“Você foi embora cedo
Não disse quando voltava
Passou por aquela porta cinza
Com seu amigo vizinho
E se foi…
Querendo olhar pra trás
Mas não podia
Sabia que talvez voltasse
Mas foi embora muito cedo
Foi sem ver a minha roupa nova
Foi sem ouvir meu canto
Foi como que por encanto
Quando dei por mim
Não estava mais lá
Essa sala hoje não é mais a mesma
Não vejo seu chinelo de couro
Sua camisa da Pool
E aquela da moto?
Seu sorriso escancarado
Às vezes meio de lado
Sua certeza de que tudo estava sempre bem
E ai de que não estivesse!
Mas foi embora cedo
E nem viu minha roupa nova!
E nem ouviu meu canto!
E nem disse quando voltava
Sabia que talvez voltasse
Sabia que talvez não voltasse
E você se foi
Foi embora
Muito cedo…”

 

Homenagem ao meu pai que faria 68 anos no último dia 17 de setembro.

 

As mulheres estão sempre preocupadas em perder aqueles quilinhos que estão sobrando ou simplesmente em manter a boa forma em que se encontram. Mas a maioria corre das tediosas aulas de ginástica localizada e da desgastante musculação. Qual a solução?

Uma alternativa prazerosa é praticar a dança. Sobretudo, dança do ventre.

A origem da dança do ventre ainda é um mistério, sendo atribuída a vários países como Egito, Índia, Grécia e Arábia Saudita. Em contrapartida, seus benefícios já são bem elucidados e compreendem as esferas física e mental. Na esfera física, a dança ajuda a tonificar a musculatura do abdômen, pernas, glúteos, braços e costas; aumenta a flexibilidade e a resistência; promove uma reeducação postural; estimula a circulação; auxilia em problemas menstruais e partos, diminuindo as cólicas e facilitando contrações e dilatações, além de queimar muitas calorias. Já na esfera mental, a dança aflora a feminilidade, tornando a mulher mais auto-confiante; desenvolve a memória e a concentração e até mesmo alivia o stress.

Além de ser uma dança deliciosa e pra lá de atraente, pode deixar a mulher com aquele corpinho que ela sempre quis!

Eu recomendo!

Dançarina Árabe

 

“O amor é uma escolha! Ele era, racionalmente, a melhor coisa para mim!”

“Tenho um namorado, to procurando um marido!”

“Você já casou, se divorciou…agora é minha vez…também quero casar e me divorciar!”

– E eu continuo solteira…

 

Na vida, são tantos os que procuram a felicidade e não a encontram. Desde a infância, quando começamos a tomar consciência de quem somos. Na adolescência quando a todo tempo tentamos reafirmar essa nossa consciência. Na vida adulta, essa consciência atrelada à maturidade, nos permitindo reflexões sobre a vida, mas… e a morte?

Buscando a felicidade na vida e não a encontrando, me pergunto por que não tentar o inverso. De fato, muitos já tentaram e ainda outros mais tentarão, equivocando-se. Porque assim como nos equivocamos com o conceito de vida, ao aniquilá-la, biologicamente falando, também nos equivocamos com o conceito de morte.

O homem ainda apresenta dificuldades em lidar com a morte, e todas as crenças em torno desse conceito se perdem quando descobrimos o que de fato é verdadeiramente viver e morrer. René Descartes disse:

“Penso, logo existo”

Se existo, sofro. Se sofro, não vivo. Se não vivo, morro. Se morro, não mais existo.

Eu fiz diferente. Sofria vivendo em busca do que almejo, quando na verdade eu deveria matar o que não desejo. Parei de alimentar sonhos fora de mim e passei a aniquilar os pesadelos dentro de mim. Finalmente tive uma morte feliz.

Se morro, não mais existo, então morri. Morri em parte, porque nem tudo em mim era sofrimento. Um espaço abriu-se em mim para que tudo o que almejo pudesse entrar. Hoje sou a parte boa que sobrou de mim, antes sufocada, agora livre pra respirar. Respirar é vida. Respiro, logo vivo!

