uma jovem francesa num trem, em trânsito pela Europa. Atraídos um pelo outro, eles têm apenas até o sol nascer para tentar viver uma paixão. Ganhou uma continuação, Antes do pôr-do-sol, igualmente bacana.
O império dos sentidos O império dos sentidos (Ai no corida, 1976), de Nagisa Oshima
Eu escrevi lá no título que não ia ter pornografia nessa lista. E não tem mesmo. Por mais que Império dos Sentidos desperte a curiosidade de muita gente pela polêmica que gerou ao ser lançado, não há nada de gratuito em suas quase duas horas de projeção. Há sim, cenas bastante ousadas, mas nada é gratuito. Aliás, trata-se de uma obra bastante amarga e violenta, que mostra o sexo e o amor de forma bem perversa. Ou seja, o clima pode estar favorável, o edredom confortável e o vinho bem envelhecido, mas os olhos dificilmente vão desgrudar da tela.

 

Água
foto retirada do blog Jornalismo Unip Vergueiro

Muito se tem falado sobre o consumo consciente dos recursos naturais do nosso planeta, pois são de grande importância para o equilíbrio da vida na Terra. A água, em particular, vai além, classificada como essencial para a manutenção de toda a vida.

Em geral os assuntos de preservação ambiental são abordados enfatizando o futuro do planeta para as próximas gerações. Mas já que estamos aqui vamos pensar no presente, onde longe das nossas rotinas diárias, nossas atitudes já afetam a natureza, os animais e até mesmo as pessoas. Não podemos esquecer que somos parte deste ciclo.

Imagine um lugar bonito, um ponto turístico em meio à natureza, onde seja possível visitar ou levar a família para passear. Imagine este mesmo lugar com as águas poluídas. É inevitável a degradação de tudo ao redor…

Mudanças no hábito de consumo são necessárias para o início da grande transformação que o planeta exige. Consumir de maneira responsável para a qualidade de vida hoje, amanhã e sempre.