A simetria é algo tão fantástico que até o universo conspira a favor dela. A simetria é o ponto mais próximo que se pode chegar da tão almejada perfeição. Sim, o mais próximo. Fazendo bom uso do raciocínio lógico, pode-se constatar que perfeição é sinônimo de ideal. Ideal é antônimo de real. Logo, perfeição não existe na realidade. Não na nossa. Quem sabe na Matrix, mas isso é outra história.

Nós, meros mortais, não passamos de zigomorfos: possuidores de um único plano simétrico – mas com orgulho! A julgar por graus de simetria, a taça com certeza ficaria com o formato esférico. Além de ser actinomorfo (vários planos simétricos), toda e qualquer coisa ou criatura que esteja entre o céu e a terra é composta de micro estruturas esféricas: os famosos átomos.

Contrariando a teoria dos gregos Demócrito e Leucipo (infelizmente eu não fui a primeira), podemos citar ainda as divisões do “indivisível”: prótons, elétrons, nêutrons e neutrinos; todos, teoricamente, esféricos.

Apelando para níveis de macro, o resultado ainda surpreende: planetas, estrelas e astros em geral têm, a grosso modo, formato esférico. Sim, esféricos graças à pressão-não-sei-das-quantas, mas ainda assim a informação só contribui favoravelmente, uma vez que os astros adquirem tal forma para que o “mecanismo espacial” funcione de modo eficiente.

Dentro do Sistema Solar, as órbitas dos planetas são [aproximadamente] circulares. Mais precisamente elípticas, cada uma com suas excentricidades. Mas isso não vem ao caso.

Nove planetas (ou seriam dez?) esféricos executando órbitas [quase] circulares ao redor de uma estrela também esférica. Coincidência?

Coincidência ou não, carros, móveis, eletrônicos e o escambau têm ganhado um design cada vez mais arredondado que, além de agradar os olhos, dá um ar moderno e futurista.

É, no mínimo, uma boa hipótese que explica o porquê da preferência nacional (e internacional) por mulheres cheias de curvas e pela cerveja que desce redondo. E, principalmente, pelo nosso Mondo Redondo.