O medo da morte é ainda o medo do novo. A destruição faz parte do ciclo da natureza e é extremamente necessária para a transformação. A transformação em algo melhor.

Sobre a felicidade? Ah, sim! eu não fui mais buscá-la. Ela simplesmente veio, instalou-se e hoje posso afirmar que vivo de verdade, não aquela falsa, aquela imposta pela sociedade, mas a verdadeira felicidade.

 

Por ter a oportunidade e o tempo disponível, arrisquei-me a assistir a série “Alien”. Confesso que foi com desconfiança logo de cara de que iria acabar repudiando. O que encontrei foram 4 filmes completamente diferentes.*

Alien – Ridley Scott (1979)

O primeiro filme da série é um suspense bacaninha, que usa de inteligência e criatividade, com cenas surpreendentes para contar a história da tripulação que encontra um devastador monstro alienígena. Envolto em mistério, a trama cativa e prende o espectador até o fim.

Aliens – James Cameron (1986)

Lançado 7 anos depois do primeiro filme, este possui características marcantes da década em que foi realizado, os anos 80s, e apresenta muita ação, uma heroína imbatível contra um vilão poderoso, o exército americano e seus soldados com ego de super humanos e um dramalhão absurdamente descartável. Parece ser o típico filme de James Cameron.

Alien 3 – David Fincher (1992)

O suspense retorna, mas com muita violência e sangue escorrendo pela tela afora. Com a evolução dos efeitos especiais, o alien aqui aparece como um animal faminto e acuado, associado ao demônio. O interessante é o uso da câmara para mostrar o ponto de vista do alienígena, deixando uma sensação de tontura no espectador, o que contribui para o embrulho no estômago.

Alien Resurrection – Jean Pierre Jeunet (1997)

Mais um filme típico do diretor. Jeunet transformou o suspense em sci-fi, a heroína em super herói, o vilão em arqui rival, e atribuiu ao personagem artificial as emoções que faltam aos humanos. Ripley finalmente chega à Terra, ou ao menos seu DNA. Dispensável!

 

* Não considerei o Aliens Vs. Predator

 

De tanto assistir à propaganda eleitoral gratuita e dar de cara com pessoas de todas as raças, credos e demagogias pedindo o meu voto para conseguir uma bocada no governo, resolvi que na próxima eleição presidencial, quando eu atingir a idade mínima de trinta e seis anos, tentarei chegar à cadeira de Grande Cacique do Brasil. Ainda não defini o partido ao qual hei de me filiar para disputar a presidência, mas desde já apresento a todos a minha plataforma:

  1. Criarei o programa Babaquice Zero: guardas armados até os dentes patrulharão as ruas atrás de pitboys, celebridades temperamentais e pessoas que estacionam seus carros, abrem o porta-malas e colocam som alto. As pessoas detidas terão direito a um minuto para se defender das acusações e, caso não consigam convencer o juiz, serão condenados à morte por espancamento por truta congelada;
  2. Criarei o Projeto Sopão. Um projeto existente ajuda moradores de rua, barbeando-os e alimentando-os com sopa, mas meu projeto é bem diferente: o Projeto Sopão barbeará os integrantes do Los Hermanos, que em seguida terão sopa quente derramada na virilha (uma tigela para cada vez que Ana Júlia tocou em rádio);
  3. Criarei da Lei de Critério Musical: toda música executada em qualquer mídia deverá ter ritmo, melodia e harmonia. No caso das canções, letra bem escrita. Português correto e afinação serão obrigatórios a qualquer intérprete. O descumprimento desta lei será punido com espancamento por truta congelada;
  4. Criarei a Lei de Regulamentação da Arte: toda peça de arte abstrata se tornará, obrigatoriamente, calço de mesa ou sofá. O descumprimento desta lei será punido com espancamento por truta congelada;
  5. Darei continuidade ao projeto Sede Zero: o preço das cervejas deverá cair 80% e proibirei a venda de Schincariol. Quem for pego bebendo Schincariol será condenado à morte por espancamento por truta congelada;
  6. Reformularei o Projeto Ficha Limpa: político acusado de corrupção será condenado a espancamento diário por truta congelada até o fim das investigações. Caso o acusado seja considerado culpado, seus direitos políticos serão cassados e o réu será condenado a espancamento por truta congelada e sodomização por surubim congelado;
  7. O Brasil será um país realmente laico. A religião não fará parte da educação pública e privada, política ou mídia. Quer religião? Vá procurar uma igreja, sinagoga, mesquita, centro, terreiro ou qualquer outro lugar que as pessoas se reúnem para rezar;
  8. Os reality shows são considerados ilegais. Todo indivíduo que descumprir esta lei será condenado a participar de um reality showonde os participantes são espancados até a morte por truta congelada;
  9. Proibirei que o Galvão Bueno vibre a língua toda vez que fala “Ronaldinho” ou qualquer palavra que comece com a letra “R”. Toda vez que ele vibrar a língua, Arnaldo César Coelho baterá em seu nariz com uma truta congelada;
  10. Poodles serão ilegais.

Conto com o seu voto!

As eleições de 2010 deixarão, sem dúvida, questões político-sociais a serem debatidas. Porém, terá um fechar de cortinas melancólico, na perspectiva da maturação política.

Como a eleição de 2006 – em que os candidatos não possuíam projeto de país, governo, gestão –, a eleição atual deixará um sabor amargo para quem ainda acredita em um país desenvolvido, pelo menos, na questão de discussões públicas.

Desta vez, vários projetos foram apresentados por três candidatos. E isso é triste.

Nossa lei eleitoral centra o poder político aos partidos. Nós escolhemos e votamos em um candidato, mas o voto é computado para partidos e coligações. Nossa estrutura eleitoral valorizaria o poder partidário. Porém, as eleições vivem de um marketing partidário. O que se vê na propaganda eleitoral é uma imensa campanha publicitária, na qual o PT dá show, diga-se de passagem.

Nos últimos anos vemos marketeiros e publicitários competindo, não projetos de gestão pública. Vemos eleições sendo definidas por uma publicidade bem feita. A tendência tem sido se afunilar sempre em candidatos de maior tempo de tevê e rádio.

Dilma dificilmente não vencerá em primeiro turno. Possui mais dinheiro para a campanha, mais que todos seus adversários somados. Possui mais tempo de tevê e rádio. Possui o trunfo de Lula. A vitória de Dilma em si não é ruim para o Brasil ou para a democracia brasileira. A forma como essa vitória se dará é a tragédia.

Vencendo, Dilma será eleita em uma campanha em que não houve uma real discussão de projeto de país. Nenhum candidato aponta perspectivas de construção social, apenas projetos imediatistas, soluções insalubres para problemas que efetivamente continuarão independente de quem for eleito.

E isso não parte dos candidatos. Isso nasce nos partidos.

Os partidos não passam de um amontoado de palavras e cores. Não possuem ideologia, não possuem fundamentos, não possuem um projeto para o país. Os partidos não propõem alternativas, não criam discussões nem mostram efetiva ação social. Os partidos flutuam, longe da vida e cotidiano do grosso da população.

Esse esvaziamento social é o que nos condiciona a essa eleição de publicidade e propaganda, onde debates e entrevistas nada mais servem para trazer para se discutir formas de se fazer a mesma coisa, o que já é feito.

Por isso é tão simples o eleitor bipolarizar a eleição entre os dois ícones da repetição. Dos quatro candidatos, três possuem origem no PT. É difícil para o eleitor enxergar uma alternativa, são todos do mesmo lugar, propondo apenas cores diferentes para a mesma tela.

E isso nos leva a um pleito que não trará nada de bom para a democracia. O país não teve nem mesmo no plano eleitoral a discussão de um país melhor, somente conversas vazias de como se fazer política.